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25 dezembro, 2016

Eu pensei em fazer esse post antes do natal, com dicas de como lidar com comentários machistas, homofóbicos, racistas, gordofóbicos, entre outros. Porém, ao fim deste 25 de dezembro, a única coisa que eu tenho a dizer é: não se cale, nem mesmo nas festas de fim de ano. Eu sei que esse pode não parecer o espírito natalino de união, mas comportamentos assim não devem passar despercebidos. Já diria Paola Carosella: vamos acender a luz na cara deles. Nem que seja o pisca pisca da árvore de natal.

NÃO SE CALE NEM MESMO NAS FESTAS DE FIM DE ANO - MACHISMO FIM DE ANO

Ok, não estou te pedindo para começar uma briga no meio da ceia. Não é a ideia jogar pratos para o alto e gritar ofensas. Mas não é justo que discursos errados se repitam todos os anos, sem que ninguém levante a voz para dizer: ei, você está equivocado. Porque discurso de ódio não é opinião. Se o seu tio está sendo machista, ele merece escutar tanto quanto aquele conhecido falando que lugar de mulher é na cozinha. Se seu primo está sendo lesbofóbico, esqueça as risadinhas constrangidas, ele também merece escutar como aquele moço aleatório no facebook comentando que Jesus criou o homem e a mulher (só escrevendo isso meus olhos se reviram).

 

Não releve porque é fim de ano atitudes que no dia a dia machucam, oprimem, excluem, matam. Se o machismo (e outros) não tira férias de fim de ano, por que a sua militância iria? Você não pode se calar. São os comportamentos errados que devem mudar. Não é você que tem que retirar da sala quando começam as piadas e comentários desnecessários, são essas piadas e comentários que precisam acabar.

 

Festas de fim de ano não são para causar angústia ou receio. É uma época para ser grato, relembrar momentos bons e estar com quem se ama – além de comer muito, é claro. Só que desde quando amor é motivo para dar um passo para trás e ignorar tudo aquilo o que você acredita? Família é café com leite? De novo: não estou falando para começar uma terceira guerra mundial, apenas diga a sua opinião sempre que julgar necessário. Explique. Com calma e respeito. Tente ser didática. Entenda que não se muda um pensamento da noite para o dia. Pense nas idades, nos contextos. E se não funcionar, mude o assunto.

 

Devo admitir, no entanto, que eu não sou a pessoa mais serena e pacífica do mundo. Mas eu não me calo. Nunca. Mando ficar quieto, falo que foi machista, mostro como estou incomodada, levanto a voz que tanto tentam me tirar os outros dias do ano. Afinal, se ninguém avisar para esse primo que ele está errado, o filho dele reproduzir o mesmo comportamento. E assim vai. De piadinha em piadinha, criando uma sociedade que objetifica, humilha, explora, oprime e cala tantas pessoas. Eu, como mulher e bissexual, vou levantar bandeiras até mesmo nas festas de fim de ano. Decoradas com o bom velhinho e guirlandas, mas vou. Doa a quem doer. 

 

Não deixe acontecer dentro da sua família o que você repudia na rua.

 

E que em 2017 eu não precise ressuscitar esse texto, que você não precise colocá-lo em prática e que certa pessoa da minha família enxergue seu machismo e homofobia. 

 

Será que existem milagres natalinos?

 

Créditos imagem: Veronica Dearly.

especial-de-natal-

💚 Vem ler mais sobre feminismo 💚

Vamos lutar contra o patriarcado nas redes sociais:

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Eu pensei em fazer esse post antes do natal, com dicas de como lidar com comentários machistas, homofóbicos, racistas, gordofóbicos, entre outros. Porém, ao fim deste 25 de dezembro, a única coisa que eu tenho a dizer é: não se cale, nem mesmo nas festas de fim de ano. Eu sei que esse pode não parecer o espírito natalino de união, mas comportamentos assim não devem passar despercebidos. Já diria Paola Carosella: vamos acender a luz na cara deles. Nem que seja o pisca pisca da árvore de natal.

