5 setembro, 2017

Cortar o gorgonzola, o sushi de salmão e o quindim foi tarefa fácil perto de me ver diante de uma prateleira cheia de produtos dos quais eu simplesmente não sei se devo ou não comprar, se tem ou não ingredientes de origem animal, se é ou não de uma marca antiética. Antes de gravar esse vídeo, por exemplo, sobre os meus cuidados atuais com o cabelo, eu mal tinha ideia das polêmicas envolvendo a Salon Line em grupos veganos.

 

Se eu quero um produto, como foi o caso da tinta ruiva, eu procuro informações em casa e, então, vou atrás da marca específica. Se estou na rua e lembro que preciso comprar algo, dificilmente vou pesquisar na internet sobre a marca ou os ingredientes. Primeiro porque meu 4G não permite, segundo porque eu simplesmente confio no rótulo. Não tenho esse costume de fazer uma pesquisa antes, mandar e-mail para o SAC ou revirar a internet, até porque eu não estava habituada a ver tanta sujeira por trás de tantos grandes nomes.

COMO SABER SE UM PRODUTO É VEGANO

Ou cosméticos, roupas, produtos de limpeza e assento de carro.


 

Eu me importava mais com o que a embalagem me prometia do que com as letras miúdas. Eu pensava no preço, no resultado, na comodidade, não em questões éticas. Eu não tinha essa consciência. E, até hoje, mesmo depois de um ano em uma dieta vegetariana estrita e fazendo diversas mudanças na minha rotina, eu peco em relação ao assunto. Muito.

 

É importante lembrar, no entanto, que colocar o veganismo em prática parte muito do acesso à informação que as pessoas têm. Porque, convenhamos, se você não tem internet na sua casa, ou até mesmo tempo para ficar lendo textões no facebook, como você vai saber que não deveria comprar um produto da Salon Line? Está escrito “produto vegano” no rótulo, ué. Se você lê os ingredientes da Coca Cola, como vai imaginar que eles patrocinam rodeios norte americanos?

 

O veganismo é um processo. Lento. Quer os fiscais do veganismo alheio queiram ou não. Faz parte errar. Faz parte cair em tentação. Nem todo mundo tem a mesma força, os mesmos meios de procurar informação, as mesmas dúvidas ou certezas. Ninguém vive da mesma maneira. Temos que aprender a respeitar o espaço e o tempo do outro, sem imposições. Veganismo tem que ser didático, leve, com respeito.

 

É pelos animais. É, sim. É horrível ver as pessoas fechando os olhos para tanta crueldade. É, sim. É de partir o coração ver quem a gente gosta se acomodando. É, sim. Mas é irônico demais partir para a agressividade com quem sente dificuldade em mudar hábitos, ainda mais com tanta gente ao nosso redor dizendo que é besteira, que vamos ficar doentes, que nossas atitudes não vão resolver nada.

 

Eu sei que a pessoa que diz que não conseguiria ficar sem churrasco ou o vegetariano viciado em queijo não estão pensando no boi e na vaca tendo suas vidas exploradas, escravizadas e acabando em prol de um bife ou parmesão. Mas nem todo mundo vai no mesmo ritmo. Todos estamos evoluindo aos poucos e do nosso jeito. Vamos aprender a estender a mão, não atacar pedras.

 

Dito isso, eu quero aprender a escolher melhor os produtos que compro. Quero, com esse post, incentivar você a também tomar esse cuidado. A ideia é criar o hábito de questionar rótulos, me familiarizar com ingredientes ou, ao menos, saber pelo que procurar em um produto para me certificar de que ele é vegano.

 

Lembrando que estamos falando de p-r-o-d-u-t-o-s, não necessariamente de marcas veganas, ok?

 

Tabela de produtos do grupo Ogros Veganos e Troll Ajuda

OGROS VEGANOS - COMO SABER SE UM PRODUTO É VEGANO

O Ogros Veganos é um grupo que me ajudou muito durante minha transição. Lá, você encontra qualquer tipo de receita para testar e descobrir um mundo novo dentro da culinária vegana. Mesmo que você ainda coma carne, ovo ou lacticínios, vale a pena entrar para conhecer opções mais saudáveis e novas receitas.

 

O Troll Ajuda serve mais para tirar dúvidas sobre o veganismo, é um grupo de discussão. Às vezes, discussão não no sentido que eu gostaria, mas faz parte.

 

O bom é que nesses dois grupos existem PDFs com listas extensas de produtos veganos. Tudo separado por categorias e, no caso, do Troll Ajuda até especificando se as marcas são veganas ou se tem um histórico de crueldade animal.

 

Nessas listas, você vai encontrar papel higiênico, massinha de modelar e limpa vidros até molho de tomate, milho em conserva até pipoca de microondas. É ótimo para quem tem controle sobre as compras dentro de casa. Você pode fazer sua lista normal, imprimir esses documentos, e ir ao mercado procurando diretamente pelas marcas citadas.

 

Entre nos dois grupos e procure por lista de produtos veganos. Talvez, a do Ogros Veganos você ache fácil no google pelo grupo ser aberto, já a o do Troll Ajuda você precisa entrar e ver a publicação fixada.

 

Lupa de pesquisa de grupos veganos

 

Caso o seu 4G seja bom e sua operadora tenha um sinal que não te deixa na mão (o que é difícil por aqui, convenhamos), também vale recorrer a lupa dos grupos. Se você viu um produto que aparentemente não tem nenhum ingrediente de origem animal, mas está na dúvida, pode jogar o nome na pesquisa para ver se alguém já fez alguma denúncia ou sabe os podres da marca.

