19 Janeiro, 2016

Sororidade é o pacto entre as mulheres que são reconhecidas irmãs, sendo uma dimensão ética, política e prática do feminismo contemporâneo.

O que é sororidade?

É tão bom perceber que você pode confiar e se apoiar em outras mulheres (cis ou trans) para enfrentar tanta opressão e machismos por aí. Nós não somos rivais, nós somos a revolução. Apoie as suas irmãs e vamos lutar juntas. Afinal, sororidade é saber que você não está sozinha ♥

 

 

Companheira, me ajuda, que eu não posso andar só. Eu sozinha ando bem, mas com você ando melhor.

O que é sororidade?

Sororidade é o pacto entre as mulheres que são reconhecidas irmãs, sendo uma dimensão ética, política e prática do feminismo contemporâneo. É tão bom perceber que você pode confiar e se apoiar em outras mulheres (cis ou trans) para enfrentar tanta opressão e machismos por aí. Nós não somos rivais, nós somos a revolução. Apoie […]

Leia mais



TAGS:






15 Janeiro, 2016

[TW: violência sexual]* Se você pretende assistir à série e não gosta de spoilers, bom, é melhor ir pular para o próximo post! Que tal esse sobre sororidade? No entanto, fique com a seguinte ideia em mente: jamais, nunca, em hipótese alguma devemos aplaudir o agressor. Estuprador não é o mocinho da história. Com isso dito, ok, continue descobrindo o blog e volte nesse post depois de terminar a terceira temporada da série (♥). Agora, se você já assistiu, não liga para spoilers ou só quer saber porque estou problematizando Bates Motel, vem cá!

esutpro em bates motel cultura do estupro caleb norma

Após a misteriosa morte de seu marido, Norma Bates decidiu começar uma nova vida longe do Arizona, na pequena cidade de White Pine Bay, em Oregon, e leva o filho Norman, de 17 anos, com ela. Ela comprou um velho motel abandonado e a mansão ao lado. Mãe e filho sempre compartilharam uma relação complexa, quase incestuosa. Trágicos acontecimentos vai empurrá-los ainda mais. Todos eles agora compartilham um segredo obscuro.

 

Talvez eu cometa alguns erros em relação à história, então, me perdoem. Sinto vontade de escrever sobre isso há muito tempo, mas acabei esquecendo detalhes do enredo. O que importa é: nunca ninguém parou para pensar o quão errado é a relação entre a Norma e o Caleb, seu irmão que a estuprou na adolescência?

 

Desde a sua primeira aparição, fiquei incomodada com o fato dele se comportar como alguém inofensivo, que busca uma reconciliação depois de tantos anos. Norma permanece no início com a imagem da mulher louca, conspirando contra o irmão injustiçado – até que o seu lado da história seja revelado. Como se não bastasse, quando Dylan descobre que Caleb a estuprava, ao invés de oferecer apoio à sua mãe, eles começam uma discussão que apenas termina quando Norma revela outro segredo envolvendo Dylan.

 

CONTINUE LENDO ♥

[TW: violência sexual]* Se você pretende assistir à série e não gosta de spoilers, bom, é melhor ir pular para o próximo post! Que tal esse sobre sororidade? No entanto, fique com a seguinte ideia em mente: jamais, nunca, em hipótese alguma devemos aplaudir o agressor. Estuprador não é o mocinho da história. Com isso […]

Leia mais



TAGS:






8 Janeiro, 2016

Eu estava em uma praça na pequena cidade de Winter Park, próxima a Orlando. Procurei um lugar mais isolado para sentar e fiquei descobrindo a minha câmera nova, enquanto esperava pelos meus pais. Logo a minha frente, uma mulher dividia a sua atenção entre o bebê no carrinho e a criança correndo no gramado. Alguns minutos depois, o pai, ou ao menos foi o que pensei, chegou para fazer companhia às garotas. Um homem sozinho estava sentado no próximo banco de madeira e o barulho do trem em intervalos regulares anunciava que outras pessoas estavam chegando.

 

Ver esquilos andando por aí é algo tão incomum para quem mora em São Paulo que, logo, eu me permiti observá-los por um bom tempo. Eles corriam, subiam nas árvores, se enfiavam onde não eram chamados, mas se assustavam quando alguém chegava muito perto.

 

Good morning, eu ouvi de repente. Levantei o rosto e notei dois homens uniformizados em um carrinho elétrico. O que havia me cumprimentado tinha os cabelos brancos, um boné azul e um sorriso no rosto. Sorri também. Mas receosa e irônica, dando a entender que não queria contato.

