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7 abril, 2016

One Upper - Comportamento

Eu vou descrever três possíveis diálogos aqui e, depois, me respondam se vocês lembraram de alguém enquanto liam, tudo bem? Vamos chamar as (ou os) personagens de A e B – vou fingir que é Ariel e Briana porque amo esses nomes!

 

A: Ontem eu fui no show da banda X e foi incrível!

B: Sério? Eu também fui em um show deles há dois anos com uns amigos. Nós conhecíamos um dos seguranças e ele nos colocou na grade da pista premium, acredita? Então, no meio do show, o guitarrista me olhou e a gente se apaixonou à primeira vista. Estamos casados, temos dois filhos e um cachorro.

 

A: Eu quebrei meu braço duas vezes quando era criança.

B: Eu também! E quebrei dois dedos jogando vôlei, uma perna e já levei cinco pontos no queixo. Sem contar quando eu torci o tornozelo caindo de bicicleta. E aquela vez em que eu quase morri?

 

A: Vou passar as minhas férias na casa da minha tia na praia.

B: Ai, que legal! Nas minhas últimas férias eu fui para o Caribe e ano que vem quero ir para Paris. Mas Salvador também é uma boa opção, certo?

 

E aí, lembrou de alguém? Veio à sua mente aquela pessoa que sempre quando você conta uma história, seja ela qual for, surge com outra bem mais legal ou trágica? Aposto que sim! Pois é, você não está sozinha nessa. Eu descobri em uma das minhas aulas de inglês (♥) que existe um nome para quem tem essa mania irritante: one upper. E acredito que essas pessoas rendem um texto.

 

Elas nunca podem estar em segundo lugar. A vida é uma grande competição e cada conversa é uma chance delas mostrarem que são melhores, maiores e que merecem mais atenção. Se você tem gripe, o one upper ficou internado por dez dias. Se você teve um dia bom, o one upper foi pedido casamento na noite anterior. É preciso provar constantemente a si mesmo e aos outros como a sua vida é muito mais empolgante, como você está sempre acima.

 

Repare como a pessoa que faz isso em conversas do dia a dia também tem o mesmo comportamento nas redes sociais. Não é uma regra, mas consequência lógica. Está sempre postando fotos com amigos, família, se envolvendo em causas sociais (de aparência ou não!), colocando sua opinião em textos polêmicos ou dando check-in em cada lugar que frequenta. Afinal, o mundo precisa saber o quão legal essa pessoa é, o quão incrível é a sua rotina!

 
Há também a possibilidade desse caso se inverter: você gosta de expor sua vida nas redes e traz esse comportamento para suas amizades. Opa, sinal vermelho! Não deixe que essa necessidade de ser notado transpasse da telinha do computador para a sua personalidade. Não é porque aquela sua amiga postou uma foto indo para balada que você precisa trazer à tona uma foto do mês anterior quando você saiu pela última vez. Ok? Ok.

 

Ninguém gosta de manter uma conversa longa com um one opper. É um daqueles comportamentos tóxicos, que acabam afetando o nosso humor. Sempre para pior. Imagine que você acabou de terminar um namoro, precisa de conselhos, mas a única coisa que o seu amigo consegue fazer é falar sobre o próprio término e as experiências dele. É para ficar ainda mais mal! Ou que você tenha sido promovido e que a pessoa comece a falar das conquistas dela, como se a sua fosse irrelevante.

 

Quando você convive muito tempo com alguém assim, é provável que chegue a um momento em que você de fato comece a questionar se a sua vida é tão desinteressante. Eles te colocam para baixo como uma maneira de afirmar vantagem. Tenha em mente, no entanto, que o one upper, na maioria das vezes, não quer apenas te convencer de que ele é mais especial, mas, sim, convencer a ele mesmo. Ele precisa dessa autoaprovação.

