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21 março, 2016

Caminhando pela Avenida Paulista em uma quinta-feira, em meio ao caos que reinou naquela região durante a última semana, eu tive a certeza de que o feminismo mudou a minha vida, que nele está a minha esperança e que nas mulheres eu deposito a minha fé. Eu passei por aquelas pessoas de camisa verde e amarela pensando em como eu gostaria que todas estivessem no mesmo auditório que eu quinze minutos atrás.

FEMINISMO ME SALVOU

Pois que é nas mulheres que deposito minha fé e a elas rezo para merecer essa irmandade. Às mulheres que teceram, no anonimato ou na infâmia, os espaços que ocupo, eu oriento as minhas orações: que eu possa ser filha, mãe e irmã de todas que encontrar, pois que é nas mulheres que deposito minha fé. Nos ventres redondos, seios fartos, braços musculosos ou pernas fortes. Ou nos corpos frágeis recendendo suavidade. Não importa. Pois que é nas mulheres que deposito minha fé. E elas ensinam e me ensinaram a nunca recriminar uma mulher livre, a nunca me reduzir em feminilidades, a nunca acreditar nas mentiras dos que definem, a nunca calar diante do desamor. Pois que é nas mulheres que eu deposito minha fé e serão elas a me guiar nas trilhas incertas que abrimos juntas. E que possa perpetuar a dívida eterna doando o que recebi a outras mulheres, nas quais deposito a minha fé.

Trecho da poesia Devoção de Laura Moreira.

 

Esse sentimento positivo é resultado da Semana de Mulher e Mídia organizada pela frente feminista da minha faculdade. O último dia de debate fez com que eu tivesse vontade de mandar uma mensagem para o meu professor de filosofia do colegial dizendo: eu lamento o seu machismo, mas muito obrigada por ter cutucado a minha vontade de lutar, por ter acordado a feminista dentro de mim e por ter me feito procurar sobre o movimento que me salvou. Porque, sim, o feminismo me salvou. Me salvou da garotinha de 14 anos insegura, depressiva, que se achava incapaz e inferior. Me salvou da submissão, de possíveis abusos e de uma mente fechada.

 

Eu saí daquele auditório desejando gritar para quem quisesse ouvir sobre o feminismo, com vontade de abraçar várias mulheres e chamá-las de irmãs, de fazer algo diferente. De ser a diferença. E acredito que todas que estavam escutando aqueles relatos se sentiram assim, com o coração acolhido e a força multiplicada.

 

Em vários momentos, me emocionei enquanto aquelas quatro mulheres falavam. Chorei de felicidade. E me emociono novamente ao me lembrar da sensação de ser compreendida, de ser livre, apesar de tudo ao nosso redor tentar nos aprisionar. O feminismo é a única coisa que não me obrigada a nada, que não me atribui funções, que não me rebaixa. O feminismo me exalta. E para quem está acostumada e se calar, ganhar voz (e ser escutada!) é sublime.

 

Percebi o quanto vale a pena lutar. O quanto vale a pena conversar sobre feminismo com qualquer mulher disposta a ouvir – ou, até mesmo, o quanto é importante insistir com paciência naquelas que se recusam. Percebi o quanto me orgulho de dizer que sou feminista. Com F maiúsculo. Percebi o quanto sou eu mesma e como eu também existo dentro de outras mulheres. Percebi como eu aprendi a escutar, ajudar, apoiar e o momento certo de recuar. O quanto somos poderosas lado a lado. Juntas. Irmãs.

 

Eu quero que mais e mais mulheres se sintam como eu naquela quinta-feira à noite. Que parem de fugir de si, que se amem tanto a ponto de criarem as próprias regras, de escolherem sem medo. Que se pertençam. Que se conheçam. Que se empoderem e se libertem. Quero mais mulheres feministas! Porque o feminismo me salvou. É nele que eu me agarro, é nele que está a minha esperança, é nele que eu me reconheço, que eu me entendo, que eu sou. É nele e em todas as mulheres que está o meu, o nosso poder.

 

O feminismo me salvou. Ele me parou quando eu estava correndo risco de matar a minha própria alma. Me fez viciar no espelho ao invés de fugir dele. Me fez parar de me contentar com pouco, e me fez ganhar muito. Me aproximou de quem vale a pena ter ao redor. Me deu as chaves das portas fechadas. Me escancarou tudo aquilo que eu não conseguia ver. O feminismo me devolveu a beleza de ser mulher. Me permitiu gozar da vida. Me fez conhecer meu corpo, meu ventre, meus medos. Me fez ouvir meu coração, meu estômago e a minha mete. Me aproximou de mim mesma. Me deu o poder de escolher. Me escancarou que eu posso ser tudo aquilo que eu quero ser.
Clara Rocca

 

Créditos ilustração: Sabrina Gevaerd

 

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💚 Vem ler sobre empoderamento, feminismo e movimento LGBT 💚

Vamos empoderar outras minas nas redes sociais:

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Caminhando pela Avenida Paulista em uma quinta-feira, em meio ao caos que reinou naquela região durante a última semana, eu tive a certeza de que o feminismo mudou a minha vida, que nele está a minha esperança e que nas mulheres eu deposito a minha fé. Eu passei por aquelas pessoas de camisa verde e amarela pensando em como eu gostaria que todas estivessem no mesmo auditório que eu quinze minutos atrás.

