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16 agosto, 2016

1 – Sim, é possível fazer um livro com um enigma central e diversos conflitos o rodeando sem se perder no meio.

2 – Esse é o primeiro young adult que eu li que se distancia da ideia de adolescência vitimizada e perfeita.

3 – Eu amo você, AN!

Resenha Três Coisas Sobre Você

Imagina uma pessoa surpresa e feliz? Fui eu ao descobrir que ganhei um sorteio do blog Coisinhas Aleatórias. Gente, eu nunca ganho nada (a dramática)! E o melhor: sortearam um livro. Quem não amaria receber um livro na sua casa de repente de presente? Obrigada Coisinhas Aleatórias, eu adorei o Três Coisas Sobre Você, da Julie Buxbaum, e cá estou eu para resenhar esta belezinha. Um spoiler: é diferente de todo young adult que li.

 

Vamos a um resumo breve da história, porque a intenção não é ficar contando detalhes sobre ela aqui. Jessie é uma garota de 16 anos que perdeu a mãe há 733 dias, ganhou uma madrasta há 45 e se mudou há 30 dias para Califórnia, seguindo os passos de seu pai atrás da nova mulher. Ah, faltam 7 dias para o começo do primeiro ano do ensino médio em uma escola totalmente nova. Como se não faltassem novidades, de repente, sem motivo aparente, chega um e-mail anônimo, do Alguém Ninguém, na caixa de entrada de Jessie.

 

O tal Alguém Ninguém se oferece para ser o guia espiritual virtual de Jessie em sua nova jornada no colégio Wood Valley. E, então, começamos o livro com a garota tentando lidar com esse anônimo, sua melhor amiga distante, o filho da madrasta arrogante, uma mansão onde não se sente em casa, garotos ricos diferentes de sua realidade e tudo isso sem uma mãe.

 

O que falar de Três Coisas Sobre Você que li em dois dias no transporte público e já considero muito? 😅 O livro é relativamente grande, são 283 páginas, mas a leitura é bem fluída. A escrita de Julie é como se eu estivesse conversando com uma amiga enquanto tomamos milk-shake (vegano, é claro). As páginas são amarelinhas e o espaçamento e fonte são ótimos. Sim, gente, acho isso de extrema importância na hora que estou lendo. Ninguém merece com dor de cabeça depois, não é?

Resenha Três Coisas Sobre Você Julie Buxbaum

Ao mesclar o estilo de Julie à história, temos muita ironia e muita realidade. Não há escrúpulos em relação aos palavrões e assuntos como homossexualidade, drogas, sexo, incertezas em relação ao futuro, relacionamentos efêmeros e outros elementos adolescentes. Sem um mundo de fantasias, ideias bonitas e moralismo. Eu adoraria ter lido Três Coisas Sobre Você aos meus 15 ou 16 anos, quando estava me descobrindo e, às vezes, os livros criavam uma imagem fantasiosa sobre o que é ser adolescente.

 

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Resenha Três Coisas Sobre Você Julie

1 – Sim, é possível fazer um livro com um enigma central e diversos conflitos o rodeando sem se perder no meio. 2 – Esse é o primeiro young adult que eu li que se distancia da ideia de adolescência vitimizada e perfeita. 3 – Eu amo você, AN! Imagina uma pessoa surpresa e feliz? […]

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11 agosto, 2016

feminismo não é para agradar homem

Neste ano, eu tomei uma decisão significativa: não falo sobre feminismo com homem. Nenhum. Nunca. Never. E se eu começo, me policio e interrompo a conversa no meio. Só se uma mulher estiver na roda, aí me direciono exclusivamente à ela. Não importa o quão desconstruído você, homem, principalmente, cis hétero, seja, para mim, simplesmente, não vale mais a pena. Capiche? 