 

Às vezes, é apenas uma questão de insegurança e baixa autoestima. Ter esse comportamento pode ser como uma válvula de escape para problemas ainda maiores. Esse jogo de poder é uma forma de criar uma sensação de superioridade para amenizar conflitos internos. Por isso, se você é próxima da pessoa, vale a pena sentar e conversar. Não é saudável para ela e nem para os relacionamentos que ela mantém ter esse tipo de atitude.

 

Ou, quem sabe, o one upper é só egoísta. Pessoas com personalidades complicadas (para não dizer ruins) existem. E se esse alguém não quer mudar, sabe muito bem o que está fazendo e precisa alimentar o ego inferiorizando outros para ser feliz, caí fora. Essa, definitivamente, não é uma pessoa boa para se ter por perto. Mantenha ao seu redor aquilo que acrescenta, não subtrai. 

 

Particularmente, prefiro acreditar que eles não são pessoa ruins, mas sofrem com o excesso de informações que somos bombardeados diariamente e que nos incentivam a ser mais e mais competitivos. Eles sofrem com a pressão que vem de todos os lados nos dizendo que nunca podemos fracassar. Basta entrar no facebook e olhar por cinco minutos o feed. Muitas vezes, nos sentimos quase na obrigação de endeusar nossas atitudes e fantasiar a realidade. Sempre tem alguém com um emprego melhor, um namorado mais legal, frequentando lugares mais bonitos, comendo melhor, com a grama mais verde. A questão é: até que ponto você deixa isso te afetar? Até que ponto você é realmente melhor que o outro? Até que ponto tudo isso importa?

 

Resumindo: não seja um one upper. Apenas, não.

veja o que acontece por aí


One Upper - Comportamento

Eu vou descrever três possíveis diálogos aqui e, depois, me respondam se vocês lembraram de alguém enquanto liam, tudo bem? Vamos chamar as (ou os) personagens de A e B – vou fingir que é Ariel e Briana porque amo esses nomes!

 

A: Ontem eu fui no show da banda X e foi incrível!

B: Sério? Eu também fui em um show deles há dois anos com uns amigos. Nós conhecíamos um dos seguranças e ele nos colocou na grade da pista premium, acredita? Então, no meio do show, o guitarrista me olhou e a gente se apaixonou à primeira vista. Estamos casados, temos dois filhos e um cachorro.

 

A: Eu quebrei meu braço duas vezes quando era criança.

B: Eu também! E quebrei dois dedos jogando vôlei, uma perna e já levei cinco pontos no queixo. Sem contar quando eu torci o tornozelo caindo de bicicleta. E aquela vez em que eu quase morri?

 

A: Vou passar as minhas férias na casa da minha tia na praia.

B: Ai, que legal! Nas minhas últimas férias eu fui para o Caribe e ano que vem quero ir para Paris. Mas Salvador também é uma boa opção, certo?

 

E aí, lembrou de alguém? Veio à sua mente aquela pessoa que sempre quando você conta uma história, seja ela qual for, surge com outra bem mais legal ou trágica? Aposto que sim! Pois é, você não está sozinha nessa. Eu descobri em uma das minhas aulas de inglês (♥) que existe um nome para quem tem essa mania irritante: one upper. E acredito que essas pessoas rendem um texto.

 

Elas nunca podem estar em segundo lugar. A vida é uma grande competição e cada conversa é uma chance delas mostrarem que são melhores, maiores e que merecem mais atenção. Se você tem gripe, o one upper ficou internado por dez dias. Se você teve um dia bom, o one upper foi pedido casamento na noite anterior. É preciso provar constantemente a si mesmo e aos outros como a sua vida é muito mais empolgante, como você está sempre acima.

 

Repare como a pessoa que faz isso em conversas do dia a dia também tem o mesmo comportamento nas redes sociais. Não é uma regra, mas consequência lógica. Está sempre postando fotos com amigos, família, se envolvendo em causas sociais (de aparência ou não!), colocando sua opinião em textos polêmicos ou dando check-in em cada lugar que frequenta. Afinal, o mundo precisa saber o quão legal essa pessoa é, o quão incrível é a sua rotina!

