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12 julho, 2016

Ontem eu limpei o meu armário. Estava com isso na cabeça há algumas semanas e, depois de lavar e passar todas as roupinhas sujas, coloquei o pensamento em prática. Minha ideia inicial era entrar no desafio da Carla: viver com 100 peças por um ano. Desde que me encontrei com ela e outras lindezas na casa da Clara (do grupo amor Blogueiras – Inspiração e Interação), fiquei me questionando: será que consigo? Bom, decidi tentar.

DESAPEGANDO LIMPEZA NO GUARDA-ROUPA

Pensei em separar roupas para doação e, então, contar quantas sobraram. A última limpeza que fiz nas minhas roupas foi no começo do ano e, mesmo assim, eu tirei muita, mas muita coisa. Foram três pilhas de peças que estavam paradas, criando teias de aranha imaginárias. Um terço vai para o Enjoei, o resto para quem precisa. Aliás, vem visitar minha lojinha

 

A vozinha do apego, no entanto, estava lá, sussurrando na minha mente: dá uma chance a esse vestido, mas essa saia é tão bonita, você pode usar essa blusa para dormir. Dessa vez, fui firme e, de fato, tirei tudo o que não uso – ou que não usei desde a limpa em Janeiro. Não, eu não vou usar mais esse shorts. Não, esse vestido não combina comigo. Não, bye bye calça vermelha que eu usei uma única vez na vida.

DESAPEGANDO LIMPEZA NO GUARDA-ROUPA

Peças que vão seguir outros caminhos!

 

Com o armário organizado e as roupas separadas, veio o alívio. Vocês também não adoram limpar o guarda-roupa? Não parece que a vida fica um pouquinho mais leve? Como disse nesse vídeo aqui, em que desapeguei de muitas das minhas maquiagens, limpar significa abrir espaço para coisas novas. E melhores. O ato de desapegar, deixar ir, é muito bonito. Não é à toa que despegar, no dicionário, significa libertar-se.

 

Por isso, decidi (quase) entrar no desafio da Carla. O modo como eu sou apegada às coisas materiais não condiz com o rumo que quero dar a minha vida. Um caminho equilibrado, com menos ego, mais leveza. “A mente deve sempre ficar livre de apegos, como um riacho de montanha que corre livremente, sem restrições”, como diz um livro que gosto muito, A Essência de Buda. Nele, aprendi que o grande erro do ser humano é encontrar satisfação nas coisas, não em pessoas, momentos, em si mesmo. Não entender que as coisas vem e vão é procurar pelo sofrimento. E por que eu não conseguia entender isso de vez?

 

Fato é que eu ainda não consigo. Comprar uma blusa na Forever 21 ainda me deixa feliz, principalmente quando é um cropped escrito hands off. Por outro lado, eu me desprendi bastante do meu consumismo em excesso e aprendi a dizer não, mesmo com uma dorzinha, ao que eu não preciso, ao que não tem um porquê convincente. Um exemplo? Um vestido lindo listrado que eu estava namorando há meses na Renner por um preço ok. Experimentei, gostei, pensei, repensei e disse não, eu tenho vestidos o suficiente. Palmas para Luana. Há alguns meses, eu jamais deixaria o vestido na loja. Eu ainda sou um pouquinho consumista? Sim, senhora. Me rendo, às vezes, a coisas inúteis? Com certeza. Mas quem disse que seria fácil e rápido, não é mesmo?  

DESAPEGANDO LIMPEZA NO GUARDA-ROUPADESAPEGANDO LIMPEZA NO GUARDA-ROUPA

Retratos de um guarda-roupa mais leve

 

O primeiro passo eu dei: abrir o armário e tirar dele o que estava ocupando espaço desnecessário. O problema foi quando eu comecei a contar e percebi que sobraram cerca de 140 peças. Sem pijamas e lingerie, 120 se você deixar de contar as blusinhas e shorts largados e velhos para ficar em casa. Minha ideia inicial, então, caiu por terra. Não consegui decidir quais peças tirar para entrar no desafio. Mas no frio vou precisar dessa blusa, esse vestido é uma graça, e se eu for em uma festa mais chique… Lá vem a vozinha outra vez. Que difícil escolher só 100!

