Doar sangue pela primeira vez, como funciona? l Entre Anas
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3 Janeiro, 2018

Quem acompanha desde o início essa saga de posts todos os dias em dezembro, viu no 31 coisas para fazer em 31 dias, que um dos meus desejos neste mês era doar sangue pela primeira vez. Essa, no entanto, é uma vontade antiga, mas algo sempre me impedia. Primeiro, a idade. Depois, o peso. Nos últimos anos, as tatuagens. Então, em 2017,, antes de enfrentar as agulhas para o quinto desenho na pele, decidi ir até um posto de coleta e, enfim, doar sangue pela primeira vez. 

DOAR SANGUE PELA PRIMEIRA VEZ COLSAN

Como é doar sangue pela primeira vez?

1º A escolha do posto de coleta

 

Muito cuidado com o Google nessa hora, pois muitos dos lugares estão desatualizados. Eu fui em dois na região da Vila Mariana e Santa Cruz (Hospital Albert Einstein e Hospital Santa Cruz) e ambos não faziam mais ou nunca fizeram a coleta. Para se sentir mais segura, pesquise opiniões, veja se conhecer o hospital, procure imagens, o que precisar.

 

Eu fui no Colsan, Associação Beneficente de Coleta de Sangue, do Tatuapé. Eles tem outras unidades espalhadas por São Paulo, as quais você consegue ver no site. Para mais postos de coleta pela cidade, clique aqui.

 

2º Cuidados antes de doar

 

Muita gente acha que você precisa ir doar sangue em jejum, mas, pelo contrário, é importante ter se alimentado antes, evitando apenas alimentos gordurosos 3 horas antes. Além disso, existem outros cuidados como não ter ingerido álcool nas 12 horas anteriores ou algumas medicações específicas, ter dormido bem e estar, no geral em boas condições de saúde. Pesquise bem sobre os critérios de inclusão e exclusão.

 

3º Na recepção, pré-triagem e triagem clínica

DOAR SANGUE PELA PRIMEIRA VEZ ENTRVISTA

Vou contar aqui como foi no Colsan, mas os processos podem ser diferentes em outros lugares. Primeiro, passei minhas informações pessoais para a recepcionista, que me encaminhou para a pré-triagem. Lá, me pesaram, conferiram meu pulso, pressão, febre, altura e fizeram um teste de anemia com uma picadinha no dedo que “doeu” mais do que a própria doação de sangue.

 

Depois, fui encaminhada para a entrevista que dura cerca de 5 minutos. São várias perguntas, dentre elas: dormiu bem? Toma alguma medicação? Tem diabetes? Fez alguma extração dentária? Tem filhos? Tem piercing ou tatuagens? E por aí vai. Estando de acordo com todos os critérios, você vai para a sala de coleta.

 

4º Sala de coleta

DOAR SANGUE PELA PRIMEIRA VEZ DÓI?

É uma sala amigável, com cadeiras confortáveis e reclináveis e uma TV ligada, é claro, na Globo. Tudo bem limpo e seguro. As enfermeiras foram muito simpáticas e cuidadosas.

 

No geral, eu não tenho exatamente medo de agulhas, tenho, na verdade, medo de passar mal, pois toda vez que faça exame de sangue em jejum fico tonta. Comentei isso com uma das enfermeiras e pedi para que abaixassem minha cadeira até o máximo. Isso ajudou muito! Não fiquei tonta, me sentindo fraca ou enjoada.

 

O processo é o mesmo que realizar exame de sangue. Pressão no braço, limpeza e agulha. A única diferença que você permanece abrindo e fechando a mão, enquanto seu sangue segue para a bolsinha. Como tenho menos que 55 quilos, o total coletado foi de 405ml de sangue.

 

Não senti dor no braço, apenas uma aflição, já que tinha um objeto estranho na minha pele. A coleta durou, no máximo, 10 minutos. Ficaram mais tempo tentando achar minha veia do que de fato tirando o sangue.

 

Eu estava esperando uma experiência totalmente diferente, envolvendo dor, tontura e medo. Que nada! Foi super tranquilo. Depois, elas te passam uma folhinha com alguns cuidados, como esperar 1h para dirigir e não dobrar o braço por vinte minutos, e você ainda ganha um lanchinho e suco para se reidratar e se recuperar.

