DESCOMPLICANDO O VEGANISMO
RECEITAS VEGANAS
Transição para o veganismo


18 dezembro, 2017

Lembram daquele post em que choramingava o quanto é difícil ser vegana e amar sorvete? Bom, eu ainda não tenho sorveterias de massa na praia ou perto da minha casa que atendam aos meus desejos de um sorvete cremosinho com bastante calda, mas é só pegar o metrô que, agora, eu encontro várias opções. Várias, não. Algumas. O suficiente para me fazer bem feliz 🍦

DONA NUVEM AUGUSTA SORVETE VEGANO NATALINO

Uma delas abriu recentemente na Augusta, alguns quarteirões acima da Soroko, na galeria do Pastel Augusta, a Dona Nuvem. Mas, calma, não é qualquer sorvete. É um sorvete mágico, nostálgico, temático, com glitter e algodão doce. Sim! Um sorvete de casquinha enrolado em uma nuvem de algodão doce com muitos topping para deixá-lo mais colorido e delicioso.

 

Mas tem sabor vegano? Tem, sim! Toda semana é um diferente. Quando fui, era a vez do sabor maçã verde, mas já rolou pistache e melancia, por exemplo. O sorvete da Dona Nuvem é bem cremosinho, não parece um sorbet. E é d-e-l-i-c-i-o-s-o. Sério, o de maçã verde é um especial natalino para imitar uma arvorezinha e é simplesmente surpreendente na boca. É bem doce, ainda mais com algodão, dã, doce do lado, mas tem gosto de infância, daquelas balinhas grudentas que ficavam horas na boca, amo!

 

Quero um sorvete vegano da Dona Nuvem 🍦

DONA NUVEM AUGUSTA SORVETE VEGANO NA NUVEM

No Dona Nuvem, funciona assim: primeiro, você chega e fica encantada com a decoração fofinha e vintage. Depois, pega um giz de cera e marca o que você quer em um papel. Se é o sorvete na nuvem ou só na casquinha, os sabores, os toppings e as caldas.

DONA NUVEM AUGUSTA SORVETE VEGANO LUGAR

DONA NUVEM AUGUSTA SORVETE VEGANO

Para os que passam longe dos ingredientes de origem animal, nós podemos pedir o sabor vegano da semana, é claro, mais todas as caldas, exceto a de leite condensado, e todos os toppings, menos o biscoito e o ovomaltine. Um dos toppings é Froot Loops, um cereal de bolinha que eu gostava muito e que, para mim, não era vegano, por ter vitamina D na composição. Sites americanos falam que a vitamina usada é a D3, logo, não é vegano,  porém já vi sites brasileiros indicando o Froot Loops como um produto sem ingredientes de origem animal. Prefiro não arriscar e perguntar em breve para a própria empresa.

 

As caldas são chocolate, caramelo, brigadeiro e morango. Já os outros toppings são corações, estrelas, castanha, granulado gourmet, bolinhas de chocolate, granulado colorido, confete, pipoca caramelada, flocos crocantes e amendoim.

 

Lembram daquele post em que choramingava o quanto é difícil ser vegana e amar sorvete? Bom, eu ainda não tenho sorveterias de massa na praia ou perto da minha casa que atendam aos meus desejos de um sorvete cremosinho com bastante calda, mas é só pegar o metrô que, agora, eu encontro várias opções. Várias, […]

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14 dezembro, 2017

Em 2016, eu me propus um desafio: não comprar roupas durante um ano. Vocês viram, ao decorrer de 2017, como o resultado foi positivo e me fez (re)pensar muitos dos meus hábitos como consumidora. Eu entendi a pressão que existe para que a gente saia com mais sacolinhas da loja do que, realmente, precisamos e os problemas que disso surgem. Com isso, passei a valorizar muito mais marcas conscientes, preocupadas com o meio ambiente e com propostas diferentes dessas fastblablabla que, em diversos casos, têm muita sujeira por baixo do nome.

 

Tudo o que compramos tem um impacto, positivo ou negativo. Não é apenas uma blusinha ou um anel. É o trabalho escravo envolvido na produção em massa, é o uso demasiado de plástico, a falta de preocupação com o descarte adequado, práticas antiéticas, uso de materiais de origem animal, entre uma série de outros detalhes que envolvem desde a criação do produto até ele chegar no seu armário.

 

E, então, que tipo de marca você deseja apoiar?

 

Compre de quem faz

Uma das coisas mais legais que descobri este ano foram os grupos do Compre de Quem Faz. Eu não nunca tinha parado para pensar em como havia diferença entre comprar um objeto de decoração na Imaginarium e outro feito por uma mãe em casa. Um ovo de páscoa no Walmart ou um ovo feito por uma mulher que acabou de perder o emprego.

