DESCOMPLICANDO O VEGANISMO
RECEITAS VEGANAS
Transição para o veganismo


30 dezembro, 2015

No terceiro dia, acordamos bem cedo, tomamos café e fomos para um dos pontos próximos ao hotel do Buenos Aires Bus, um ônibus turístico que roda, praticamente, os principais lugares da cidade. Por ser verão, a placa da parada indicava que o primeiro horário seria às 11h50. No entanto, chegamos lá às 9h30. Para não ficar esperando mais de duas horas no mesmo lugar, deixamos o ônibus para o outro dia e partimos em direção ao Zoológico Lujan, na esperança de abraçar leões e beijar filhotes de leopardo.

Zoo em Buenos Aires

Ah, doce ilusão! Achei que Buenos Aires tivesse apenas um Zoo e acabamos indo no errado. Mas querem saber? Fico muito feliz por isso! Depois de ler sobre o assunto, não recomendaria o local a ninguém. Os animais não são eles mesmos e, com certeza, são extremamente infelizes. Se eu me senti mal ao ver um filhote em uma jaula inquieto, como poderia tirar uma foto com um leão dopado? A viagem foi há um ano e, hoje, eu me posiciono contra Zoológicos e não iria novamente. Em nenhum dos dois.

 

Fui há muito tempo no Zoológico de São Paulo e não lembro como as coisas funcionam por lá, mas com base em fotos e nos comentários da minha mãe, em Buenos Aires você fica bem mais perto dos animais e eles aparentam mais “livres”. Sei que isso é algo que criamos na nossa mente. Não há como uma zebra estar livre em um espaço com alguns metros quadrados, enquanto poderia ter a floresta inteira para si.

 

Por 130 pesos você compra um ticket de entrada e consegue conhecer todos os bichinhos e espaços em uma manhã. É um passeio bem legal, ainda mais quando um pavão resolve se exibir para o pessoal! Os pequenos (ou os grandes, por que não?) podem comprar uma comida específica e alimentar os bichinhos. Alguns você pode dar na mão mesmo, mas outros, como a lhama (♡) ou a zebra, devem ser por um canal de madeira.

Zoo em Buenos Aires

Depois de sairmos do Zoo, resolvemos ir no Shopping Alto Palermo para comer. Outra experiência triste com comida. Pedi um hambúrguer no Negro El 11, lugar diferente, parecia gostoso… Mas veio um pão enorme com um bife no meio (lembrando que eu não era vegetariana!). Cadê o hambúrguer? Cadê o molho? Tentei comer, mas quando encontrei uns nervos, desisti e fui para a fila do McDonald’s. Os meus pais pediram pratos melhores, mas eles deram garfos de plástico para cortar uma costela! Isso não se faz, não é gente?

 

Para melhorar o dia, passei em uma Freddo, obrigação para aqueles que forem para Argentina! Ainda não superou a Bacio di Latte, mas o sorvete de doce de leite, huuuum. Achei o de banana slip bem enjoativo, mas o de torta de limão também é delicioso! Andamos algum tempo pelo shopping e partimos para o próximo destino: Jardim Japonês.

 

Minha opinião? O Jardim é uma mistura de Liberdade com Parque do Ibirapuera, mas com um preço de 16 pesos para entrar. É um lugar calmo, tranquilo, com algumas exposições, um restaurante japonês, algumas barraquinhas com itens diferentes e até espaço para massagem e tratamentos orientais. Se você está conhecendo a cidade com pressa, passar 1 hora ou 2 por lá é o suficiente, mas caso você esteja em uma viagem longa, vale a pena perder mais um tempinho apreciando a natureza, alimentando os peixes e tirando fotos na ponte vermelha.

Jardim Japonês Buenos Aires

Voltamos para o hotel, descansamos um pouco e fomos jantar no Broccolino, um lindo restaurante italiano! Eu estava passando mal na hora que saímos, então optei por um prato leve, um frango grelhado com limão e alguns legumes. Uma pena não poder ter experimentado as massas do lugar. Felizmente, tive a chance de comer o sorvete de mascarpone com calda de frutas vermelhas, uma maravilha de sobremesa. Gente, eles não economizam na calda! São duas bolinhas grandes e brancas em um mar vermelho de amora, morango, mirtilo e framboesa. Atendimento excelente, lugar lindo e comida hiper gostosa, em pratos bem servidos!

dia 4 buenos aires
Resolvi juntar por aqui também o quarto dia, pois só o aproveitamos até às 15h, 16h. Drama, drama everywhere. Como disse acima, pegar o ônibus turístico estava em nossos planos desde o início e como sabíamos que o primeiro horário da parada perto do hotel era às 11h50, resolvemos tomar café e ir para o Shopping Patio Bullrich passar o tempo.