 

How are you today? Fiquei me questionando onde aquele senhor pretendia chegar. Comecei a mexer no cabelo e, automaticamente, empurrar o corpo para trás, o máximo que eu conseguia. Respondi um simples, curto e grosso fine.

feminismo - simpatia masculina - o dia em que um homem foi simpático

Ele riu. Just fine? O outro homem ao seu lado começou a mexer em um aparelho. Olhei ao redor, para me certificar de que eu não estava sozinha. Notei que a questão não é que eu não gosto de conversar com estranhos. A questão é que eu não gosto de conversar com homens estranhos. Independentemente do lugar, do país, percebi que a minha primeira reação quando um homem se aproxima é me afastar.

 

Yes, just fine. Respondi torcendo para que ele fosse embora. Nenhum homem para o seu trabalho para cumprimentar uma garota sozinha com cara de turista. Nós estávamos a alguns metros de distância, mas eu me sentia com cada vez menos espaço. Ele riu novamente.

 

Have a Merry Christmas! O volante do carrinho virou e ele continuou seguindo pela praça. Consegui retribuir com um you too e, finalmente, soltei o meu corpo no banco. Sempre tenho dúvidas em relação à qualquer homem no universo. E tenho mais receio ainda de homens velhos e, pior, desconhecidos. Talvez, porque eles achem que estão no direito de nos tratar como bem desejarem.

 

O pai, que antes brincava com a criança, se despediu. O senhor, que começou a conversa comigo, o cumprimentou enquanto ele subia a praça. O mesmo senhor, metros depois, começou a conversar com o homem sentado sozinho no próximo banco. Com o mesmo sorriso. Os mesmos gestos. Mais à frente, também falou com um casal, que respondeu com muita animação.

 

Me senti culpada por não ter falado como deveria, por não ter sido amigável. Talvez, o senhor realmente tenha sido apenas gentil. Simplesmente porque queria, sem segundas intenções. Percebi, então, que a minha desconfiança por ser mulher ultrapassa tudo isso. Lembrei de todas as vezes em que eu pensei que um homem estava sendo educado e um sorriso meu foi o suficiente para que ele pensasse que eu estava lhe dando toda liberdade do mundo.

 

Não. Não é minha culpa. Na verdade, é culpa dos amigos daquele senhor que, quem sabe, assediem verbalmente mulheres na rua. É culpa do seu tio que, provavelmente, se sentia como dono da esposa e por isso a agrediu. Culpa daquele primo distante que estuprou uma adolescente. Ou do neto que colocou fotos íntimas da ex-namorada na internet. Culpa dos outros homens que passam por aquela praça e nos veem como seus animais submissos. E culpa daquele senhor por ser homem.

 

Eu perdi a chance de me desfazer dessa máscara de mulher grossa, pronta para chamar a polícia ou te chutar no meio das pernas caso você se aproxime. Perdi. Mesmo que por alguns segundos. Só que não é minha culpa. Nunca foi.

 

Voltei para São Paulo e percebi que essa cidade me ensinou a ser assim. Que o vendedor na rua gritando que sou gostosa, o velho na esquina que fez um barulho nojento quando passei, o adolescente com as pernas abertas no banco do metrô, o caixa do cinema que olhava para o meu decote, o professor que desrespeitou uma aluna, o cara da balada que ficou com a mão em mim enquanto eu falava “não”… Eles são culpados. Eles são culpados por eu achar que não existe mais gentileza entre desconhecidos e que é impossível um homem querer ser apenas simpático.

 

Mas aquele habitante de Winter Park foi… E me mostrou quão cruel é viver em um mundo que faz com que você sinta medo de um senhor te desejando feliz natal.

 

Vamos conversar mais sobre feminismo? Clica aqui! ♥

 

❤️ Outros posts que você pode gostar ❤️

 

➳ Meu feminismo não é para agradar homem

Como ter sororidade em 10 passos

O problema da frase “tenho mais amigos homens”

Como fazer a diferença e não ser um babaca

Um ano sem comprar roupas?

 

Também estou aqui:
Twitter l Youtube l Pinterest l Facebook l Tumblr

Eu estava em uma praça na pequena cidade de Winter Park, próxima a Orlando. Procurei um lugar mais isolado para sentar e fiquei descobrindo a minha câmera nova, enquanto esperava pelos meus pais. Logo a minha frente, uma mulher dividia a sua atenção entre o bebê no carrinho e a criança correndo no gramado. Alguns […]

Leia mais



TAGS:








Veja o que acontece por aí