NÃO SE CALE NEM MESMO NAS FESTAS DE FIM DE ANO - MACHISMO FIM DE ANO

Ok, não estou te pedindo para começar uma briga no meio da ceia. Não é a ideia jogar pratos para o alto e gritar ofensas. Mas não é justo que discursos errados se repitam todos os anos, sem que ninguém levante a voz para dizer: ei, você está equivocado. Porque discurso de ódio não é opinião. Se o seu tio está sendo machista, ele merece escutar tanto quanto aquele conhecido falando que lugar de mulher é na cozinha. Se seu primo está sendo lesbofóbico, esqueça as risadinhas constrangidas, ele também merece escutar como aquele moço aleatório no facebook comentando que Jesus criou o homem e a mulher (só escrevendo isso meus olhos se reviram).

 

Não releve porque é fim de ano atitudes que no dia a dia machucam, oprimem, excluem, matam. Se o machismo (e outros) não tira férias de fim de ano, por que a sua militância iria? Você não pode se calar. São os comportamentos errados que devem mudar. Não é você que tem que retirar da sala quando começam as piadas e comentários desnecessários, são essas piadas e comentários que precisam acabar.

 

Festas de fim de ano não são para causar angústia ou receio. É uma época para ser grato, relembrar momentos bons e estar com quem se ama – além de comer muito, é claro. Só que desde quando amor é motivo para dar um passo para trás e ignorar tudo aquilo o que você acredita? Família é café com leite? De novo: não estou falando para começar uma terceira guerra mundial, apenas diga a sua opinião sempre que julgar necessário. Explique. Com calma e respeito. Tente ser didática. Entenda que não se muda um pensamento da noite para o dia. Pense nas idades, nos contextos. E se não funcionar, mude o assunto.

 

Devo admitir, no entanto, que eu não sou a pessoa mais serena e pacífica do mundo. Mas eu não me calo. Nunca. Mando ficar quieto, falo que foi machista, mostro como estou incomodada, levanto a voz que tanto tentam me tirar os outros dias do ano. Afinal, se ninguém avisar para esse primo que ele está errado, o filho dele reproduzir o mesmo comportamento. E assim vai. De piadinha em piadinha, criando uma sociedade que objetifica, humilha, explora, oprime e cala tantas pessoas. Eu, como mulher e bissexual, vou levantar bandeiras até mesmo nas festas de fim de ano. Decoradas com o bom velhinho e guirlandas, mas vou. Doa a quem doer. 

 

Não deixe acontecer dentro da sua família o que você repudia na rua.

 

E que em 2017 eu não precise ressuscitar esse texto, que você não precise colocá-lo em prática e que certa pessoa da minha família enxergue seu machismo e homofobia. 

 

Será que existem milagres natalinos?

 

Créditos imagem: Veronica Dearly.

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8 Comentários em “Não se cale, nem mesmo nas festas de fim de ano”


Janaine Bagatini

Adorei o texto!! É muito importante manter a militância em todos os momentos. Mas acho bacana sempre lembrar que as pessoas não têm a mesma informação que você teve, e que você não se tornou feminista do dia para a noite. Além disso, as pessoas mais velhas se criaram em um mundo completamente diferente do que o nosso, por isso geralmente é mais difícil pra elas entenderem essas coisas.
Manter o respeito e a empatia nesses momentos também é muito importante <3 além disso, é legal pensar que mesmo que seu tio seja meio machista por achar que saia curta é ruim, isso não significa que ele seja uma má pessoa, isso significa que ele foi criado para pensar assim. E esse pensamento dele não pode ser motivo para que você deixe de respeitá-lo.
Digo isso porque estou vendo muitos jovens agindo de formas impulsivas em relação a essas coisas. Nada é tão simples quanto parece.

