DESCOMPLICANDO O VEGANISMO
RECEITAS VEGANAS
Transição para o veganismo


5 fevereiro, 2016

Tigres em Dia Vermelho, da Liza Klaussmann, foi um dos meus achados na última Bienal que visitei. Chutem quanto eu paguei por ele… Tic-tac-, tic-tac-, tic-tac. Cinco reais! Cinco míseros reais por um livro sensacional – claro que, em uma livraria, o preço é maior. O que me chamou a atenção foi o título e a capa. Mas quando li a sinopse, que, na realidade, não condiz tanto com a história, resolvi que precisava levá-lo para casa. E, ual, que livro bom! Entrou para a minha listinha de preferidos da vida.

RESENHA TIGRES EM DIAS VERMELHO - LIVRO - LISA KLAUSSMANN

Tudo começa em 1945, com o fim da segunda guerra mundial se aproximando. Nick e a sua prima Helena estão cheias de esperança, ansiosas pelo que o futuro lhes reserva. Nick reencontrará o seu marido, Helena irá se casar novamente, após perder o noivo para a guerra, e ambas serão felizes para sempre. Ou, ao menos, era assim que imaginavam. O tempo passa e as coisas mudam de foco. Nick, uma personagem cativante e forte, se vê presa pela monotonia e Helena se depara com um homem interesseiro, obcecado por uma mulher morta.

 

O ápice da trama é quando Daisy, filha de Nick, e Ed, filho de Helena, encontram um cadáver. Esse é o estopim para que uma série de problemas, ressentimentos e intrigas tomem forma na vida dessa família. O mais interessante é que a intenção do livro não é responder a pergunta: “quem foi o assassino?”, mas mostrar como esse fato abalou por completo a estrutura do relacionamento entre os personagens. A tensão é baseada nos sentimentos humanos, no nosso interior mais perverso e egocêntrico. Não existem mocinhos, mas personagens reais.

 

Tigres em Dia Vermelho, da Liza Klaussmann, foi um dos meus achados na última Bienal que visitei. Chutem quanto eu paguei por ele… Tic-tac-, tic-tac-, tic-tac. Cinco reais! Cinco míseros reais por um livro sensacional – claro que, em uma livraria, o preço é maior. O que me chamou a atenção foi o título e a capa. […]

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19 janeiro, 2016

No auge dos meus 14 anos, eu tinha no meu currículo de pseudo-escritora 1 webnovela (conhecida também como fanfic) com 320 páginas no Word, uma mini e outra que teve direito a três temporadas. Sempre amei escrever e, graças a isso, dando jus ao maior dos clichês, acabei cursando jornalismo. No entanto, a profissão não tem nada a ver com escrita criativa e literatura – não necessariamente. E a sementinha da garota que sonhava em ter um livro com o seu nome continuou dentro de mim, até que em 2015 fui atrás dessa vontade e consegui publicar o meu primeiro conto!

Como publicar o seu primeiro conto - Minha Experiência

Nessa época de webnovelas no Orkut conheci duas meninas incríveis que me inspiraram e me ajudaram muito a ser quem sou hoje (Be e Line ♥). Foi, inclusive, uma delas que me contou sobre uma editora, chamada Andross, que publicava antologias com contos de escritores iniciantes. Bastava escolher o tema que te interessava, escrever de acordo com as regrinhas, enviar e esperar ser selecionado. Fiquei animada quando ela me contou, mas acabei esquecendo e só voltei a correr atrás dessa ideia três anos depois.

 

Apesar da minha paixão por filmes de terror e não ser nada romântica na vida real, na hora de escrever, não adianta, as palavras fluem mais quando é sobre amor. Vai entender. Por esse motivo, escolhi participar da coletânea De Repente Nós. Li o regulamento, busquei inspiração dentro de mim e escrevi o conto em um único dia. Passei as próximas semanas o revisando e, então, enviei, cruzando os dedinhos para ser escolhida. E, olhem só, eu consegui!

