DESCOMPLICANDO O VEGANISMO
RECEITAS VEGANAS
Transição para o veganismo


25 maio, 2016

O título desse texto é um dos motivos pelos quais, muitas vezes, eu me afasto de grandes coletivos, grupos em faculdades ou conversas de bar: fiscais da militância alheia. Eu gostaria de dizer que o feminismo funciona perfeitamente bem, que todas damos as mãos e saímos cantarolando contra o patriarcado por aí. A ideia do movimento em si é, realmente, só amor. Mas ele envolve seres humanos e, como sabemos, às vezes, os seres humanos falham. Logo, o feminismo também tem os seus probleminhas que me incomodam. Cá estou eu para falar sobre um deles.  

Fiscal da militância alheia e hierarquia no feminismo

Ficou evidente para mim como existe uma disputa entre as mulheres dentro do próprio feminismo – por mais hipócrita que isso soe quando pensamos em sororidade. Não é uma disputa de beleza, relacionamento ou sequer profissional. É uma disputa de ego e de controle. Puro “eu e eu mesma” ou, algumas vezes, “só eu e meu grupo”.

 

Mas primeiro, vamos voltar alguns anos, quando eu conheci o movimento.

 

Boa parte das coisas que eu descobri sobre o feminismo foi lendo na internet. E sozinha. Em poucos grupos eu me sentia confortável no início para tirar dúvidas. Afinal, era isso o que eu tinha no começo: infinitas dúvidas e perguntas, ainda, sem respostas. Minha decisão de procurar por praticamente tudo sem me pronunciar surgiu do medo de ser mal interpretada e recebida com pedras caso eu o fizesse. Eu tinha medo de errar.

 

Entendo que certos assuntos geram uma ação e reação. Não julgo, por exemplo, uma mulher negra que é vista como grossa quando alguém faz uma pergunta sobre racismo, sem estar disposta a desconstrução. Não é esse o caso. Feminismo não tem a obrigação de ser didático em todos os momentos, mas, para mim, ele deveria ser, ao menos, aconchegante. Deveria ser o único lugar no mundo que te recebe de braços apertos, pronto para te escutar e abrir os seus olhos. E, na verdade, o feminismo é. As pessoas dentro dele, em alguns casos, não.

 

O título desse texto é um dos motivos pelos quais, muitas vezes, eu me afasto de grandes coletivos, grupos em faculdades ou conversas de bar: fiscais da militância alheia. Eu gostaria de dizer que o feminismo funciona perfeitamente bem, que todas damos as mãos e saímos cantarolando contra o patriarcado por aí. A ideia do […]

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6 maio, 2016

Sabemos que o preconceito, muitas vezes, está nos detalhes. Em uma piada no bar, na propaganda, em uma hashtag no instagram e em um gesto qualquer. Pensando nisso, separei 5 expressões preconceituosas usadas no dia a dia que precisamos parar de falar para ontem. Porque de inofensivas elas não têm nada! 

 

VADIA (E DERIVADOS) ♥

 

Expressões preconceituosas usadas no dia a dia - Expressões machistasPercebam que quando você vai xingar um homem de, por exemplo, filho da puta, você está xingando a mãe dele, uma mulher. Um xingamento totalmente sexista e ofensivo. Nós ofendemos os homens oprimindo mulheres. Outro exemplo é quando usam xingamentos como viadinho para que a pessoa se sinta ofendida por se desviar da heteronormatividade ou ter comportamentos “afeminados”. Ser mulher é sempre um problema.

 

Mas, além disso, existem xingamentos como vadia, vabagunda, vaca, piranha, entre outros, que precisam ser desconstruídos e excluídos do nosso vocabulário agora, now, imediatamente! Há tanta, mas tanta, coisa errada por trás dessas palavras. Primeiro, cria-se a imagem de que existem mulheres certas e mulheres erradas. Mulheres de valor e mulheres sem valor. Há mulheres que merecem respeito, outras que não. Opa, opa, alerta vermelho! Muito vermelho.

 

Depois, você percebeu como nós somos sempre as erradas? Quando traímos, saímos à noite ou simplesmente beijamos alguém em um lugar público. Nós somos as vadias. Somos vadias por usar a roupa que queremos, amar o nosso corpo, por sermos seguras, empoderadas, livres.