 

Visitei dois shoppings em Buenos Aires, o Bullrich e o Alto Palermo, e cheguei à conclusão de que ambos não são acessíveis. Conforme ia visitando as lojas na cidade argentina, ficou evidente que esse não é um local para compras – exceto artesanatos, pedraria e outros elementos característicos de sua cultura. Não se empolguem e façam listas de desejos, pois os preços são iguais aos do Brasil.

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Shopping Patio Bullrich

Depois do passear um pouco pelo shopping e se apaixonar pela decoração de natal com lindas bailarinas, fomos em busca de uma parada do ônibus. Passamos pelo consulado francês e brasileiro em Buenos Aires e, após consultar o GPS algumas vezes, achamos o ponto perto de uma linda praça com flores amarelas. Com 260 pesos você compra uma passagem individual que vale por 24h. Com trânsito, uma volta completa dura, aproximadamente, umas 4 horas. Então quem quiser se aventurar nos pontos de parada, provavelmente, passará o dia inteiro indo e vindo.

 

Resolvemos dar uma volta inteira e depois escolher os lugares que desceríamos para conhecer. Infelizmente, não pudemos fazer isso. Então, aconselho a descer logo na primeira volta! É lindo conhecer a cidade do conforto do ônibus, escutando as histórias dos respectivos pontos, mas é ainda melhor aproveitar tudo de pertinho.

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No total, são 25 paradas, as quais você pode conferir aqui. Vi alguns sites falando que a passagem custa apenas 25 pesos, mas não foi isso o que encontramos por lá. O bom do ônibus é que, durante o dia inteiro, você pode descer e pegá-lo novamente quando desejar para ir até o próximo destino. Queria muito ter desembarcado no Caminito e em Puerto Madero, mas, infelizmente, acabei conhecendo a maioria dos locais apenas de vista. Aconselho também a ficarem no andar de cima, a visão é bem melhor, além de ser “quase” ao ar livre.

 

Depois de voltarmos ao local onde pegamos o ônibus inicialmente, almocei no Mostaza, uma rede de fast-food que ainda não apareceu pelo Brasil. Resolvemos, então, dar outra volta no ônibus, mas, graças ao estresse e outras complicações, não descemos novamente em nenhum ponto. Foi somente para acalmar os nervos. Além disso, após aquele em que estávamos, somente outro ônibus passaria pelas paradas, então preferimos não arriscar.

 

➳ Primeiros dias em Buenos Aires

Esse post foi escrito logo após o fim da viagem, em 2014. Logo, os preços podem ter sofrido alterações. Lembrando que essa foi apenas a minha experiência e que, antes, eu não era vegetariana e nem mantinha as mesmas opiniões.

No terceiro dia, acordamos bem cedo, tomamos café e fomos para um dos pontos próximos ao hotel do Buenos Aires Bus, um ônibus turístico que roda, praticamente, os principais lugares da cidade. Por ser verão, a placa da parada indicava que o primeiro horário seria às 11h50. No entanto, chegamos lá às 9h30. Para não […]

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30 novembro, 2015

Teatro Colón Buenos Aires

O destino das minhas últimas férias, antes destas em 2015, foi Buenos Aires. Escolhemos a capital argentina pelo custo, proximidade e pela beleza diferente daquilo que vimos anteriormente nos EUA ou a que encontramos todos os dias em São Paulo. Chegamos em um sábado, após um voo tranquilo pela Tam. Tenho muito, muito, muito medo de avião. Sentir que estou no céu me faz, literalmente, tremer na base. Mas, duas horas e meia depois, finalmente, estávamos no Aeroporto Internacional Ministro Pistarani, mais conhecido como Ezeiza.

 

Meu pai resolveu não alugar um carro. Dessa forma, fomos para o hotel de táxi, o que custou no aeroporto 400 pesos, algo em torno de 124 reais. Um táxi no Aeroporto de São Paulo sairia mais caro para ir ao centro, ainda assim, no início, me espantei com a diferença entre peso, real e dólar. Imagine encontrar um alfajor que custa 30 pesos sem saber como se converte para real. Assusta um pouco ver os valores multiplicados por três. Sempre que entrava em uma loja, deixava a calculadora do celular aberta para poder dividir o preço por 3,50 (valor da cotação no hotel). Meu pai tentou realizar a troca com o Boston Cash, lugar que parecia ser bem confiável pela internet, mas o encontro não deu certo. Não leram as mensagens no facebook e não deram um retorno, mesmo após o horário combinado, então acabamos trocando os reais no hotel.