 

Para editora arcar com alguns custos, como diagramação e taxa de registro, cada autor precisa vender 20 exemplares da sua antologia em 30 dias após o lançamento. Caso você prefira comprar todos antes, o valor da venda diminui. Como o meu conto tinha mais caracteres que o estipulado (não consigo me conter), precisei vender 30 livros. Eu acabei comprando todos antes do lançamento para conseguir o desconto e alguns continuam aqui comigo, esperando por um dono.

Como publiquei o meu primeiro conto - Editoras

A parte da burocracia é um pouco chata, mas vale a pena. É incrível olhar para um livro e ver o seu nome entre os autores. Editoras como a Andross criam oportunidades para aspirantes a escritores divulgarem o seu trabalho. Afinal, tem muita gente escrevendo coisas incríveis por aí, o que falta são portas abertas – ou semiabertas.

 

Depois de selecionado e de toda a parte burocrática, há o evento de lançamento do livro e no ano em que participei a Andross começou o Prêmio Strix, entregue aos melhores contos de cada coletânea. Você não terá o seu livro exposto em uma livraria famosa ou virará instantaneamente uma J.K. Rowling, mas é uma maneira ótima de conhecer pessoas com os mesmos interesses que os seus, criar uma network para o futuro e dar os primeiros passos neste meio.

 

Eu gostaria de ter aproveitado melhor e divulgado mais essa minha pequena conquista. Mas ainda há tempo! Conheci recentemente por meio do blog Império Imaginário a editora Darda, que também publica coletâneas a partir de textos enviados. Diferente da Andross, o autor escolhido precisa apenas pagar uma taxa de inscrição e receberá um único exemplar. Logo fiquei animada para participar, são propostas bem diferentes, vamos ver no que vai dar.

Como publicar o seu primeiro conto

Se você tem esse desejo de criar histórias e dar vida aos personagens da sua mente, editoras como as citadas e antologias são uma das melhores maneiras de tornar essa vontade uma realidade. Apaixonados pela escrita podem imaginar como é a sensação de saber que você tem uma parte de si, da sua imaginação e noites buscando inspiração nas páginas de um livro real. Vale a pena dar uma chance ao seu eu escritor.

 

Esse texto foi para contar a minha experiência ao publicar meu primeiro conto, não sobre o processo criativo em si.

No auge dos meus 14 anos, eu tinha no meu currículo de pseudo-escritora 1 webnovela (conhecida também como fanfic) com 320 páginas no Word, uma mini e outra que teve direito a três temporadas. Sempre amei escrever e, graças a isso, dando jus ao maior dos clichês, acabei cursando jornalismo. No entanto, a profissão não […]

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16 janeiro, 2016

Finalmente, um filme de terror que me conquistou, uhul! Lançado em 2008, no Brasil ele recebeu o nome de Mamãe & Papai. Eu sei, estranho… Em inglês soa bem melhor, mas acho que não teria um título mais adequado para esse filme além deste. A classificação etária é 18 anos, mas o filme não tem nem tanto sangue, nem tantas cenas eróticas.

filmes de terror resenha mum & dad

Apesar do gênero, não é aquele filme que irá te dar medo. É mais um terror psicológico, com violência e uma pitada de humor. Justamente o tipo de filme que mais gosto.

 

Vou tentar contar a história de uma forma resumida e sem nenhum spoiler, prometo!

 

Lena é uma imigrante polonesa que acaba de chegar em Londres tentando fugir de sua família controladora. Ela está trabalhando na parte da limpeza no Aeroporto Heathrow e lá conhece Birdie, uma garota que faz o mesmo trabalho que o seu. Em uma noite, Birdie faz com que Lena perca o seu ônibus e, supostamente, se sentindo culpada leva Lena para sua casa, junto com seu irmão Elbie. Chegando lá, Lena é sedada e trancada em um quarto onde começará realmente todos os acontecimentos importantes do filme. Não sabemos em nenhum momento o nome da mãe e do pai, eles apenas são chamados por Mum e Dad, ou outros apelidos relacionados.