 

Comprar de quem faz significa que você sabe da onde vem aquele produto, quem o fez e, principalmente, como. Sabe que o produto não foi produzido à base de exploração. Significa se posicionar contra grandes corporações e os estragos que elas têm causado ao meio ambiente, além de apoiar mulheres a conquistarem independência financeira e o sonho de pequenos empreendedores.

 

Consumo consciente, produção slow e sustentável

Quando você escolhe comprar de quem faz, consequentemente, está apoiando uma produção slow e mais sustentável. Falar slow pode até parecer um termo hype de quem usa camisa de flanela e croppeds de crochê. Mas as marcas que apostam nesse estilo são mais humanizadas. Tem estilo, personalidade, consciência e amor. Amor pelo que fazem e amor, principalmente, pelo planeta que é impactado diretamente pelas nossas escolhas, sem ter direito à resposta.

 

O movimento slow te incentiva a desacelerar, a buscar conexão com as coisas ao nosso redor e combater o imediatismo. Isso se manifesta no ato de consumir menos e consumir com responsabilidade. Essa ideia não se aplica somente à moda ou alimentação, como se vê por aí, mas, sim, a qualquer forma de produção.

 

E como uma marca pode fazer isso? Escolhendo materiais justos, recicláveis e veganos, com menos impacto ambiental, reaproveitando ao máximo o que for possível, tendo autenticidade, produzindo em menor escala e proporcionando, assim, um produto durável ao invés de itens que precisarão ser substituídos em meses e se tornarão lixo.

 

Uma das maneiras de colocar essa produção consciente em prática é por meio do upcycling, que é o ato de ressignificar algo que não tinha mais valor. Diferente da reciclagem, no upcycling, você utiliza aquilo o que se tornaria lixo, sem a necessidade de intervenções químicas. Com isso, você reduz o consumo de novas matérias primas, além da poluição de ar, água e outros recursos.

 

Universo Violeta: a marca de acessórios consciente

CONSUMO CONSCIENTE - UNIVERSO VIOLETA

Recentemente, eu conheci a Universo Violeta, que se encaixa em todas as ideias que conversamos até agora. O que mais me surpreendeu foi o fato de uma loja de acessórios mostrar essa preocupação com os seus produtos e a forma como eles são criados.

 

Isso é a prova de que podemos fazer escolhas mais positivas e responsáveis em qualquer área, para qualquer item. Basta questionar os nossos hábitos velhos e insustentáveis para descobrir um universo novo de marcas conscientes.

 

A Fernanda, idealizadora da marca, entrou em contato comigo e, agora, a Universo Violeta é a nova parceira do blog, uhul (vai ter sorteio em breve!). As peças são extremamente delicadas, com uma aura toda mágica que eu amo.

 

Aproveitei para fazer algumas perguntinhas para Fe sobre a marca e esses conceitos de produção slow e sustentável.

 

Em 2016, eu me propus um desafio: não comprar roupas durante um ano. Vocês viram, ao decorrer de 2017, como o resultado foi positivo e me fez (re)pensar muitos dos meus hábitos como consumidora. Eu entendi a pressão que existe para que a gente saia com mais sacolinhas da loja do que, realmente, precisamos e […]

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4 dezembro, 2017

Eu não sou do vestido de crochê, que cultua o sol e só come coisa crua (nada contra, até tenho amigos que são!). Mas quem acompanha o Entre Anas sabe da minha preocupação com o meio ambiente, meu corpo e os animais. Nesse sentido, tudo acontece de forma muito natural. Os questionamentos e as mudanças de hábitos que deles surgem sempre tornam minha vida mais leve. Isso me lembra a frase enxergar a opressão me trouxe liberdade, algo que falei muito nos meus posts sobre feminismo aqui no blog.

dicas para reduzir o lixo no dia a dia - consciente

Mas esse não é um post reflexivo. É um post prático – como aquele da lista de corretivos veganos! É para me ajudar a seguir o caminho que quero, assim como te inspirar a fazer o mesmo ou, talvez, apenas colocar uma pulguinha atrás da orelha que será uma hora o pontapé inicial de grandes mudanças.

 

Desde a minha transição para o veganismo, eu acompanho a Luísa Ferrari. E assim que ela começou a falar nas redes sociais e no canal sobre redução de lixo eu passei a pensar sobre o assunto. Isso junto com o meu TCC sobre consumo consciente, que rendeu vários tapas na cara e baldes de água fria ao longo de um ano. Sim. A gente produz uma quantidade absurda e desnecessária de lixo. E lixo em excesso, não reutilizado e descartado da forma incorreta é sinônimo de problemas ambientais e sociais.

