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17 julho, 2017

Toda vez em que penso em pautas para o Entre Anas, surge na minha cabeça o pensamento: faz tempo que eu não falo sobre feminismo, deveria escrever algo sobre o assunto. Minutos passam, os dias se vão e nenhum tópico me parece interessante. Mas eu sei o motivo desse bloqueio criativo feminista. Eu me afastei. Faz meses que não leio um texto sobre feminismo, vejo algum vídeo (exceto da Louie, mozão) ou sequer paro para questionar determinado acontecimento, fala, livro, seriado, seja o que for.

 

Eu sei que não posso parar de pensar, problematizar (mesmo pegando birra dessa palavra), duvidar, perguntar, debater, contestar e todos outros verbos que caibam aqui e possam me fazer evoluir como pessoa. O problema é que me faltava motivação para tirar esses verbos do amanhã, do possivelmente, e colocá-los em prática no dia a dia, pra valer. E esse post é justamente isso: um lembrete do porquê sempre que eu vou me auto-descrever feminista vem em primeiro lugar. Um lembrete das vezes em que o feminismo me ajudou. Como mulher ou como pessoa.

 

Aqui estão as 7 vezes que o feminismo me mostrou que não posso desistir dele ou de mim mesma:

 

Obs: a referência ao livro da Sara Winter não é coincidência.

7 VEZES QUE O FEMINISMO ME AJUDOU

1 – Quando entendi que não precisava de aprovação masculina.

 

Para moldar minha opinião. Mudar a cor de cabelo. Ou me sentir parte de uma roda de amigos. Eu não preciso de aprovação masculina para me sentir bem, importante e inteligente. Eu não preciso da seção o que eles acham em revistas femininas, de cantores falando sobre o quanto eu sou linda de manhã ou textos do Gregório Duvivier. Eu não preciso de você perguntando mas o que o seu pai acha ou seu namorado, deixa? Eu não preciso de aprovação masculina para nada.

 

Já falei um pouco sobre o tema nesse post, onde explico porque não converso mais sobre feminismo com homens. Mas o fato é que essa necessidade de aprovação masculina que tentaram nos enfiar goela abaixo desde que nascemos é o que nos impede, muitas vezes, de ir para frente, de ser quem somos e de nos (re)descobrirmos como mulheres.

 

Nos impede de mudar de emprego, de deixar os pelos da perna crescerem, de viajar sozinha, de dançar sem vergonha, de dar sua opinião sem receios, de ocupar espaços predominantemente masculinos, de comer dois pedaços de torta, de sair à noite, de tantas infinitas coisas que nos prendem e nos calam.

 

Eu entendi, ainda bem, que sou minha dona. Que não tenho que agradar nenhum macho para estar certa. E que antes de qualquer sonho, desejo ou decisão não há nada que me prende. Muito menos essa tal de aprovação masculina.

 

2 – Quando parei para pensar se a situação me pedia por sororidade.

 

Principalmente em meus relacionamentos. Eu me deparei com três outras. Outras três mulheres que de certa forma bagunçaram o que era sólido. Não por culpa delas. Mas porque, simplesmente, apareceram — ou foram puxadas para dentro da bagunça.

 

Na primeira ocasião, eu ainda era uma adolescente idiota. Pois é, essa é a palavra. Trocamos farpas, agressões verbais e indiretas sem sentido. Tudo por um cara que não valia nem um centavo sequer. Não valia nosso esforço e muito menos nossa briguinha infantil. Não valia a rivalidade que se instalou entre duas mulheres que, facilmente, poderiam ser amigas fora daquele contexto.

 

Na segunda, eu me vi mais consciente. Já sabia o que era feminismo, mas pouco havia pensado sobre sororidade. No fim, ainda me arrependo de certas atitudes. Não houve indiretas no twitter ou xingamentos desnecessários. Mas ainda me arrependo de ter culpado a garota pelo meu sentimento de rejeição e insegurança. De ter a culpado por toda bagunça emocional que se instalou. Porque quando você está com alguém e uma outra pessoa surge, se esse alguém te troca, te trai ou te magoa, foi escolha dessa pessoa, não dá outra que surgiu. A outra não tem um compromisso com você, afinal.