 

Os absurdos na hora de doar sangue

 

Pena que nem tudo são flores. Provavelmente, todo mundo já escutou a história de que gay não pode doar sangue. E, bom, é meio que real. Depois da triagem clínica, recebi um papelzinho de auto exclusão. Ele indicava que seu sangue não é seguro se você teve relação homossexual, com prostituta no último ano, com portador de HIV, com um ou mais parceiros ocasionais ou desconhecidos ou é usuário de droga injetável.

 

Vamos deixar claro: eu entendo que se você tem relação sexual com várias pessoas ao longo de um ano, principalmente, sem proteção, existe um risco. Seja você hétero, gay, bi ou lésbica. Agora, eu não entendo como uma pessoa homossexual não poderia doar sangue se tem um parceiro fixo e saudável. Ou, então, se protege e tem todos os exames perfeitos.

 

Isso pega, especialmente, para homens gays. Um hétero que fez sexo sem camisinha pode doar sangue no Brasil, enquanto um gay que usou preservativo não pode doar sangue por um ano após sua última relação sexual. Transcrevo abaixo uma notícia de outubro de 2017 na BBC:

 

O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apoiados pela Advocacia-Geral da União e por diretores de hemocentros brasileiros, argumentam na ação que o veto temporário à doação por homens gays se baseia em estudos científicos sobre o “perfil epidemiológico dos grupos e situações, constatando aumento do risco de infecção em determinadas circunstâncias” envolvendo esses homens.

 

Não é o que acredita o PSB, partido autor da ação direta de inconstitucionalidade nº 5543, e outras organizações que também pedem o fim da medida, entre elas a Procuradoria-Geral da República, a Defensoria Pública da União, o Ordem dos Advogados do Brasil e grupos de defesa de direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT).

 

O PSB diz que, na prática, a norma impede que homossexuais doem sangue de forma permanente e que isso revelaria um “absurdo tratamento discriminatório por parte do Poder Público em função da orientação sexual”.

 

O advogado Rafael Carneiro, que assina a petição do partido, defende que a política “ofende a dignidade humana e gera discriminação”. “O maior risco de contaminação decorre da atividade sexual, não da orientação homossexual. Um heterossexual também pode ter relação anal sem camisinha e estar sujeito ao mesmo perigo que um homossexual”.

 

O engraçado é que a ANVISA publicou em 2011 uma Portaria, complementar à resolução considerada discriminatória, dizendo que “A orientação sexual (heterossexualidade, bissexualidade, homossexualidade) não deve ser usada como critério para seleção de doadores de sangue, por não constituir risco em si própria”.

 

Parece que os bancos de sangue estão sempre cheios, não é? Que ninguém morre por precisar de doação de sangue 🤔 De qualquer forma…

 

Por que é importante doar sangue pela primeira vez e manter esse hábito?

 

Eu não quero esperar que alguém querido precise de uma transfusão de sangue para optar por esse ato de gentileza, cidadania e humanidade. Cerca de 2% da população no Brasil doa sangue, o que não é o suficiente, pois ainda há uma carência muito grande nos hemocentros. A falta de sangue pode levar a morte de alguém que sofreu um acidente, teve graves queimaduras, passou por cirurgias ou, então, tem leucemia, anemia, câncer, entre outras doenças.

 

Seu sangue pode salvar vidas. E isso basta.

 

Doar sangue pela primeira vez (ou outras vezes) não dói, não emagrece, não afina ou engrossa o sangue como dizem, não oferece nenhum risco e não te prejudica em nadinha. Pra você, vai ser menos de 1 hora. Pra quem recebe, é uma vida. Doar sangue nada mais é do que um ato de amor ao próximo ❤

 

Como foi a sua experiência ao doar sangue pela primeira vez? Caso ainda não tenha feito, sente vontade? Espero que esse poste te ajude com um empurrãozinho! 😊

 

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Vem passear na categoria Experiências ❤

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DOAR SANGUE PELA PRIMEIRA VEZ COLSAN

Como é doar sangue pela primeira vez?