 

Chegamos a um outro problema: a cobrança que eu tenho de mim mesma. Ao invés de ser algo leve, escolher 100 peças começou a ter um peso que eu não esperava. E se eu falhasse? E se me arrependesse? E se, realmente, precisasse de algo que tirei? E se, e se, e se? Sim, tenho essa cobrança louca por tudo. Mas, tudo bem, é algo que eu e minha psicóloga estamos trabalhando.

 

No fim, para acalmar minha consciência, eu contei quantas roupas tirei: 80. Quase 100. Eu estou passando para frente 80 peças, sem sofrimento. Como se fosse o desafio ao contrário. E isso me fez achar justo continuar com as 140. Certo, com uma condição: sem comprar nada por um ano. Se eu ganhar algo, uma peça sai. Porque 140, sem dúvidas, é mais do que o suficiente para viver os 365 do ano alegre e contente. E caso eu precise comprar realmente (vai que), que seja de lojas conscientes, de minas empreendedoras! 

DESAPEGANDO LIMPEZA NO GUARDA-ROUPADESAPEGANDO LIMPEZA NO GUARDA-ROUPA

Vestidinhos, peças de frio e o cobertor do Frederico no espelho 🙂 

 

Não consegui entrar no desafio, mas, ao menos, adaptei o conceito. E, olhem só, funcionou, estou me sentindo mais leve. Se eu vou conseguir não comprar nada? Aí é outra história, que fica para um próximo post. Quem sabe um dia não me dê a louca e eu escolha as 100 de repente? Um passinho de tartaruga de cada vez.

 

De qualquer maneira, fiquei feliz com as minhas escolhas e progressos. Tirei o que não precisava sem dor, sem pensar duas vezes. Sem apego. Não foi uma ou outra coisinha, foram 80 peças. E eu sei que as 140 que sobraram irão cumprir o papel delas: expressar a minha personalidade, estimular a minha criatividade e fazer com que eu me sinta bem em frente ao espelho.

 

E, vocês, também gostam de limpar o guarda-roupa? Conseguiriam escolher 100 peças? Já fizeram algum desafio parecido? São familiarizadas com a ideia do desapego budista? Ufa, quantas perguntas, vamos conversar nos comentários, que tal?  

 

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Ontem eu limpei o meu armário. Estava com isso na cabeça há algumas semanas e, depois de lavar e passar todas as roupinhas sujas, coloquei o pensamento em prática. Minha ideia inicial era entrar no desafio da Carla: viver com 100 peças por um ano. Desde que me encontrei com ela e outras lindezas na casa da Clara (do grupo amor Blogueiras – Inspiração e Interação), fiquei me questionando: será que consigo? Bom, decidi tentar.

DESAPEGANDO LIMPEZA NO GUARDA-ROUPA

Pensei em separar roupas para doação e, então, contar quantas sobraram. A última limpeza que fiz nas minhas roupas foi no começo do ano e, mesmo assim, eu tirei muita, mas muita coisa. Foram três pilhas de peças que estavam paradas, criando teias de aranha imaginárias. Um terço vai para o Enjoei, o resto para quem precisa. Aliás, vem visitar minha lojinha

 

A vozinha do apego, no entanto, estava lá, sussurrando na minha mente: dá uma chance a esse vestido, mas essa saia é tão bonita, você pode usar essa blusa para dormir. Dessa vez, fui firme e, de fato, tirei tudo o que não uso – ou que não usei desde a limpa em Janeiro. Não, eu não vou usar mais esse shorts. Não, esse vestido não combina comigo. Não, bye bye calça vermelha que eu usei uma única vez na vida.

DESAPEGANDO LIMPEZA NO GUARDA-ROUPA

Peças que vão seguir outros caminhos!