FEMINISMO ME SALVOU

Pois que é nas mulheres que deposito minha fé e a elas rezo para merecer essa irmandade. Às mulheres que teceram, no anonimato ou na infâmia, os espaços que ocupo, eu oriento as minhas orações: que eu possa ser filha, mãe e irmã de todas que encontrar, pois que é nas mulheres que deposito minha fé. Nos ventres redondos, seios fartos, braços musculosos ou pernas fortes. Ou nos corpos frágeis recendendo suavidade. Não importa. Pois que é nas mulheres que deposito minha fé. E elas ensinam e me ensinaram a nunca recriminar uma mulher livre, a nunca me reduzir em feminilidades, a nunca acreditar nas mentiras dos que definem, a nunca calar diante do desamor. Pois que é nas mulheres que eu deposito minha fé e serão elas a me guiar nas trilhas incertas que abrimos juntas. E que possa perpetuar a dívida eterna doando o que recebi a outras mulheres, nas quais deposito a minha fé.

Trecho da poesia Devoção de Laura Moreira.

 

Esse sentimento positivo é resultado da Semana de Mulher e Mídia organizada pela frente feminista da minha faculdade. O último dia de debate fez com que eu tivesse vontade de mandar uma mensagem para o meu professor de filosofia do colegial dizendo: eu lamento o seu machismo, mas muito obrigada por ter cutucado a minha vontade de lutar, por ter acordado a feminista dentro de mim e por ter me feito procurar sobre o movimento que me salvou. Porque, sim, o feminismo me salvou. Me salvou da garotinha de 14 anos insegura, depressiva, que se achava incapaz e inferior. Me salvou da submissão, de possíveis abusos e de uma mente fechada.

 

Eu saí daquele auditório desejando gritar para quem quisesse ouvir sobre o feminismo, com vontade de abraçar várias mulheres e chamá-las de irmãs, de fazer algo diferente. De ser a diferença. E acredito que todas que estavam escutando aqueles relatos se sentiram assim, com o coração acolhido e a força multiplicada.

 

Em vários momentos, me emocionei enquanto aquelas quatro mulheres falavam. Chorei de felicidade. E me emociono novamente ao me lembrar da sensação de ser compreendida, de ser livre, apesar de tudo ao nosso redor tentar nos aprisionar. O feminismo é a única coisa que não me obrigada a nada, que não me atribui funções, que não me rebaixa. O feminismo me exalta. E para quem está acostumada e se calar, ganhar voz (e ser escutada!) é sublime.

 

Percebi o quanto vale a pena lutar. O quanto vale a pena conversar sobre feminismo com qualquer mulher disposta a ouvir – ou, até mesmo, o quanto é importante insistir com paciência naquelas que se recusam. Percebi o quanto me orgulho de dizer que sou feminista. Com F maiúsculo. Percebi o quanto sou eu mesma e como eu também existo dentro de outras mulheres. Percebi como eu aprendi a escutar, ajudar, apoiar e o momento certo de recuar. O quanto somos poderosas lado a lado. Juntas. Irmãs.

 

Eu quero que mais e mais mulheres se sintam como eu naquela quinta-feira à noite. Que parem de fugir de si, que se amem tanto a ponto de criarem as próprias regras, de escolherem sem medo. Que se pertençam. Que se conheçam. Que se empoderem e se libertem. Quero mais mulheres feministas! Porque o feminismo me salvou. É nele que eu me agarro, é nele que está a minha esperança, é nele que eu me reconheço, que eu me entendo, que eu sou. É nele e em todas as mulheres que está o meu, o nosso poder.

 

O feminismo me salvou. Ele me parou quando eu estava correndo risco de matar a minha própria alma. Me fez viciar no espelho ao invés de fugir dele. Me fez parar de me contentar com pouco, e me fez ganhar muito. Me aproximou de quem vale a pena ter ao redor. Me deu as chaves das portas fechadas. Me escancarou tudo aquilo que eu não conseguia ver. O feminismo me devolveu a beleza de ser mulher. Me permitiu gozar da vida. Me fez conhecer meu corpo, meu ventre, meus medos. Me fez ouvir meu coração, meu estômago e a minha mete. Me aproximou de mim mesma. Me deu o poder de escolher. Me escancarou que eu posso ser tudo aquilo que eu quero ser.
Clara Rocca

 

Créditos ilustração: Sabrina Gevaerd

 

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10 Comentários em “No feminismo está a minha esperança”


Carol

Ótimo texto! Sofro de anorexia e encontro muitas vezes força nas palavras do feminismo para sair dessa :)
Beijos
BlogCarolNM
FanPage

Luana

Carol, estamos juntas! Qualquer coisa estou aqui viu? ♥

Luana

Carol, estamos juntas! Qualquer coisa, estou aqui ♥

Luana Souza

que texto mais verdadeiro!
sério, eu me considero feminista e fico muito irritada quando alguém diz que feminismo é ‘superioridade feminina” :v é um meio da gente se valorizar, de mostrarmos nossa força e também de pregar a IGUALDADE! 😀
amei seu texto, parabéns! <3
beijos :*
http://memorialices.blogspot.com.br/

Luana

Obrigada, linda! ♥ Estamos juntas!

Carla Profeta

As vezes dá um desanimo, vontade de deixar pra lá. Mas aí vem alguma inspiração e levanta a gente, mostra que n devemos deixar nunca de lado nossos ideais!

texto inspirador!

bjs!

Luana

Obrigada, Carla! E que feminismo continue sendo a minha e a fonte força de muitas outras mulheres <3

Rafaela

Esse post foi o abraço virtual mais aconchegante que eu recebi em muito tempo, isso foi tão forte e tão lindo que eu me senti muito bem, obrigada! <3

Luana

Rafa, linda, que bom! ♥ Era exatamente isso que eu queria passar ♥

Verdades que ninguém te conta sobre o feminismo! l Entre Anas

[…] ajuda e forme as suas opiniões. O feminismo é o único lugar desse universo que não irá te cobrar […]


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