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31 julho, 2017

Eu fiz essa receita pela primeira vez quando uma amiga que viria em casa estava passando por um jejum bem doido e não podia comer uma série de coisas. Os pratos que preparei iam farinha branca e me restava apenas grão de bico em casa como opção para alimentar a criatura (te amo, gabi!). O que fazer, então, sem precisar de muito esforço? A resposta foi esse tal de snack de grão de bico que fica crocante e bem temperadinho.

PETISCOS VEGANOS - SNACK DE GRÃO DE BICO

Não lembro exatamente como encontrei a receita, mas decidi testar fazendo as devidas adaptações e deu certo. Tão certo que, apesar da minha amiga nem ter comido (um tanto quanto fresca, diria), eu mesma acabei com o pote em menos de uma hora. Ia beliscando, comendo uma bolinha, outra e, pff, quando percebi, acabou.

 

Grão de bico é uma das coisas mais versáteis que já vi nessa vida vegana. Hambúrguer, falafel, queijo vegetal, grãomelete e, agora, um cheetos saudável. Dá para levar essas bolinhas como lanche no trabalho, na escola, comer como acompanhamento nas refeições principais ou, então, beliscar assistindo a um filme com a consciência limpa. Afinal, é uma leguminosa cheia de nutrientes e sabor. Não tem como não amar 😍

 

Dá o play e veja por si como essa receita é fácil:

 

 

Algumas dicas:

➳ É importante fazer o remolho das leguminosas para facilitar a digestão. Você pode deixar de molho na água fria dentro da geladeira por, aproximadamente 6 horas, ou, então, fazer o remolho quente. Essa outra técnica consiste em colocar na panela de pressão 1 parte de leguminosa para 3 de água, contar dois minutos após pegar pressão, desligar o fogo, aguardar 30 minutos e, por fim, descartar água, seguindo para o cozimento.

➳ Você pode colocar os temperos que quiser, use a criatividade!

➳ Ao invés do forno, você também pode fazer a segunda etapa na airfryer. Programe 25 minutos a 200ºC, lembrando de mexer a cada 10 minutos para soltar os grãos.

➳ Quando mais tempo ficar no forno, mais douradinho, mais crocante e mais sequinho.

 

Para ninguém dizer que não tem para todos os gostos, separei outras 8 receitas de petiscos veganos fáceis e deliciosos.

 

Salgados:

Onion Rings: ninguém precisa de ovo para empanar uma boa fritura!

Batata chips: mas não é qualquer uma, é de microondas.

Petisco de alho: declaro aqui meu amor eterno por alho.

Cogumelos portobellos recheados: a receita é com feijão vermelho, espinafre e abacate, mas eu também amo com bastante alho, molho de tomate e brócolis!

 

Doces:

Sanduíche de maçã: tão simples quanto cortar maçãs em fatias, passar pasta de amendoim no meio e acrescentar algo crocante. Porque, na verdade, é só isso mesmo.

Sorvete de banana: aí você pode misturar manteiga de amendoim, frutas frescas, coco ralado, caldas, etc…

Mousse de chocolate com abacate: se parece estranho demais, experimenta abacate puro com açúcar mascavo!

Pêra assada com canela: de novo o microondas tornando tudo mais prático! Só esquece o chantilly ou, então, substitui pela versão vegetal.

 

Super fácil, não é? Vou esperar você testar e me contar o que achou, viu? 😊 Se conhece outra receita de petisco vegano, compartilhe nos comentários! ❤

 

Receitas da Segunda Sem Carne: 
➳ Nacho Supreme Vegano
➳ Creme de castanha
➳ Batatas recheadas com shimeji
➳ Bolo de maça com nozes e receitas natalinas

➳ Risoto de shimeji, tomate e abobrinha + inspirações

➳ Hambúrguer vegano para dar e vender

 

❤ Outros posts que você pode gostar ❤

 

➳ Onde encontrar salgadinhos veganos em São Paulo?

➳ O que eu comi hoje? (Vegano)

➳ #BelezaVegana: marcas de maquiagem veganas (100%)

➳ Low Poo Vegano

➳ Tour pelo Whole Foods

➳ Dicas de combinação alimentar

 

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PETISCO VEGANO - SNACK DE GRÃO DE BICO CROCANTE

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26 julho, 2017

Se você olhar as fotos desse post, não vai acreditar quando eu te disser que tenho o cabelo bem ondulado, quase cacheado dependendo do dia, da finalização, da minha boa vontade. Nem eu acreditei nos cachinhos que apareceram depois de cortar o cabelo recentemente.

PRODUTOS VEGANOS PARA CABELOS - LOW POO

Quando eu cheguei ao cabeleireiro em uma quarta, após uma decisão impulsiva com o desejo de mudar, eu pedi por um corte que fizesse meu ondulado aparecer. Mal eu sabia que tirando aquele peso das pontas e restinho de progressiva eu teria todo esse toin oin oin na cabeça. E quer saber? Que bom que tomei essa decisão, porque estou curtindo muito ter meu cabelo super onduladinho!

