DESCOMPLICANDO O VEGANISMO
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Transição para o veganismo


11 agosto, 2016

feminismo não é para agradar homem

Neste ano, eu tomei uma decisão significativa: não falo sobre feminismo com homem. Nenhum. Nunca. Never. E se eu começo, me policio e interrompo a conversa no meio. Só se uma mulher estiver na roda, aí me direciono exclusivamente à ela. Não importa o quão desconstruído você, homem, principalmente, cis hétero, seja, para mim, simplesmente, não vale mais a pena. Capiche? 

 

Nada de bom rendeu em ficar explicando o bê-a-bá do feminismo para opressor. Nada de empoderador surgiu ao rebater críticas, pitacos e argumentos clichês. Nenhum homem que começou uma discussão sobre feminismo comigo estava realmente aberto a escutar e aceitar, me dar voz. Então, agora, eu me abstenho desse esforço, poupo saliva e olhos revirando. Porque, meu amor, meu feminismo não é para homem, não é pelos homens e, consequentemente, meu feminismo não é para agradar homem. Como diria Kelly Key: senta e chora. 

 

No começo, eu tinha essa impressão de que precisava convencer os caras de como o feminismo é legal e que deveríamos dar a mão e lutar juntos pela igualdade (outra ideia que mudou com o tempo, falei mais sobre isso aqui). Era cansativo e desgastante, pois em todas as conversas a conclusão era a mesma: eles não estão dispostos a abrir mão dos privilégios, eles não entendem, eles não querem. Simples assim.

 

Eu pensava que falhei ao não conseguir explicar a ideia do feminismo para os homens ao meu redor. Não queria vestir a capa de vilã, feminazi, mal amada. Eu queria ajudar os caras a serem menos opressores. Doce ilusão. Mais tarde eu descobri que muito mais vale empoderar mulheres do que apresentar o feminismo àqueles que não sofrem com o machismo. Irônico, não? 

 

Neste ano, eu tomei uma decisão significativa: não falo sobre feminismo com homem. Nenhum. Nunca. Never. E se eu começo, me policio e interrompo a conversa no meio. Só se uma mulher estiver na roda, aí me direciono exclusivamente à ela. Não importa o quão desconstruído você, homem, principalmente, cis hétero, seja, para mim, simplesmente, […]

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6 agosto, 2016

Primeiramente, sem o mimimi de, finalmente, um dia em que senti orgulho do Brasil. Segundamente, fora Temer. Terceiramente, chega de advérbios. Vamos ao fato: a abertura da olimpíada foi lacradora! Não só pela beleza e novidades nas etapas, mas por detalhes que trouxeram à tona, ao mundo inteiro, pautas de extrema importância, que sambaram na cara da sociedade tradicional, mente fechada, nada colorida. Esqueça galinha pintadinha ou Fuleco, a abertura foi emocionante. Se você não assistiu, perdeu. Vamos, então, aos lacres na abertura das olimpíadas?

 

💚 Karol Conká e MC Soffia 💚

OS LACRES NA ABERTURA DAS OLIMPÍADAS - KAROL CONKA MC SOFFIA

Quando fiquei sabendo que essas duas estariam na abertura, sabia que ia ser chuva de lacre! E cantando juntas sobre empoderamento feminimo e empoderamento negro? Meu coração não aguenta. Embaladas por capoeira e break dance, com uma letra falando sobre como somos vencedoras e para respeitarem nossa luta, esse, para mim, foi um dos, se não O, momento mais emblemática da abertura. E que figurino, não é mesmo?

 

Também vale citar Elza Soares dando voz ao Canto de Ossanha, canção que deu visibilidade às religiões de origem africana, perseguidas durante muito tempo no Brasil.

 

💚 Anitta no meio de Caetano Veloso e Gilberto Gil 💚

 

 

Sorry os intelectuais que usam coisas de crochê à la Tropicália, eu amei colocarem uma mulher, funkeira, no meio de dois cantores de MPB. Porque, sim, a Anitta representa (e muito!) o Brasil, doa a quem doer. Foi um tapa na cara de quem inferioriza as diferentes manifestações que temos por aqui ou acha que a Anitta não se compara aos dois. Bleh!