 

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COMO SABER SE UM PRODUTO É VEGANO

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31 agosto, 2017

Eu não canso de repetir o quanto ter um blog mudou minha visão em relação a diversas coisas, em especial sobre as pessoas. Estava tão cansada de esbarrar em egoísmo, conversas impessoais e falta de compaixão que encontrar tantas meninas incríveis, que se ajudam sem nenhum interesse e se importam verdadeiramente com o que você tem a dizer, foi um grande presente.

10 BLOGS PARA CONHECER E AMAR

Em julho do ano passado, eu indiquei 10 blogs femininos incríveis para os leitores do Entre Anas conhecerem. Esse post é como uma parte II, com mais 10 blogs e canais em homenagem ao Blog Day, comemorado no dia 31 de agosto, e participando da blogagem coletiva do grupo Blogueiras – Inspiração & Interação (obrigada Clarinha, por criar essa lindeza ❤).

 

Tentei indicar 10 diferentes, para expandir o leque e porque existem muitas mulheres criando conteúdos maravilhosos por aí. Mas não deixa de passar no outro post também, viu? Aqui, estão, mais 10 blogs e canais para você passar horas aprendendo, se divertindo e restaurando, assim como eu, sua fé nas pessoas de alguma maneira.

 

BLOGS PARA CONHECER - LIZPECTOR

 

Vira e mexe eu compartilho algum post da Liz lá na fanpage do blog. Além do instagram dela ser impecável, o blog fala sobre temas que eu me identifico muito, como veganismo, slow fashion e consumo consciente de uma forma geral. Você também vai encontrar posts sobre fotografia, viagens e lifestyle.

 

BLOGS PARA CONHECER - PIMENTA E SAL

Esse é para ficar com água na boca. E eu posso dizer que a Vanessa realmente cozinha bem, porque já provei algumas coisinhas. O melhor de tudo é que tem uma categoria com receitas veganas, uhul. Também vale dar uma olhada no instagram e babar na organização por cores.

 

BLOGS PARA CONHECER - EI, CAROL

 

O Ei, Carol! é uma fofura. Simples assim. Eu amei essa ideia de meta de leitura, filmes e séries. Sem falar que cada página que eu passava encontra um post que aguçava minha curiosidade, como sobre TBR book jar, o coisas que me fazem feliz (e não são coisas) e o que eu aprendi com meu gato. E esse unicórnio no topo? Tão amor.

 

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21 agosto, 2017

Já faz mais de um ano que eu prometi a mim mesma ficar 365 dias sem comprar qualquer peça de roupa. Afinal, eu não precisava. Não preciso. Eu tinha nos cabides mais do que o suficiente para sobreviver e viver – em meio a formalidades, festas, aulas práticas, frio, calor e qualquer ocasião que a vida ou São Paulo me trouxesse.

 

No post em que tomei essa decisão, comentei sobre o ato de desapegar e o quanto isso pode nos deixar mais leves. Sobre consciência, consumo e equilíbrio. Sobre como abrir espaço para o novo é reconfortante. Ou como tirar aquilo o que não é necessário, paradoxalmente, preenche ao invés de criar espaços em branco.

DESAFIO DE NÃO COMPRAR ROUPAS POR UM ANO - PIXABAY

Mal eu sabia que 365 dias depois eu conseguiria cumprir o desafio. Com alguns poréns, mas todos justificáveis. Contei no post de atualização sete meses depois, que um cropped branco e duas blusinhas tinham saído das araras direto para o meu guarda-roupa. Depois disso, se eu não me engano, ganhei duas blusas e comprei uma calça por necessidade – sério, eu tenho três calças e uma delas furou no joelho de tanto usar.

 

Para quem não conseguia resistir a uma blusinha, uma saia ou uma promoção de vestido quando entrava em uma loja, quatro peças em um ano é um progresso e tanto. E, aqui, nesse post, decidi reunir o que eu aprendi nesses meses entrando em lojas e pensando quero, mas não preciso ou tentando diferenciar necessidade de consumismo. Para que assim eu não esqueça dessas lições e continue as aplicando no dia a dia.

 

A primeira é que esse discurso de que não precisamos de tantas coisas assim é real. Você não precisa de mais de dez calças ou quarenta blusinhas. Você acha que precisa. Você coloca uma máscara de necessidade no desejo, se esquecendo de que querer e precisar são verbos diferentes.

 

Eu aprendi a diferenciar essas duas coisas com maior facilidade. Eu quero ou eu preciso? É pela minha satisfação ou bem estar? É claro que nesse precisar está escondido uma série de letras miudinhas sobre classe e privilégios. Mas isso deixamos para outro post.

 

O ato de comprar está diretamente ligado ao prazer. Nos sentimos realizados saindo da loja com uma sacolinha e sair do estacionamento de mãos atadas soa estranho. Comprar é sinônimo de status e poder – eu posso comprar. E está tudo bem em gostar de gastar parte do seu salário uma blusinha nova, nós somos seres sociais, precisamos ser aceitos e reconhecidos. O problema é quando isso sai do seu controle. Quando comprar vira terapia e você passa a encontrar satisfação apenas em coisas, não em momentos, pessoas ou experiências.

 

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DESAFIO DE NÃO COMPRAR ROUPAS POR UM ANO - PIXABAY

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