1º A escolha do posto de coleta

 

Muito cuidado com o Google nessa hora, pois muitos dos lugares estão desatualizados. Eu fui em dois na região da Vila Mariana e Santa Cruz (Hospital Albert Einstein e Hospital Santa Cruz) e ambos não faziam mais ou nunca fizeram a coleta. Para se sentir mais segura, pesquise opiniões, veja se conhecer o hospital, procure imagens, o que precisar.

 

Eu fui no Colsan, Associação Beneficente de Coleta de Sangue, do Tatuapé. Eles tem outras unidades espalhadas por São Paulo, as quais você consegue ver no site. Para mais postos de coleta pela cidade, clique aqui.

 

2º Cuidados antes de doar

 

Muita gente acha que você precisa ir doar sangue em jejum, mas, pelo contrário, é importante ter se alimentado antes, evitando apenas alimentos gordurosos 3 horas antes. Além disso, existem outros cuidados como não ter ingerido álcool nas 12 horas anteriores ou algumas medicações específicas, ter dormido bem e estar, no geral em boas condições de saúde. Pesquise bem sobre os critérios de inclusão e exclusão.

 

3º Na recepção, pré-triagem e triagem clínica

DOAR SANGUE PELA PRIMEIRA VEZ ENTRVISTA

Vou contar aqui como foi no Colsan, mas os processos podem ser diferentes em outros lugares. Primeiro, passei minhas informações pessoais para a recepcionista, que me encaminhou para a pré-triagem. Lá, me pesaram, conferiram meu pulso, pressão, febre, altura e fizeram um teste de anemia com uma picadinha no dedo que “doeu” mais do que a própria doação de sangue.

 

Depois, fui encaminhada para a entrevista que dura cerca de 5 minutos. São várias perguntas, dentre elas: dormiu bem? Toma alguma medicação? Tem diabetes? Fez alguma extração dentária? Tem filhos? Tem piercing ou tatuagens? E por aí vai. Estando de acordo com todos os critérios, você vai para a sala de coleta.

 

4º Sala de coleta

DOAR SANGUE PELA PRIMEIRA VEZ DÓI?

É uma sala amigável, com cadeiras confortáveis e reclináveis e uma TV ligada, é claro, na Globo. Tudo bem limpo e seguro. As enfermeiras foram muito simpáticas e cuidadosas.

 

No geral, eu não tenho exatamente medo de agulhas, tenho, na verdade, medo de passar mal, pois toda vez que faça exame de sangue em jejum fico tonta. Comentei isso com uma das enfermeiras e pedi para que abaixassem minha cadeira até o máximo. Isso ajudou muito! Não fiquei tonta, me sentindo fraca ou enjoada.

 

O processo é o mesmo que realizar exame de sangue. Pressão no braço, limpeza e agulha. A única diferença que você permanece abrindo e fechando a mão, enquanto seu sangue segue para a bolsinha. Como tenho menos que 55 quilos, o total coletado foi de 405ml de sangue.

 

Não senti dor no braço, apenas uma aflição, já que tinha um objeto estranho na minha pele. A coleta durou, no máximo, 10 minutos. Ficaram mais tempo tentando achar minha veia do que de fato tirando o sangue.

 

Eu estava esperando uma experiência totalmente diferente, envolvendo dor, tontura e medo. Que nada! Foi super tranquilo. Depois, elas te passam uma folhinha com alguns cuidados, como esperar 1h para dirigir e não dobrar o braço por vinte minutos, e você ainda ganha um lanchinho e suco para se reidratar e se recuperar.

 

Os absurdos na hora de doar sangue

 

Pena que nem tudo são flores. Provavelmente, todo mundo já escutou a história de que gay não pode doar sangue. E, bom, é meio que real. Depois da triagem clínica, recebi um papelzinho de auto exclusão. Ele indicava que seu sangue não é seguro se você teve relação homossexual, com prostituta no último ano, com portador de HIV, com um ou mais parceiros ocasionais ou desconhecidos ou é usuário de droga injetável.