 

Mas mudando o corte, mudaram-se também os cuidados. Desde que filmei aquele primeiro vídeo de Low Poo, vários produtos foram substituídos e outros diferentes deram o ar da graça. Decidi, então, gravar uma atualização com os cosméticos que tenho usado nos fios que, além de liberados para low poo, são veganos. Sem sulfatos, sem óleo mineral, sem petrolato, sem silicones insolúveis, sem sofrimento dos bichinhos, só amor! 

 

Usar cosméticos livres de crueldade animal não é algo impossível, como se pensa por aí. Existem marcas acessíveis e fáceis de encontrar com opções veganas, como algumas que eu mostrei no vídeo. Lembre-se de procurar pelo selo que garante que aquele produto é cruelty-free ou sem ingredientes de origem animal.

 

Sem falar que existem lojinhas online e confiáveis, como a Natue e a Terráquea para fuçar e encontrar marcas ainda mais naturais, preocupadas com o meio ambiente e os animais. O Low Poo entra nessa para nos ajudar a realçar nossa beleza natural e verdadeira, agredindo o mínimo possível nossos queridos fios.

 

Chega de reprimir nossas ondas e cachos, baby! 

 

Uma observação pequena (ou nem tanto assim): sei que sou muito privilegiada por poder parar para pensar em qual shampoo quero comprar, sendo que não é necessariamente o mais barato, mas, sim, o que condiz com meus ideais. Sei também que não é todo mundo que tem dez farmácias e cinco mercados pertinho de casa para procurar por produtos diferentes. Mas o pouquinho que se pode fazer para se empoderar e ajudar o planeta está valendo. Fazer escolhas conscientes parte do princípio de, justamente, parar para pensar: Será que essa marca é bacana para o meio ambiente? Eles têm projetos sociais? E se eu comprar a opção com refil? Testa em animais? Vai me ajudar a fazer transição capilar, a me sentir bem e bonita? Enfim, aquilo que é a sua prioridade!

 

Se você quer entender o que é o Low Poo, porque eu decidi aderir à técnica e como foram os primeiros meses, corre lá no primeiro post! Vamos, então, ao que eu tenho usado ultimamente? 

 

 

Produtos citados 💇

Shampoos:

➳ Salon Line – Tô de Cacho, Shampoo de Coco Para Conquistar (~R$12)

➳ Eico – Cachos Extraordinários (~R$30)

 

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PRODUTOS VEGANOS PARA CABELOS - LOW POO VEGANO

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17 julho, 2017

Toda vez em que penso em pautas para o Entre Anas, surge na minha cabeça o pensamento: faz tempo que eu não falo sobre feminismo, deveria escrever algo sobre o assunto. Minutos passam, os dias se vão e nenhum tópico me parece interessante. Mas eu sei o motivo desse bloqueio criativo feminista. Eu me afastei. Faz meses que não leio um texto sobre feminismo, vejo algum vídeo (exceto da Louie, mozão) ou sequer paro para questionar determinado acontecimento, fala, livro, seriado, seja o que for.

 

Eu sei que não posso parar de pensar, problematizar (mesmo pegando birra dessa palavra), duvidar, perguntar, debater, contestar e todos outros verbos que caibam aqui e possam me fazer evoluir como pessoa. O problema é que me faltava motivação para tirar esses verbos do amanhã, do possivelmente, e colocá-los em prática no dia a dia, pra valer. E esse post é justamente isso: um lembrete do porquê sempre que eu vou me auto-descrever feminista vem em primeiro lugar. Um lembrete das vezes em que o feminismo me ajudou. Como mulher ou como pessoa.

 

Aqui estão as 7 vezes que o feminismo me mostrou que não posso desistir dele ou de mim mesma:

 

Obs: a referência ao livro da Sara Winter não é coincidência.

7 VEZES QUE O FEMINISMO ME AJUDOU

1 – Quando entendi que não precisava de aprovação masculina.

 

Para moldar minha opinião. Mudar a cor de cabelo. Ou me sentir parte de uma roda de amigos. Eu não preciso de aprovação masculina para me sentir bem, importante e inteligente. Eu não preciso da seção o que eles acham em revistas femininas, de cantores falando sobre o quanto eu sou linda de manhã ou textos do Gregório Duvivier. Eu não preciso de você perguntando mas o que o seu pai acha ou seu namorado, deixa? Eu não preciso de aprovação masculina para nada.

 

Já falei um pouco sobre o tema nesse post, onde explico porque não converso mais sobre feminismo com homens. Mas o fato é que essa necessidade de aprovação masculina que tentaram nos enfiar goela abaixo desde que nascemos é o que nos impede, muitas vezes, de ir para frente, de ser quem somos e de nos (re)descobrirmos como mulheres.

 

Nos impede de mudar de emprego, de deixar os pelos da perna crescerem, de viajar sozinha, de dançar sem vergonha, de dar sua opinião sem receios, de ocupar espaços predominantemente masculinos, de comer dois pedaços de torta, de sair à noite, de tantas infinitas coisas que nos prendem e nos calam.