Um beijo.
Janainebagatini.com

Luana

Concordo com você, Jana! Mas você não acha que certos comentários por si só são desrespeitosos? É claro, seu parente não vai ser uma má pessoa, foi criado assim, entre outros aspectos a se levar em consideração, mas ainda não é justo que se repitam os mesmos discursos sem que haja um dialogo sobre isso. Mas é o que você disse: empatia e respeito. Palavras chaves :)

Sandra Quaresma

O texto é muito bom, já que com as festas todos querem
e desejam comidas gostosas de familia, mas colocar a mão na massa, antes e depois é outro história quer dizer deixa para as mulheres .
Em casa é diferença o que causa um certo desconforto, rsrs as visitas, afinal todos devem colaborar independe do gênero, condição financeira entre outros.
Pode se escolher cozinhar, lavar louça, varrer ou passe o pano, porque temos que compartilhar esse momento com todos, tornando uma sociedade justa sem machismo ou feminismo.
Fico muito contente com as mudanças que ocorrem em casa principalmente com as visitas e comentários rsrs: Fazem apenas na sua casa.
Sandra Quaresma.

Julia Melo

”Devo admitir, no entanto, que eu não sou a pessoa mais serena e pacífica do mundo. Mas eu não me calo. Nunca. Mando ficar quieto, falo que foi machista, mostro como estou incomodada, levanto a voz que tanto tentam me tirar os outros dias do ano. Afinal, se ninguém avisar para esse primo que ele está errado, o filho dele reproduzir o mesmo comportamento.” Esse pedaço me define tanto que nem sei.
No ano passado, fui o caos do ano novo em família porque não ouvi calada as piadinhas sem graça. E o pior é que ninguém entende que são essas falas mal ditas que criam essa sociedade ignorante ao qual vivemos hoje. Esse ano nem passei natal com a família do meu pai por isso!
Mas tudo bem, vida que segue e argumentos que melhoraram ao longo do ano para o ano novo, haha. Final de ano é para ser luz e não há melhor forma de ser luz do ensinar o outro a ser também, compartilhando empatia e respeito. <3
Como sempre, você arrasou!

Ana

Não costumo comentar, mas esse texto encheu meus olhos de lágrimas, pois durante esse ano inteiro me afastei demais da minha família justamente por causa desse tipo de coisa. Tenho há meses evitado almoços familiares (visito toda a família “separadamente”, e controlo cada assunto a ser conversado, pra evitar dor de cabeça) pois não estava mais aguentando todo o preconceito gratuito despejado por aquele tiozão ou aquele “amigo da família” que tá presente todo domingo. Quando parei de me calar, e comecei a questionar todos os comentários preconceituosos que jorram mais que as Cataratas do Niágara, eu vi que esse é um buraco que não tem fundo. Agora, pela primeira vez em meses, me reuni na ceia e almoço de Natal com a família inteira, e foi uma situação horrível, e já to sofrendo pois sei que terei que passar por tudo isso de novo no Ano Novo. É triste, angustiante e desesperador ter que passar a noite inteira ouvindo todo aquele tipo de coisa que eu tento, diariamente, desconstruir em mim mesma, e ouvir que meus questionamentos são besteira, e ser completamente ignorada pela minha própria família. Chego a me perguntar: de que vale a minha luta, se dentro da minha própria família eu não consigo uma mudança?

Ana Beatriz

Eu concordo com você. Às vezes os meus pais me repreendem dizendo que eu não devo perder tempo discutindo com alguns familiares, e outras pessoas no geral, mas a gente ouve tanto absurdo que é impossível ficar calado. Eu não consigo ouvir as coisas e ficar quieta. O problema é quando ainda é alguém de muita idade (como a sua avó) que levou um pensamento machista com ela durante a sua vida inteira. É difícil fazer essas pessoas mudarem de opinião, mas mesmo assim eu acho que o diálogo é necessário. Afinal, se a gente pode se manifestar, vamos fazer isso, né?

Yasmin Carvalho

Ai, moças. Obrigada pelos comentários. Me identifiquei tanto com o texto e o comentário da Ana… Seu comentário, Ana, e tudo o que você tem feito (visitar os parentes separadamente e tentar controlar os assuntos para evitar do de cabeça) tem sido meu mantra e, confesso que, puxa, faz tempo que não visito meus parentes e familiares. É muito tenso.
Dói todos os dias. É uma luta árdua. Mas são comentários como o de vocês, como o seu, Ana, que me faz perceber que não estou sozinha. Obrigada. <3

Luana

Você não está sozinha mesmo! Muita força e muito amor <3 Estamos juntas!


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