 

Na terceira, a sororidade falou mais alto. Não a culpei. Não tentei mostrar meu descontentamento de todas as formas. Na realidade, eu queria sentar e conversar com ela. Entender o outro lado. Pena que eu descobri que sororidade e caráter são coisas diferentes — que valem um post futuro. Eu posso ter sororidade na medida em que não a chamo de vadia ou seja lá o que for, mas não posso aceitar falta de respeito ou de bom senso, entendem?

 

Fato é que eu me controlei muito. Eu pensei antes de falar e de fazer. Essas histórias, porém, são só exemplos. Na rua, nas brincadeiras, nas discussões de facebook, na vida. Eu passo a ponderar e entender quando a situação me pede por sororidade. E, agora, isso é algo muito mais natural para mim. Se você ainda ainda não sobre como ter sororidade, clica aqui

 

3 – Quando eu vejo casais brigando e paro tudo que estou fazendo. 

 

Porque, hello, em briga de marido e mulher a gente mete sim, e muito, a colher. Toda vez que vejo um homem e uma mulher discutindo em público em um tom mais elevado, eu paro. Fico observando até a briga acabar ou abafar. Deixo o cara perceber que tem gente olhando para que ele não tenha a coragem de levantar um dedo sequer. Para que ele perceba que é um imbecil.

 

Uma vez vi uma garota no metrô tentando ir embora e seu, suposto, namorado, simplesmente não deixava. Gritava, a segurava pelo braço, impedia que subisse a escada com a amiga que estava de coadjuvante na situação. Eu intervi e perguntei se ela queria que eu a acompanhasse para ir embora. Ela disse sim e o cara, mesmo assim, continuou causando. Me xingou, pulou o corrimão da escada para tentar bloquear a saída, enfim, se achando dono da garota.

 

E sabe o que o segurança fez quando disse o que estava acontecendo? Nada. É aquela velha história: disappointed, but not surprised. Felizmente, a garota conseguiu subir com a amiga um tempo depois e foi embora. Sem o cara.

 

Não me interessa se a garota fez algo errado ou se ela também estava gritando. Em situações como essa, a chance da mulher sair com um hematoma não é pequena. A chance de seu psicológico ser afetado e manipulado é alta. Então, se eu puder, vou intervir em toda e qualquer briga mais feia que acontecer na minha frente.

 

4 – Quando eu passei a questionar a feminilidade.

 

Eu não saia de casa sem maquiagem. Passei muito tempo acreditando que precisava ter o cabelo longo e loiro para ser bonita, medindo semanalmente a grossura da minha perna e fazendo as unhas só porque nossa, nem parece uma mulher desse jeito. Me rendi à progressiva, as roupas que, teoricamente, valorizam meu corpo e a nóia de ter a bunda perfeita.

 

Mas eu ainda sou muita feminina — dentro do que a sociedade considera feminilidade. O que mudou foi a minha forma de enxergar minha relação com a vaidade, meu corpo e minhas escolhas. Hoje, por exemplo, eu ainda amo maquiagem, mas posso ir à padaria de cara limpa. Ainda me preocupo com meu corpo, mas aceito as estrias, as celulites e a pele não tão firme que veio junto com ele. Eu deixei de fazer as unhas, corto o cabelo sem medo e disse adeus ao alisamento.

 

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11 julho, 2017

Talvez eu devesse fazer um especial de férias aqui no Entre Anas, porque eu ainda tenho mais algumas ideias de posts sobre o assunto. Acho que é a empolgação de poder acordar algumas horas mais tarde, principalmente nesse frio.

 

Na semana passada, eu listei 25 eventos gratuitos que vão rolar em São Paulo no mês de julho para você não poder falar no fim das férias que não aproveitou nada, só ficou em casa. Mas como enfrentar a rua todos os dias também é para quem tem muito (muito) pique, está tudo bem em ir intercalando entre um bom filme e sair de casa.

 

Para te ajudar a não perder mais tempo escolhendo o filme do que de fato assistindo, fiz uma listinha com uma seleção de títulos por dia até o fim das férias. Serão 11 de cada gênero: terror/suspense, drama, comédia e romance. Todos eu assisti e gostei. Vou colocar estrelinhas do lado para indicar quais eu prefiro, certo? E aí para ver a sinopse é só clicar nelas!

 

Calma, vamos organizar ainda melhor. Se você quer romance, procura pela carinha apaixonada. Se quer drama, pela chorando. Suspense/Terror, assustada. Comédia, rindo.

