• Pinceis favoritos para pele da Macrilan – Corretivo, base, blush SLIDE
  • simple-responsive-slide-disney


17 Maio, 2016

Carta às minhas professoras de ballet

Querida professora,

 

Lembro que os meus momentos preferidos da semana eram sempre os mesmos: começavam quando eu vestia a sapatilha de ballet e terminavam quando eu a guardava na bolsa. Coincidentemente, você sempre estava lá. E me mostrou o caminho mais doce e desafiador que, até então, eu enfrentei. Hoje, eu não tenho mais encontros semanais com a barra e o espelho, mas se me considero uma bailarina de alma, é por você.

 

Há quem diga que o ballet é muito rígido, o que não deixa de ser verdade. Mas ao mesmo tempo em que eu nunca fui fã de regras, eu me encontrei na hora em que descobri o que era realmente um relevé e um passé. Senti como a dança era capaz de alterar meu humor, minha mente, meu corpo. Me mudar. Estava feito. Quando a música começa a tocar e você percebe que está no lugar certo, o ballet deixa de ser uma distração e passa a ser parte da sua essência.

 

Consequentemente, você foi quem me abriu as portas para esse mundo de entrega, esforço, satisfação. Juntas, descobrimos o quanto eu sou capaz e fomos mesclando, aos poucos, força e suavidade. Você não me deixou desistir, sempre queria mais. Porque sua intuição percebia que eu poderia lhe dar aquilo o que esperava. Assim, quanto mais você puxava, mais eu me surpreendia com o meu corpo, comigo. Parecia que você sabia mais do que eu mesma até onde eu conseguiria chegar – apesar do tremor nas pernas que não paravam.

 

E mesmo em todas as correções frequentes, eu sentia sua delicadeza. Sentia carinho. Sentia o seu amor em ensinar, o seu orgulho quando eu, finalmente, acertava. Sentia o quanto o ballet estava em ti, no teu olhar, jeito de caminhar, de me cumprimentar. Seu coração, tão belo quanto seus movimentos ao demonstrá-los, fez crescer em mim uma admiração imensa. Você entendia o que era ter o ballet como terapia e toda a sua alma entregue a uma sequência de dois minutos. Quem me dera, um dia, ser como você, ter a mesma resistência e leveza.

Carta às minhas professoras de ballet

Então, muito obrigada por todos os olha o en dehors, estica esse joelho, arruma a postura. Por me repreender por aparecer sem um coque e pelos alongamentos doloridos e demorados. Por me reensinar a contar até 8. Para quem olha de fora, talvez, o ballet soe cruel. Mas, quando eu paro para pensar, ele é um reflexo da rotina – por isso, eu o sinto tanto. Você não pode cair quando o seu mundo começa a desmoronar e as bailarinas precisam se esforçar para manter a doçura mesmo quando seus pés pedem socorro. O ballet alimentava minhas forças. 

 

Professora, tenha a certeza de que eu levei todas essas ideias para a vida – não somente a mania de parar do nada e começar a subir na meia ponta. Aprendi que manter os pés no chão não me impede de voar. Que é preciso entregar o seu corpo, alma e coração para as coisas saírem perfeitas. E, para isso, você também necessita de foco e determinação. Mas nada vai para frente sem um sorriso no rosto, pescoço erguido e um pouco de graça.

 

Se eu sinto tanta falta do ballet, é porque alguém incrível me ensinou a amá-lo. Porque você não só me apresentou o port de bras e me colocou em cima de um palco, mas me encorajou a tentar sempre ser a melhor versão de mim mesma. E, assim, a cada aula, liberdade deixou de significar andar descalça para se tornar a sensação do tecido da sapatilha enquanto meus pés deslizavam no chão em um battement tendu.


Carta às minhas professoras de ballet

Querida professora,

 

Lembro que os meus momentos preferidos da semana eram sempre os mesmos: começavam quando eu vestia a sapatilha de ballet e terminavam quando eu a guardava na bolsa. Coincidentemente, você sempre estava lá. E me mostrou o caminho mais doce e desafiador que, até então, eu enfrentei. Hoje, eu não tenho mais encontros semanais com a barra e o espelho, mas se me considero uma bailarina de alma, é por você.

 

Há quem diga que o ballet é muito rígido, o que não deixa de ser verdade. Mas ao mesmo tempo em que eu nunca fui fã de regras, eu me encontrei na hora em que descobri o que era realmente um relevé e um passé. Senti como a dança era capaz de alterar meu humor, minha mente, meu corpo. Me mudar. Estava feito. Quando a música começa a tocar e você percebe que está no lugar certo, o ballet deixa de ser uma distração e passa a ser parte da sua essência.