 

Vamos deixar claro: eu entendo que se você tem relação sexual com várias pessoas ao longo de um ano, principalmente, sem proteção, existe um risco. Seja você hétero, gay, bi ou lésbica. Agora, eu não entendo como uma pessoa homossexual não poderia doar sangue se tem um parceiro fixo e saudável. Ou, então, se protege e tem todos os exames perfeitos.

 

Isso pega, especialmente, para homens gays. Um hétero que fez sexo sem camisinha pode doar sangue no Brasil, enquanto um gay que usou preservativo não pode doar sangue por um ano após sua última relação sexual. Transcrevo abaixo uma notícia de outubro de 2017 na BBC:

 

O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apoiados pela Advocacia-Geral da União e por diretores de hemocentros brasileiros, argumentam na ação que o veto temporário à doação por homens gays se baseia em estudos científicos sobre o “perfil epidemiológico dos grupos e situações, constatando aumento do risco de infecção em determinadas circunstâncias” envolvendo esses homens.

 

Não é o que acredita o PSB, partido autor da ação direta de inconstitucionalidade nº 5543, e outras organizações que também pedem o fim da medida, entre elas a Procuradoria-Geral da República, a Defensoria Pública da União, o Ordem dos Advogados do Brasil e grupos de defesa de direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT).

 

O PSB diz que, na prática, a norma impede que homossexuais doem sangue de forma permanente e que isso revelaria um “absurdo tratamento discriminatório por parte do Poder Público em função da orientação sexual”.

 

O advogado Rafael Carneiro, que assina a petição do partido, defende que a política “ofende a dignidade humana e gera discriminação”. “O maior risco de contaminação decorre da atividade sexual, não da orientação homossexual. Um heterossexual também pode ter relação anal sem camisinha e estar sujeito ao mesmo perigo que um homossexual”.

 

O engraçado é que a ANVISA publicou em 2011 uma Portaria, complementar à resolução considerada discriminatória, dizendo que “A orientação sexual (heterossexualidade, bissexualidade, homossexualidade) não deve ser usada como critério para seleção de doadores de sangue, por não constituir risco em si própria”.

 

Parece que os bancos de sangue estão sempre cheios, não é? Que ninguém morre por precisar de doação de sangue 🤔 De qualquer forma…

 

Por que é importante doar sangue pela primeira vez e manter esse hábito?

 

Eu não quero esperar que alguém querido precise de uma transfusão de sangue para optar por esse ato de gentileza, cidadania e humanidade. Cerca de 2% da população no Brasil doa sangue, o que não é o suficiente, pois ainda há uma carência muito grande nos hemocentros. A falta de sangue pode levar a morte de alguém que sofreu um acidente, teve graves queimaduras, passou por cirurgias ou, então, tem leucemia, anemia, câncer, entre outras doenças.

 

Seu sangue pode salvar vidas. E isso basta.

 

Doar sangue pela primeira vez (ou outras vezes) não dói, não emagrece, não afina ou engrossa o sangue como dizem, não oferece nenhum risco e não te prejudica em nadinha. Pra você, vai ser menos de 1 hora. Pra quem recebe, é uma vida. Doar sangue nada mais é do que um ato de amor ao próximo ❤

 

Como foi a sua experiência ao doar sangue pela primeira vez? Caso ainda não tenha feito, sente vontade? Espero que esse poste te ajude com um empurrãozinho! 😊

 

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6 Comentários em “Doar sangue pela primeira vez, como funciona?”


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Mariana

Nossa, que legal ver que não é tão aterrorizante assim! Morro de vontade de doar sangue, mas como tenho 16 anos vou ter que esperar mais um pouquinho… Achei lindo o que você falou, realmente, uma hora do nosso dia significa a vida de alguém. Acho que não tem coisa mais bonita e acessível de se fazer.
Fiquei surpresa com a porcentagem, pois achei que mais gente costumava doar. Por fim, acho essa questão dos homossexuais muito errada, espero que percebam que não há sentido em proibi-los de doar sangue.
Ótimo post, beijos! ♡

Luana

16 anos você pode com autorização dos pais! 🙂 <3
Que bom que gostou do post! ♡

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