Buenos Aires Rua

Ficamos no Hotel de Las Americas, no bairro Recoleta, bem seguro e calmo. O lugar era próximo a uma bela praça e pontos turísticos como o Teatro Colón e o Obelisco. Apesar da aparência moderna no hall de entrada, os quartos são antigos, assim como os corredores e, principalmente, o elevador, todo em madeira e com vidros fumês. A televisão tinha canais pagos, mas o quarto não possuía Frigobar, sendo assim, atenha-se a esse detalhe na descrição antes de reservar para poder ter o direito de reclamar depois. O café da manhã era bem gostoso, com bastante variedade, desde pão, doces com goiaba até salsicha e pimentão. Os sucos não são naturais e o café não é uma delícia como os outros que tomamos pela cidade, mas dá para encarar após uma noite de descanso.

 

No primeiro dia fomos ao Torre Paris, um restaurante na esquina do hotel. Resumindo, não recomendo. Poucos garçons, aparência de sujo e o meu frango veio errado, além de extremamente nojento pelo corte, nervos e afins – na época eu ainda comia carne. O meu prato foi 80 pesos, enquanto o dos meus pais, apenas um bife, passou dos 100. Preço alto para baixa qualidade. O restaurante na outra esquina aparentava ser bem melhor, mas, infelizmente, escolhemos o Torre Paris. Deixada para trás essa primeira experiência, dormimos e no dia seguinte resolvemos fazer algo antes do meu pai “ter que se encontrar” com um representante do Boston Cash. Os destinos escolhidos foram o Obelisco e o Teatro Colón.

Obelisco Buenos Aires

Em frente ao Obelisco estava ocorrendo uma manifestação pela moradia ou, ao menos, foi isso o que entendi. O Obelisco é um monumento de 67 metros construído em comemoração ao quarto centenário da cidade. Cada lado tem uma frase, com nomes e informações, mas na parte sul, na base do Obelisco, há um lindo poema de Baldomero Fernandez Moreno. Próximo ao Obelisco está o Teatro Colón, considerado em relação à acústica um dos melhores do mundo. Nós temos o Teatro Municipal, mas conhecer o Colón é uma experiência totalmente nova e surpreendente. É uma beleza inigualável. Só estando lá dentro para entender o que falo.

 

As visitas guiadas ocorrem todos os dias das 9h às 17h, com duração de, aproximadamente, 1 hora e o valor é de 180 pesos por pessoa. Vale a pena, foi uma das melhores que fiz em Buenos Aires. O Juan, que acompanhou o grupo, era um amor, explicando toda a história e informações em detalhes, sempre tirando dúvidas e se preocupando com a compreensão dos visitantes brasileiros. Fiquem atento às programações gratuitas que ocorrem uma vez no mês aos domingos. Quem sabe, além da visita, você também possa ficar por algum tempo em uma das plateias mais lindas do mundo!

Teatro Colón Buenos Aires

Teatro Colón Buenos AiresTeatro Colón Buenos Aires

Em seguida, fomos à Feira de San Telmo, conhecida pelo artesanato e antiguidades. Ela acontece todos os domingos, das 10h às 17h na Plaza Dorrego e em ruas como a Defensa e Humberto I. É um passeio interessante para conhecer sobre a cultura do local e levar alguns souvenirs para casa! 😉

 

Graças a recomendação deste post, almoçamos no Gran Parrila Del Plata, na rua Chile, nº 594, próximo ao local da movimentação. Por 554 pesos, comemos um prato de carne para três pessoas, uma porção de batata fritas e um delicioso tiramisu. Ótimo atendimento e comida. Tivemos que esperar um pouco para sentar, mas a experiência foi bem diferente do primeiro restaurante.

 

Após o almoço, passamos em uma Havanna, compramos algumas caixinhas de 12 alfajores por 138 pesos e tomamos café. Por fim, quando estávamos quase indo embora, encontrei o Museu de Arte Moderna e resolvi entrar.

Piano Florido - Museu Buenos Aires

Exposição de Artes - Museu Buenos Aires

Para quem gosta de arte, serão 15 pesos bem gastos. Minha mãe ficou do lado de fora, enquanto eu fazia questão de apreciar as três exposições, as quais, por sinal, adorei. A “El Círculo Caminaba Tranquilo”, da última foto, era genial! Ufa, esses foram os meus primeiros dois dias em Buenos Aires. Alguém por aí já visitou a cidade? 🙂

Esse post foi escrito logo após o fim da viagem, em 2014. Logo, os preços podem ter sofrido alterações. Lembrando que essa foi apenas a minha experiência.

➳ Buenos Aires dia 3-4: shopping, ônibus turístico, Zoo e Jardim Japonês
Tchau Buenos Aires: Rua Florida, Catedral e Puerto Madero

O destino das minhas últimas férias, antes destas em 2015, foi Buenos Aires. Escolhemos a capital argentina pelo custo, proximidade e pela beleza diferente daquilo que vimos anteriormente nos EUA ou a que encontramos todos os dias em São Paulo. Chegamos em um sábado, após um voo tranquilo pela Tam. Tenho muito, muito, muito medo […]

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