 

O que você faz deixa uma marca no planeta. E eu não quero baleias doentes, tartarugas com plástico no estômago e aves morrendo graças à poluição de mares e oceanos. Por isso, sempre que eu pego um canudinho fora de casa é um aperto no coração e uma vontade de transformar hábitos.

 

Você quer saber mais porque o canudinho de plástico que você aceita na lanchonete (envolto em ainda mais plástico) é um problema, @? Então toma dados!

 

➳ Nos últimos 25 anos, 6 milhões de canudos foram colhidos durante eventos anuais de limpeza de praias (Choose To Be Straw Free);

➳ 44% de todas as espécies de pássaros marítimos e 22% dos cetáceos (baleias, golfinhos) já ingeriram plástico em suas vidas (Choose To Be Straw Free);

➳ 90% de todo o lixo flutuando nos oceanos do planeta é plástico (Choose To Be Straw Free)

➳ 88% da superfície dos oceanos do mundo está contaminada com lixo plástico (G1)

➳ 30% de lixo no Brasil poderiam ser reaproveitados, mas só 3% vão para a reciclagem (G1)

➳ Em 2015, se fosse para somar a quantidade de entulho e de lixo hospitalar abandonados nas ruas das cidades brasileiras, o volume total equivaleria a 1.450 estádios do Maracanã (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública)

➳ Ao redor do mundo aproximadamente 1.000.000 pássaros e 100.000 mamíferos marinhos morrem por enredamento ou ingestão de plásticos por ano (UFBA)

➳ Todos os dias nós usamos 500.000.000 canudos de plástico, o suficiente para encher 46.400 ônibus escolares grandes por ano (Choose To Be Straw Free).

 

Ok, aposto que agora você também vai sentir uma pontinha de culpa ao pegar aquele canudinho plástico para tomar seu suquinho de laranja. Calma, ninguém aqui é fiscal da vida alheia para julgar suas mínimas ações. Eu não mudei totalmente meus hábitos, eu erro muito. O importante, porém, é saber olhar para esses deslizes, entender como eles afetam de uma maneira negativa a coletividade e, consequentemente, sua individualidade e encontrar formas de evitá-los.

 

Ninguém está te pedindo para colocar a boca naquele copo mal lavado. A ideia é questionar. Pensar e repensar nossas atitudes. O famoso problematizar ou colocar a mão na consciência, como quiser. Acredite, isso é mais do que muita gente faz e a consequência quase inevitável é mudar aos pouquinhos coisas que antes passavam despercebidas.

 

Saindo do mundo ideal e entrando na prática, separei 10 dicas para reduzir o lixo no dia a dia. Não, eu não sigo todas. Sim, eu quero tentar. Vamos juntos? 

dicas para reduzir o lixo no dia a dia

10 dicas para reduzir o lixo no dia a dia!

 

1 – Não, obrigada, eu não aceito um canudinho.

 

Acho que essa eu e você já entendemos, não é? Se você conhece o lugar ou ele aparenta ser limpo, por que não dispensar o canudinho? Ou, então, caso você vá a uma rede de fast food como subway ou Novos Veganos (amo!) e o copo já for de plástico, para que um canudinho?

 

Se você quer mais informação sobre essa história do canudinho, recomendo essa reportagem do Fantástico de três minutinhos sensacionais.

 

2 – Não, obrigada, eu tenho sacola reutilizável.

 

Lembra quando a gente fez um auê porque as sacolinhas plásticas começaram a ser cobradas nos mercados paulistanos? Pois bem. Depois de um tempo, eu parei para pensar e vi como isso seria um incentivo para que mais pessoas comprassem sacolas reutilizáveis.

 

Além de existirem sacolas com estampas incríveis ou bem simples e baratinhas, você economiza muito plástico ao deixar de lado as sacolinhas tradicionais. Você pode usar sua sacola reutilizável para ir à feira, dormir na casa de uma amiga ou criar looks criativos se ela for daquelas lindas de tela de algodão.

 

3 – Não, obrigada, eu não quero a segunda via do cartão.

 

Sério, por que pegar toda e qualquer segunda via do cartão quando se faz uma compra? Se não for algo importante, que precise ser guardado, não há porque ficar colecionando papéis azuis e amarelos na carteira. Aceitar a segunda via é igual a produzir mais lixo desnecessário no mundo. Confira o valor na tela da maquininha e guarde somente se precisar fazer uma troca, entregar para alguém ou for uma compra muito significativa.

 

Eu não sou do vestido de crochê, que cultua o sol e só come coisa crua (nada contra, até tenho amigos que são!). Mas quem acompanha o Entre Anas sabe da minha preocupação com o meio ambiente, meu corpo e os animais. Nesse sentido, tudo acontece de forma muito natural. Os questionamentos e as mudanças […]

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