 

Com o armário organizado e as roupas separadas, veio o alívio. Vocês também não adoram limpar o guarda-roupa? Não parece que a vida fica um pouquinho mais leve? Como disse nesse vídeo aqui, em que desapeguei de muitas das minhas maquiagens, limpar significa abrir espaço para coisas novas. E melhores. O ato de desapegar, deixar ir, é muito bonito. Não é à toa que despegar, no dicionário, significa libertar-se.

 

Por isso, decidi (quase) entrar no desafio da Carla. O modo como eu sou apegada às coisas materiais não condiz com o rumo que quero dar a minha vida. Um caminho equilibrado, com menos ego, mais leveza. “A mente deve sempre ficar livre de apegos, como um riacho de montanha que corre livremente, sem restrições”, como diz um livro que gosto muito, A Essência de Buda. Nele, aprendi que o grande erro do ser humano é encontrar satisfação nas coisas, não em pessoas, momentos, em si mesmo. Não entender que as coisas vem e vão é procurar pelo sofrimento. E por que eu não conseguia entender isso de vez?

 

Fato é que eu ainda não consigo. Comprar uma blusa na Forever 21 ainda me deixa feliz, principalmente quando é um cropped escrito hands off. Por outro lado, eu me desprendi bastante do meu consumismo em excesso e aprendi a dizer não, mesmo com uma dorzinha, ao que eu não preciso, ao que não tem um porquê convincente. Um exemplo? Um vestido lindo listrado que eu estava namorando há meses na Renner por um preço ok. Experimentei, gostei, pensei, repensei e disse não, eu tenho vestidos o suficiente. Palmas para Luana. Há alguns meses, eu jamais deixaria o vestido na loja. Eu ainda sou um pouquinho consumista? Sim, senhora. Me rendo, às vezes, a coisas inúteis? Com certeza. Mas quem disse que seria fácil e rápido, não é mesmo?  

DESAPEGANDO LIMPEZA NO GUARDA-ROUPADESAPEGANDO LIMPEZA NO GUARDA-ROUPA

Retratos de um guarda-roupa mais leve

 

O primeiro passo eu dei: abrir o armário e tirar dele o que estava ocupando espaço desnecessário. O problema foi quando eu comecei a contar e percebi que sobraram cerca de 140 peças. Sem pijamas e lingerie, 120 se você deixar de contar as blusinhas e shorts largados e velhos para ficar em casa. Minha ideia inicial, então, caiu por terra. Não consegui decidir quais peças tirar para entrar no desafio. Mas no frio vou precisar dessa blusa, esse vestido é uma graça, e se eu for em uma festa mais chique… Lá vem a vozinha outra vez. Que difícil escolher só 100!

 

Chegamos a um outro problema: a cobrança que eu tenho de mim mesma. Ao invés de ser algo leve, escolher 100 peças começou a ter um peso que eu não esperava. E se eu falhasse? E se me arrependesse? E se, realmente, precisasse de algo que tirei? E se, e se, e se? Sim, tenho essa cobrança louca por tudo. Mas, tudo bem, é algo que eu e minha psicóloga estamos trabalhando.

 

No fim, para acalmar minha consciência, eu contei quantas roupas tirei: 80. Quase 100. Eu estou passando para frente 80 peças, sem sofrimento. Como se fosse o desafio ao contrário. E isso me fez achar justo continuar com as 140. Certo, com uma condição: sem comprar nada por um ano. Se eu ganhar algo, uma peça sai. Porque 140, sem dúvidas, é mais do que o suficiente para viver os 365 do ano alegre e contente. E caso eu precise comprar realmente (vai que), que seja de lojas conscientes, de minas empreendedoras! 