 

Por fim, o pressuposto básico: sororidade. Nós somos tão oprimidas todos os dias pela sociedade inteira, por que vamos fazer isso uma com as outras? Eles querem que a gente se separe, querem instigar rivalidade, mas, você, mulher, que está lendo isso, saiba que minha fé está em você (te falo mais sobre isso aqui!). E na nossa força. Porque você me entende. 

 

Há um tempo entendi o quão errada eu estava em chamar qualquer menina de vaca por beijar mais de quatro caras em uma noite, ou usar uma saia curta, ou seja lá o que for. Não alimente a competição, nós estamos a favor uma das outras. Não somos rivais. Somos irmãs. E quando você enxerga isso, acredite, aí, sim, você encontra um porto seguro (pensando nisso, vem entender qual é o problema da frase “tenho mais amigos homens”).

 

MULATA ♥

 

Primeiro: esse é um termo escravocrata. Ele começou a ser usado durante o período escravagista brasileiro para se referir aos filhos de negras com brancos. Principalmente, de escravas com senhores – em relacionamentos não consensuais. Sua origem vem da palavra “mula”, o animal resultante do cruzamento de um jumento com um cavalo. Era como uma classificação a parte, para aqueles que eram o resultado de uma relação vista como anormal.

 

Sabemos que o preconceito, muitas vezes, está nos detalhes. Em uma piada no bar, na propaganda, em uma hashtag no instagram e em um gesto qualquer. Pensando nisso, separei 5 expressões preconceituosas usadas no dia a dia que precisamos parar de falar para ontem. Porque de inofensivas elas não têm nada!    ♥ VADIA (E DERIVADOS) ♥ […]

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11 abril, 2016

Não me leve a mal se você é um homem e está lendo isso, mas eu não quero e não preciso de feministos na minha luta. Também não venha com comentários agressivos, lembre-se de que esse não é o seu lugar de fala (tem um post sobre isso aqui). E, aliás, meu feminismo não é para te agradar. Agora, para você, homem que está aberto a entender e manas que ainda estão em dúvida, que desejam saber um pouco mais sobre esse posicionamento ou gostam de ler sobre feminismo, vem cá, vamos conversar!

Homem no meu feminismo - homem pró-feminismo

Há quatro anos, quando eu descobri o movimento eu pensava que deveríamos todos nos unir em prol da igualdade de gênero. Mas meu feminismo mudou com o tempo, minhas ideias foram amadurecendo, eu li muito, questionei muito e desconstruí muito. Como contei em outro post, hoje, eu penso que, ao invés de igualdade, precisamos de equidade e que não existem homens feministas, assim como não existem mulheres machistas.

 

Por que você vai chamar de feminista e dar tanto espaço dentro do movimento para aqueles não são vítimas do machismo? Como o feminismo seria para todos se um gênero é privilegiado e o outro é oprimido? Por que eu dividiria o meu protagonismo com o opressor? Desculpem, mas já não basta todos os privilégios que eles têm? Já não basta estar acima das mulheres em todas as esferas, política, social e econômica? Eu me sinto ainda mais oprimida quando alguém me diz que homens também devem ter um lugar no feminismo.

 

Talvez, muitos agora discordem de mim nesse ponto e, tudo bem, opiniões divergem. Mas, para mim, todo homem cis é machista (ainda estou amadurecendo a ideia sobre homens trans). Ele já nasce com os privilégios do seu gênero e nunca vai saber como é ser oprimido pelo machismo. Não adianta. Reconhecer esses privilégios, desconstruir comportamentos e pensamentos é o mínimo que você, homem, pode fazer. No entanto, mesmo assim, você continua fazendo parte do grupo opressor. Quando você é promovido e ganha 30% a mais que a sua colega na mesma posição, não foi uma escolha sua como individuo, mas a sociedade lhe colocou nessa posição. Assim como eu não escolhi ser oprimida, você não escolheu, mas é machista.

 

Não me leve a mal se você é um homem e está lendo isso, mas eu não quero e não preciso de feministos na minha luta. Também não venha com comentários agressivos, lembre-se de que esse não é o seu lugar de fala (tem um post sobre isso aqui). E, aliás, meu feminismo não é […]

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