 

Eu entendi, ainda bem, que sou minha dona. Que não tenho que agradar nenhum macho para estar certa. E que antes de qualquer sonho, desejo ou decisão não há nada que me prende. Muito menos essa tal de aprovação masculina.

 

2 – Quando parei para pensar se a situação me pedia por sororidade.

 

Principalmente em meus relacionamentos. Eu me deparei com três outras. Outras três mulheres que de certa forma bagunçaram o que era sólido. Não por culpa delas. Mas porque, simplesmente, apareceram — ou foram puxadas para dentro da bagunça.

 

Na primeira ocasião, eu ainda era uma adolescente idiota. Pois é, essa é a palavra. Trocamos farpas, agressões verbais e indiretas sem sentido. Tudo por um cara que não valia nem um centavo sequer. Não valia nosso esforço e muito menos nossa briguinha infantil. Não valia a rivalidade que se instalou entre duas mulheres que, facilmente, poderiam ser amigas fora daquele contexto.

 

Na segunda, eu me vi mais consciente. Já sabia o que era feminismo, mas pouco havia pensado sobre sororidade. No fim, ainda me arrependo de certas atitudes. Não houve indiretas no twitter ou xingamentos desnecessários. Mas ainda me arrependo de ter culpado a garota pelo meu sentimento de rejeição e insegurança. De ter a culpado por toda bagunça emocional que se instalou. Porque quando você está com alguém e uma outra pessoa surge, se esse alguém te troca, te trai ou te magoa, foi escolha dessa pessoa, não dá outra que surgiu. A outra não tem um compromisso com você, afinal.

 

Na terceira, a sororidade falou mais alto. Não a culpei. Não tentei mostrar meu descontentamento de todas as formas. Na realidade, eu queria sentar e conversar com ela. Entender o outro lado. Pena que eu descobri que sororidade e caráter são coisas diferentes — que valem um post futuro. Eu posso ter sororidade na medida em que não a chamo de vadia ou seja lá o que for, mas não posso aceitar falta de respeito ou de bom senso, entendem?

 

Fato é que eu me controlei muito. Eu pensei antes de falar e de fazer. Essas histórias, porém, são só exemplos. Na rua, nas brincadeiras, nas discussões de facebook, na vida. Eu passo a ponderar e entender quando a situação me pede por sororidade. E, agora, isso é algo muito mais natural para mim. Se você ainda ainda não sobre como ter sororidade, vem cá!

 

3 – Quando eu vejo casais brigando e paro tudo que estou fazendo. 

 

Porque, hello, em briga de marido e mulher a gente mete sim, e muito, a colher. Toda vez que vejo um homem e uma mulher discutindo em público em um tom mais elevado, eu paro. Fico observando até a briga acabar ou abafar. Deixo o cara perceber que tem gente olhando para que ele não tenha a coragem de levantar um dedo sequer. Para que ele perceba que é um imbecil.

 

Uma vez vi uma garota no metrô tentando ir embora e seu, suposto, namorado, simplesmente não deixava. Gritava, a segurava pelo braço, impedia que subisse a escada com a amiga que estava de coadjuvante na situação. Eu intervi e perguntei se ela queria que eu a acompanhasse para ir embora. Ela disse sim e o cara, mesmo assim, continuou causando. Me xingou, pulou o corrimão da escada para tentar bloquear a saída, enfim, se achando dono da garota.

 

E sabe o que o segurança fez quando disse o que estava acontecendo? Nada. É aquela velha história: disappointed, but not surprised. Felizmente, a garota conseguiu subir com a amiga um tempo depois e foi embora. Sem o cara.

 

Não me interessa se a garota fez algo errado ou se ela também estava gritando. Em situações como essa, a chance da mulher sair com um hematoma não é pequena. A chance de seu psicológico ser afetado e manipulado é alta. Então, se eu puder, vou intervir em toda e qualquer briga mais feia que acontecer na minha frente.

 

4 – Quando eu passei a questionar a feminilidade.

 

Eu não saia de casa sem maquiagem. Passei muito tempo acreditando que precisava ter o cabelo longo e loiro para ser bonita, medindo semanalmente a grossura da minha perna e fazendo as unhas só porque nossa, nem parece uma mulher desse jeito. Me rendi à progressiva, as roupas que, teoricamente, valorizam meu corpo e a nóia de ter a bunda perfeita.

 

Mas eu ainda sou muita feminina — dentro do que a sociedade considera feminilidade. O que mudou foi a minha forma de enxergar minha relação com a vaidade, meu corpo e minhas escolhas. Hoje, por exemplo, eu ainda amo maquiagem, mas posso ir à padaria de cara limpa. Ainda me preocupo com meu corpo, mas aceito as estrias, as celulites e a pele não tão firme que veio junto com ele. Eu deixei de fazer as unhas, corto o cabelo sem medo e disse adeus ao alisamento.

 

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