FILMES PARA VER NO NETFLIX ATÉ O FIM DAS FÉRIAS (1)

Na ordem: Tão Forte, Tão Perto; Para Sempre Alice; Sorte no Amor

 

11/07

😍 Romance: Um Homem de Sorte ★★★ 

😢 Drama: Para Sempre Alice ★★★★★

 

12/07 

😯 Terror/suspense: Antes De Dormir ★★★★ (tem resenha do livro aqui!)

😆 Comédia: Amor a Toda Prova ★★★

 

13/07 

😍 Romance: Juntos Pelo Acaso ★★★

😢 Drama: Lion ★★★★★

 

14/07 

😯 Terror/suspense: Uma Noite de Crime: Anarquia ★★★★★

😆 Comédia: A Proposta ★★★

 

15/07 

😍 Romance: A Última Música ★★★★

😢 Drama: Tão Forte, Tão Perto ★★★★★

 

16/07 

😯 Terror/suspense: O Exorcismo de Emily Rose ★★★★★ (para mais filmes de terror, clica aqui!)

😆 Comédia: Paixão de Aluguel ★★★★★

 

17/07 

😍 Romance: Os Agentes do Destino ★★★

😢 Drama: Marcados pela Guerra ★★★★★ 

 

18/07 

😯 Terror/suspense: A Pele Que Habito ★★★★

😆 Comédia: Sorte no Amor ★★★★

 

19/07 

😍 Romance: Lembranças ★★★★

😢 Drama: A Girl Like Her ★★★

 

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6 julho, 2017

Julho chegou e com ele, além do frio (saudades calor!), as férias, tão esperadas, tão sonhadas. Quer dizer, ao menos, para alguns de nós.

 

Mas o que fazer nas férias de julho? Eis a questão que, nesse post, vou solucionar. Para que esse mês e seu descanso não sejam em vão, separei um evento gratuito por dia em São Paulo, a partir de amanhã (07/07) até o último suspiro do mês, dia 31.

 

Então, se agasalhe bem, deixa o Netflix para depois e vem descobrir um mundo de coisas bacanas para se fazer por aí  — sem gastar um tostão!  

O QUE FAZER NAS FÉRIAS DE JULHO

➳ 07/07 – Festa Julina com forró ao vivo na Vila Madalena.

➳ 08/07 – Encontro – Espetáculo teatral com “pequenos objetos, pequeno cenário, palco reduzido a uma estrutura mínima, gestos sutis, histórias curtas, tudo isso transmitido a uma distância mínima do espectador”. Das 13h às 14h30 no Sesc Pq. Dom Pedro II.

➳ 09/07 – 12º edição do Conexão Cultural São Paulo – Evento que irá, nesta edição, homenagear e celebrar a cultura nordestina. Das 12h às 21h, no MIS.

➳ 10/07 – Vida de Cão Exposição de Elliott Erwitt com 50 belas fotografias para mostrar e propor a reflexão da relação entre o homem e o seu bichinho de estimação. No Centro Cultural Fiesp, das 10h às 20h.

➳ 11/07 – Ópera no cinema – A Biblioteca Mário de Andrade traz uma ópera diferente para a tela do cinema e no dia 11 será uma das grandes obras de Mozart: “Don Giovanni”. Das 19h às 21h45 na própria Biblioteca.

➳ 12/07 – Meditação no Ibirapuera – Aproveite esse momento de paz que acontece todas às quartas-feiras às 11h na sede do DEA|UMAPAZ, no Parque Ibirapuera.

➳ 13/07 – Oficina l Cozinha de Memórias – “Convidará os participantes a refletirem a respeito da memória e da culinária como patrimônios imateriais, além de compartilharem receitas antigas de seus familiares”. Acontecerá na Casa das Rosas, das 14h às 16h.

➳ 14/07 – Cellos do Festival – Concerto gratuito na Sala São Paulo às 19h.

➳ 15/07 – Festival das Estrelas – O bairro da Liberdade, nesse evento, recebe kussudamas, grandes ramos de bambu ornamentados por enfeites de papel colorido, tanzaku, pequenos pedaços de papel, nos quais as pessoas colocam seus pedidos, além de apresentações de tambores Taikô, danças folclóricas e shows. Visite o bairro das 10h30 às 19h.

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O QUE FAZER NAS FÉRIAS DE JULHO

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