DESAPEGANDO LIMPEZA NO GUARDA-ROUPADESAPEGANDO LIMPEZA NO GUARDA-ROUPA

Vestidinhos, peças de frio e o cobertor do Frederico no espelho 🙂 

 

Não consegui entrar no desafio, mas, ao menos, adaptei o conceito. E, olhem só, funcionou, estou me sentindo mais leve. Se eu vou conseguir não comprar nada? Aí é outra história, que fica para um próximo post. Quem sabe um dia não me dê a louca e eu escolha as 100 de repente? Um passinho de tartaruga de cada vez.

 

De qualquer maneira, fiquei feliz com as minhas escolhas e progressos. Tirei o que não precisava sem dor, sem pensar duas vezes. Sem apego. Não foi uma ou outra coisinha, foram 80 peças. E eu sei que as 140 que sobraram irão cumprir o papel delas: expressar a minha personalidade, estimular a minha criatividade e fazer com que eu me sinta bem em frente ao espelho.

 

E, vocês, também gostam de limpar o guarda-roupa? Conseguiriam escolher 100 peças? Já fizeram algum desafio parecido? São familiarizadas com a ideia do desapego budista? Ufa, quantas perguntas, vamos conversar nos comentários, que tal?  

 

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➳ O que aprendemos em Forks Over Knifes (Troque a Faca pelo Garfo)

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15 Comentários em “Desapegando: limpeza no guarda-roupa”


Samira Oliveira

Eu sempre faço essas limpas no guarda roupa, mas sempre o que vai pra frente são roupas da minha tia que surrupiei do guarda roupa dela kkk ou vestidos que eu não curto mais. Mas as camisetas que eu uso sem cansar não consigo nem pensar em me desfazer haha amo muito elas! Adoro essa filosofia budista e sempre tento colocar em prática – menos com as camisetas do meu coração rs.
Ah eu queria muito ter ido nesse encontrinho com vocês! Espero que no próximo eu esteja em SP <3
Suas fotos ficaram uma graça e poxa, 80 peças fora do ármario já uma grande coisa, parabéns mozão 🙂
beijão

Luana

Tem coisas que acabam tendo apego emocional né?
Tomara que você possa ir, sim! ♥

Julia Melo

Lu, sinto que desde que te conheci na blogosfera venho acompanhando o seu crescimento e crescendo junto com você. O blog é um dos meus xodós nessa infinidade de blogs e te ver, cada dia mais se conectando com o que realmente importa é tão lindinho e inspirador. Você é um doce de pessoa!

Ah, eu te indiquei para responder uma tag lá no blog.

Beijos,

porfavorjulia.com

Luana

Que amorzinho ♥♥♥ Fiquei muito feliz!

Ju Maria

Oi Lu, eu preciso fazer uma limpeza tbm e desapegar, o último desafio que fiz foi diminuir a quantidade de roupas, aquela mania de todo mês comprar, sabe? Adorei seu blog!!!

Insta: @jumaria85
Snap: @jumariiaa

Luana

Que bom, Ju ♥

Fran Oliveira

Esses dias enquanto arrumava meu guarda-roupa vir que tenho que desapegar de muitas peças, que eu nunca usei, apenas comprei e deixei guardado. Não sei se eu conseguiria ser tão firme igual a você, acho que eu desistiria na hora. Parabéns para você ter conseguido ser desfazer de 80 peças, isso não é pra qualquer um não hahaha Com certeza, muitas pessoas vão ficar feliz com essas novas peças. Gostei desse desafio, vou ver se consigo.
Beijos,
http://www.dosedeilusao.com

Luana

Tente! É desafiador 🙂 ♥

Ju Faria

Oiiii <3
Adorei o post! Eu adoro fazer limpeza no meu guarda roupa. Sempre tive na minha cabeça que preciso desocupar lugares no meu guarda roupa para poder ter novas peças. Então eu sempre estou tirando uma peça ou outra e doando para quem precisa ou passando para as primas mais novas haha.
Adorei o seu desafio e achei que foi super válido!!! Parabéns pela iniciativa haha
Grande beijo
<3
ajufaria.blogspot.com.br

Luana

Eba! ♥ Está certissima, Ju!

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