 

Nada de bom rendeu em ficar explicando o bê-a-bá do feminismo para opressor. Nada de empoderador surgiu ao rebater críticas, pitacos e argumentos clichês. Nenhum homem que começou uma discussão sobre feminismo comigo estava realmente aberto a escutar e aceitar, me dar voz. Então, agora, eu me abstenho desse esforço, poupo saliva e olhos revirando. Porque, meu amor, meu feminismo não é para homem, não é pelos homens e, consequentemente, meu feminismo não é para agradar homem. Como diria Kelly Key: senta e chora. 

 

No começo, eu tinha essa impressão de que precisava convencer os caras de como o feminismo é legal e que deveríamos dar a mão e lutar juntos pela igualdade (outra ideia que mudou com o tempo, falei mais sobre isso aqui). Era cansativo e desgastante, pois em todas as conversas a conclusão era a mesma: eles não estão dispostos a abrir mão dos privilégios, eles não entendem, eles não querem. Simples assim.

 

Eu pensava que falhei ao não conseguir explicar a ideia do feminismo para os homens ao meu redor. Não queria vestir a capa de vilã, feminazi, mal amada. Eu queria ajudar os caras a serem menos opressores. Doce ilusão. Mais tarde eu descobri que muito mais vale empoderar mulheres do que apresentar o feminismo àqueles que não sofrem com o machismo. Irônico, não? 

 

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feminismo não é para agradar homem

Neste ano, eu tomei uma decisão significativa: não falo sobre feminismo com homem. Nenhum. Nunca. Never. E se eu começo, me policio e interrompo a conversa no meio. Só se uma mulher estiver na roda, aí me direciono exclusivamente à ela. Não importa o quão desconstruído você, homem, principalmente, cis hétero, seja, para mim, simplesmente, […]

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6 agosto, 2016

Primeiramente, sem o mimimi de, finalmente, um dia em que senti orgulho do Brasil. Segundamente, fora Temer. Terceiramente, chega de advérbios. Vamos ao fato: a abertura da olimpíada foi lacradora! Não só pela beleza e novidades nas etapas, mas por detalhes que trouxeram à tona, ao mundo inteiro, pautas de extrema importância, que sambaram na cara da sociedade tradicional, mente fechada, nada colorida. Esqueça galinha pintadinha ou Fuleco, a abertura foi emocionante. Se você não assistiu, perdeu. Vamos, então, aos lacres na abertura das olimpíadas?

 

💚 Karol Conká e MC Soffia 💚

OS LACRES NA ABERTURA DAS OLIMPÍADAS - KAROL CONKA MC SOFFIA

Quando fiquei sabendo que essas duas estariam na abertura, sabia que ia ser chuva de lacre! E cantando juntas sobre empoderamento feminimo e empoderamento negro? Meu coração não aguenta. Embaladas por capoeira e break dance, com uma letra falando sobre como somos vencedoras e para respeitarem nossa luta, esse, para mim, foi um dos, se não O, momento mais emblemática da abertura. E que figurino, não é mesmo?

 

Também vale citar Elza Soares dando voz ao Canto de Ossanha, canção que deu visibilidade às religiões de origem africana, perseguidas durante muito tempo no Brasil.

 

💚 Anitta no meio de Caetano Veloso e Gilberto Gil 💚

 

 

Sorry os intelectuais que usam coisas de crochê à la Tropicália, eu amei colocarem uma mulher, funkeira, no meio de dois cantores de MPB. Porque, sim, a Anitta representa (e muito!) o Brasil, doa a quem doer. Foi um tapa na cara de quem inferioriza as diferentes manifestações que temos por aqui ou acha que a Anitta não se compara aos dois. Bleh!

 

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OS LACRES DA ABERTURA - LEA T BANDEIRA

Primeiramente, sem o mimimi de, finalmente, um dia em que senti orgulho do Brasil. Segundamente, fora Temer. Terceiramente, chega de advérbios. Vamos ao fato: a abertura da olimpíada foi lacradora! Não só pela beleza e novidades nas etapas, mas por detalhes que trouxeram à tona, ao mundo inteiro, pautas de extrema importância, que sambaram na cara […]

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