 

Consequentemente, você foi quem me abriu as portas para esse mundo de entrega, esforço, satisfação. Juntas, descobrimos o quanto eu sou capaz e fomos mesclando, aos poucos, força e suavidade. Você não me deixou desistir, sempre queria mais. Porque sua intuição percebia que eu poderia lhe dar aquilo o que esperava. Assim, quanto mais você puxava, mais eu me surpreendia com o meu corpo, comigo. Parecia que você sabia mais do que eu mesma até onde eu conseguiria chegar – apesar do tremor nas pernas que não paravam.

 

E mesmo em todas as correções frequentes, eu sentia sua delicadeza. Sentia carinho. Sentia o seu amor em ensinar, o seu orgulho quando eu, finalmente, acertava. Sentia o quanto o ballet estava em ti, no teu olhar, jeito de caminhar, de me cumprimentar. Seu coração, tão belo quanto seus movimentos ao demonstrá-los, fez crescer em mim uma admiração imensa. Você entendia o que era ter o ballet como terapia e toda a sua alma entregue a uma sequência de dois minutos. Quem me dera, um dia, ser como você, ter a mesma resistência e leveza.

Carta às minhas professoras de ballet

Então, muito obrigada por todos os olha o en dehors, estica esse joelho, arruma a postura. Por me repreender por aparecer sem um coque e pelos alongamentos doloridos e demorados. Por me reensinar a contar até 8. Para quem olha de fora, talvez, o ballet soe cruel. Mas, quando eu paro para pensar, ele é um reflexo da rotina – por isso, eu o sinto tanto. Você não pode cair quando o seu mundo começa a desmoronar e as bailarinas precisam se esforçar para manter a doçura mesmo quando seus pés pedem socorro. O ballet alimentava minhas forças. 

 

Professora, tenha a certeza de que eu levei todas essas ideias para a vida – não somente a mania de parar do nada e começar a subir na meia ponta. Aprendi que manter os pés no chão não me impede de voar. Que é preciso entregar o seu corpo, alma e coração para as coisas saírem perfeitas. E, para isso, você também necessita de foco e determinação. Mas nada vai para frente sem um sorriso no rosto, pescoço erguido e um pouco de graça.

 

Se eu sinto tanta falta do ballet, é porque alguém incrível me ensinou a amá-lo. Porque você não só me apresentou o port de bras e me colocou em cima de um palco, mas me encorajou a tentar sempre ser a melhor versão de mim mesma. E, assim, a cada aula, liberdade deixou de significar andar descalça para se tornar a sensação do tecido da sapatilha enquanto meus pés deslizavam no chão em um battement tendu.


TAGS:




29 Comentários em “Carta às minhas professoras de ballet”


Laura

Moça, de verdade, chorei com seu texto! É maravilhoso e me trouxe lembranças incríveis…
Só fiz ballet quando era bem pequenininha, mas sempre fui apaixonada. Depois, parti para a dança do ventre e nada me fazia mais feliz – foi aí que o texto me pegou, me fez lembrar minha professora e derramar algumas lágrimas. Infelizmente não faço mais aula também.
Parabéns pelo texto incrível,
Beijos!

Luana

Que amor, Laura ♥
A gente sai do ballet, mas o ballet permanece com a gente, não é? ♥

Clara Fagundes

Ai, Lu. Se eu pudesse, eu te pegava na mão e te colocava no bolso pra te levar pra passear por aí.
Amei esse post, amo ballet, amo assistir a ballets. Eu fiz durante um tempo, mas parei e hoje tenho vergonha de voltar e ser toda dura, sabe? Também acho que a dança ajuda a construir a personalidade <3

Luana

hahaha fofura ♥
Imaginaaaa! Todo mundo é dura nas primeiras aulas, mas depois… ah *suspiros*

Erika

Oie, tudo bem? Primeiro gostaria de dizer o quanto sou apaixonada por ballet, é incrível ver a disciplina, a postura, e o talento que as alunas possuem. É um talento que acredito venha de dentro, é uma paixão percebida em cada gesto, em cada movimento. Com certeza para ensinar também precisa de muito talento. Cada professora deve ter muito orgulho do trabalho que realiza. Uma pena eu nunca ter estudado, quando era criança sempre gostei mais de esportes, tipo vôlei, basquete e handebol. Seu post ficou incrível. Beijos, Érika ^^

Luana

Ensinar e aprender ballet exige muito esforço e muito amor! ♥
Que bom que gostou, Erika ♥

Izabella

Que linda *-* Eu fiz ballet por 1 ano e não fui muito bem, tinha problemas de aceitação com meu corpo e apesar da atividade me fazer bem fisicamente, psicologicamente eu não me sentia bem, mas hoje 7 anos depois amadureci tanto e não vejo a hora de poder retornar ao ballet!! AMei sua carta!