 

Primeiramente, sem o mimimi de, finalmente, um dia em que senti orgulho do Brasil. Segundamente, fora Temer. Terceiramente, chega de advérbios. Vamos ao fato: a abertura da olimpíada foi lacradora! Não só pela beleza e novidades nas etapas, mas por detalhes que trouxeram à tona, ao mundo inteiro, pautas de extrema importância, que sambaram na cara […]

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12 junho, 2016

Hoje é dia dos namorados. Mas para quem? Definitivamente, não para o meu relacionamento. Peço desculpas a todo funcionário da parte de marketing que achou eu me sentiria contemplada ao colocar um casal de mulheres em sua propaganda. Sinto muito, mas não é assim que a banda toca, que a sociedade funciona. Isso não é suficiente. Se o Dia da Mulheres para todas nós é sinal de resistência, o dia 12 é mais um dia de luta para quem não se encaixa na heteronormatividade.

Dia dos namorados LGBT

Esse seria um dia lindo, se todo e qualquer casal pudesse compartilhar mensagens fofas nas redes sociais, sair para jantar sem receios ou sequer assumir o seu relacionamento. Sim, viva o amor, seja como ele for. Mas ao mesmo tempo em que muitos pensam assim, a outra metade – ou mais – não é nada receptiva. E não estou falando somente de agressões físicas ou verbais – homens que se acham bem vindos no meio de duas mulheres, estupros corretivos ou olhos roxos. Estou falando do funcionário da floricultura que me olhou com cara de desentendido quando eu disse o nome da minha namorada. Da minha prima que achou essa era só uma fase para irritar a família. Da diretora da minha antiga escola que se sentiu no direito de querer ligar para os meus pais para contar que eu estava com outra mulher. Ou da minha amiga que falou que me adora, mas não concorda.

 

Deve ser ótimo você poder beijar o seu namorado na plataforma do metrô depois de semanas ou meses sem se ver. Poder trocar o status de relacionamento no facebook sem ter que se perguntar antes se isso não te atrapalharia. Imagina ser livre para dizer o nome da pessoa com a qual namora em uma entrevista de emprego quando veem a sua aliança. E como é não duvidarem do seu relacionamento quando alguém pede o seu número ou tenta te beijar na balada? Como você se sente levando sua namorada em todo e qualquer evento familiar? Como é não ter ninguém duvidando dos seus sentimentos, arranjando desculpas para o seu relacionamento?

 

Ser um casal um hétero é maravilhoso. E o dia dos namorados é para vocês. Na televisão, na rua, nas lojas. Eu não posso comprar uma caneca que se encaixa para a minha namorada em um shopping convencional. Às vezes, nem um cartão. Eu tenho que desconfiar de toda pessoa que passa, repara que namoro uma mulher e fica encarando. Eu preciso me preservar o tempo inteiro, com medo de reações negativas com as quais eu não sei lidar, com medo da falta de empatia.

 

Beijar na rua para vocês é sinal de afeto, para nós é ato político. Colocar uma foto no instagram com seu namorado é mostrar o seu amor, para nós é levantar bandeiras. Comprar presentes para vocês parte do pressuposto da surpresa, para nós da dificuldade em nos sentir representados. O amor de vocês é lindo, o nosso é para incomodar, cutucar o conservadorismo que sempre tenta nos colocar de lado. O meu amor é uma ameaça ao sexismo, patriarcado e socialização de gênero, o seu é fofinho.

 

Que fique registrado aqui o meu feliz dia dos namorados para os casais que ainda não conseguiram assumir que namoram, para os que já ouviram que seu relacionamento é para chamar atenção, que sofreram na escola, na rua, em casa. Para os casais que escutam como se devem comportar e o que devem falar para não serem gays “demais”, para os que precisaram mentir e omitir, para os que não se sentem contemplados pela mídia e na política, que escutaram que devem morrer ou vão para o inferno. Para os casais que querem e lutam por respeito, segurança, liberdade e voz. Para os que morreram ontem no atentado em Orlando, para os que já derramaram sangue por não se esconder. Para os que sabem que o nosso amor não cabe nesse dia dos namorados, porque para ele acontecer a nossa força e vontade é muito maior. Porque o nosso amor é resistência. Feliz dia dos namorados.

 

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