 

Iniciam-se as sessões de tortura com Lena. Aparentemente, o pai ou a mãe são donos de alguém por vez. E já que Lena é o presente da mãe, ela é quem decide o que fazer com a mulher.

 

Apesar de tudo isso, a ironia se encontra no fato da família tentar se manter unida em meio a tanta perturbação. Alguns hábitos são estranhos e te fazem torcer o nariz se perguntando Mas que diabos é isso?. Como, por exemplo, eles assistem pornografia enquanto todos estão sentados à mesa para as refeições, o pai gosta de se masturbar com pedaços de carne e a mãe marca os filhos com cicatrizes que parece ser para ela como uma forma de arte e prazer.

 

Birdie encara a rotina da família de uma maneira totalmente normal, fria em relação às agressões e sempre tentando ser a filha perfeita e exemplar – por mais que o perfeita tenha um sentido totalmente diferente naquela casa. Já Elbie não fala uma palavra durante o filme inteiro, o que me deixou um pouco agoniada.

 

A história é cheia de interrogações. Você não sabe o porquê de os pais agirem assim, nem a verdadeira história de Birdie e Elbie. De uma certa forma isso é até interessante, pois coloca a sua imaginação para funcionar. Passei os 84 minutos tentando entender o comportamento dos pais e pensando no que os levou a agir daquele jeito.

filmes de terror resenha mum & dad cena tortura

Os personagens são marcantes e há poucos secundários. Todos se tornam protagonistas pela forma como se comportam durante o filme, cada um com suas características bem trabalhadas. Lena, que é a vítima, conquistou meu coração. No começo, me irritei com ela não esboçando tanta reação pelo que estava acontecendo, mas, com o passar do tempo, achei surpreendente e curioso uma vítima tão persistente e durona como Lena. Já o pai me lembrou o Martin, de Centopéia Humana 2.

 

Olhem só que curioso: Centopéia Humana 2 foi banido da Grã-Bretanha, no entanto, Mum & Dad tem o seu país de origem por lá.

 

A história de Lena não é para gerar grande reflexões, porém a partir das coisas que acontecem na casa, podemos trazer alguns aspectos do filme para a realidade – que não envolve pornografia no café da manhã. Como, por exemplo, o sentimento de possessão de alguns pais com os filhos, a hierarquia familiar existente até hoje, pais, nesse caso homens, abusivos, a interferência da família em nossas vidas, entre outros detalhes. Mas, é claro, é um filme de terror, não auto-ajuda.

 

Depois de muito tempo, finalmente consegui dizer que adorei um filme desse gênero. Mesmo após uma hora, ainda não sabia como seria o final. E apesar dele ter me decepcionado um pouco, só por me prender tanto, o filme conseguiu recompensar. Ah, e a cena do Natal consertaria o filme inteiro se o resto fosse uma porcaria. Adorei aquela parte! Vale a pena assistir principalmente por ela!

 

Ainda assim, a história por trás do comportamento dos personagens poderia ser mais explorada e as cenas de violência e sangue melhores.

 

Para amantes de terror, recomendo Mum & Dad. É um filme diferente, mas se você está esperando algo do tipo snuff, não vá por esse caminho, ele passa longe disso, apesar de certas influências.

 

Nota: ♥♥♥♥

 

Gosta de terror? Então, vem cá, clica aqui e vamos falar sobre esse gênero incrível!

Finalmente, um filme de terror que me conquistou, uhul! Lançado em 2008, no Brasil ele recebeu o nome de Mamãe & Papai. Eu sei, estranho… Em inglês soa bem melhor, mas acho que não teria um título mais adequado para esse filme além deste. A classificação etária é 18 anos, mas o filme não tem […]

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