Luana

O ballet tem muito dessas de pressão estética… Mas as professoras que eu tinha eram incríveis e nunca foram opressoras nesse sentido! Pode dançar ballet quem quiser ♥ Volte a dançar, sim!

Rafaela Arnoldi

Quanto amor numa postagem só <3

Luana

♥♥

Ana Beatriz Adinolfi

Oi! Toda vez que eu entro no seu blog fico apaixonada! Ele é tão fofoooooo
Eu sempre fiz Ballet, agora dei uma parada para aprender música e natação mais pretendo voltar!
Minhas professoras eram incríveis! Bjs

Ana Carolina

Que texto lindo, me fez lembrar da época que eu fazia aula de ballet na escola, deu até saudade desse tempo ♥

Luana

♥♥

Thales

Meu Deus me emocionei com esse texto, lembrei de minha avó em cada linha. Bailarinas são um exemplo de delicadeza, leveza e força em uma só pessoa. Parabens!

Luana

Sim, ballet nos faz conseguir juntar delicadeza e força em cada movimento ♥

Isabelle Lorrayne

Que texto lindo!! Sempre fui apaixonada por dança, mesmo não gostando muito de ballet, mas com um tempo comecei a apreciar mais!!! Fiz dança contemporânea por um tempo e era tão incrível!! Imagino que seja seu mesmo sentimento com o ballet!!

Beijos,
http://www.notavelleitura.blogspot.com

Luana

Eu fiz Jazz por um tempo também e amava.
As pessoas, às vezes, têm uma visão ruim sobre o ballet, mas, ah, é tão amor ♥

Luana Souza

Que texto mais amorzinho *-*
Sempre achei o ballet a coisa mais lindo do mundo; tão delicado e gracioso. Até fiz por alguns meses, mas precisei parar por causa da mudança de cidade :p mesmo assim, passei por isso que você disse de sempre estar sendo corrigida e sentir os pés doloridos no final do dia, hehe.
Ah, fiquei imaginando como sua professora se sentiria se lesse essa “carta” 🙂
Beijos.

Luana

Ela leu e ficou imensamente feliz ♥♥

Carla Nascimento

Eu sempre quis fazer ballet quando pequena, provavelmente nem me aceitariam por conta do meu peso na época, nunca vou saber, mas enfim, ainda admiro muito o ballet e os sacrifícios, esforço e dedicação em nome da dança ♥

http://www.faltouacucar.com

Luana

Como eu nunca fiz em academias grandes, as minhas próprias professoras eram fora do padrão de bailarina 🙂
Pra mim a gente dança mais com a alma e ♥, então não tem dessas! rs

Duds

Carta incrível <3 Nunca fiz ballet mas me identifiquei em relação a professores de outras áreas. Temos que realmente nos entregar de coração às coisas que amamos!

Luana

Tem professores que marcam, não tem jeito ♥

Larissa

Que post mais amor, parabéns pelo texto. Amei o layout <3

Luana

♥♥♥♥

Anna Clara

Adorei o texto! Bem sincero! Já fiz ballet mas acho que não é pra mim, sabe? Não gosto muito de regras, da rigidez e da rotina…

Sophia Cuñado

Que texto mais lindo, mais emocionante! Eu acho o ballet incrivel, uma coisa comovente e suave, amo assistir mas acho que nunca conseguiria por em prática! Parabéns pelo texto maravilhoso ♥

liz

meu deus, miga, que texto lindo. eu sinceramente nao sei descrever o quanto amo tua escrita, eu sinto que sinto a tua alma, sabe? e nesse texto foi BEM assim <3 eu tenho uma gratidao enorme aos meus ex professores, de EM, sinto tanta falta deles e hoje queria poder agradecer tudo o que nao agredeci antigamente. post incrivel <3

10 blogs incriveis para inspirar os seus textos e sua leitura! « My Blog

[…] tem feminismo, livros e reflexões INCRÍVEIS. A responsável pelo blog é a Luana. Eu lia o texto Carta às minhas professoras de Ballet , e me dava vontade de escrever uma carta  pra minha professora. Também amei os textos […]


Deixe seu comentário:



Veja o que acontece por aí