 
Há também a possibilidade desse caso se inverter: você gosta de expor sua vida nas redes e traz esse comportamento para suas amizades. Opa, sinal vermelho! Não deixe que essa necessidade de ser notado transpasse da telinha do computador para a sua personalidade. Não é porque aquela sua amiga postou uma foto indo para balada que você precisa trazer à tona uma foto do mês anterior quando você saiu pela última vez. Ok? Ok.

 

Ninguém gosta de manter uma conversa longa com um one opper. É um daqueles comportamentos tóxicos, que acabam afetando o nosso humor. Sempre para pior. Imagine que você acabou de terminar um namoro, precisa de conselhos, mas a única coisa que o seu amigo consegue fazer é falar sobre o próprio término e as experiências dele. É para ficar ainda mais mal! Ou que você tenha sido promovido e que a pessoa comece a falar das conquistas dela, como se a sua fosse irrelevante.

 

Quando você convive muito tempo com alguém assim, é provável que chegue a um momento em que você de fato comece a questionar se a sua vida é tão desinteressante. Eles te colocam para baixo como uma maneira de afirmar vantagem. Tenha em mente, no entanto, que o one upper, na maioria das vezes, não quer apenas te convencer de que ele é mais especial, mas, sim, convencer a ele mesmo. Ele precisa dessa autoaprovação.

 

Às vezes, é apenas uma questão de insegurança e baixa autoestima. Ter esse comportamento pode ser como uma válvula de escape para problemas ainda maiores. Esse jogo de poder é uma forma de criar uma sensação de superioridade para amenizar conflitos internos. Por isso, se você é próxima da pessoa, vale a pena sentar e conversar. Não é saudável para ela e nem para os relacionamentos que ela mantém ter esse tipo de atitude.

 

Ou, quem sabe, o one upper é só egoísta. Pessoas com personalidades complicadas (para não dizer ruins) existem. E se esse alguém não quer mudar, sabe muito bem o que está fazendo e precisa alimentar o ego inferiorizando outros para ser feliz, caí fora. Essa, definitivamente, não é uma pessoa boa para se ter por perto. Mantenha ao seu redor aquilo que acrescenta, não subtrai. 

 

Particularmente, prefiro acreditar que eles não são pessoa ruins, mas sofrem com o excesso de informações que somos bombardeados diariamente e que nos incentivam a ser mais e mais competitivos. Eles sofrem com a pressão que vem de todos os lados nos dizendo que nunca podemos fracassar. Basta entrar no facebook e olhar por cinco minutos o feed. Muitas vezes, nos sentimos quase na obrigação de endeusar nossas atitudes e fantasiar a realidade. Sempre tem alguém com um emprego melhor, um namorado mais legal, frequentando lugares mais bonitos, comendo melhor, com a grama mais verde. A questão é: até que ponto você deixa isso te afetar? Até que ponto você é realmente melhor que o outro? Até que ponto tudo isso importa?

 

Resumindo: não seja um one upper. Apenas, não.

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16 Comentários em “Não seja um one upper”


Iarima

Muito bom seu texto, não sabia que havia esse termo… ótimas colocações, conheço muita gente assim, ahahhaha
Bom, pra confessar já fui um pouco assim, tinha uma garota que eu não gostava muito e era do mesmo grupo de amigas, tudo que ela falava eu lembrava de algo meu que pudesse ser melhor do q ela falou ahahaha, bem babaquinha, mas hj não tem mais nada e era pura implicancia minha com a garota kkk
Bjss,
http://www.retratodaiaia.com

Luana

Miga, não seja assim! hahaha Só se afasta! Ser assim ou estar rodeada assim só subtrai coisas boas da tua vida 😉

Clara Fagundes

Nossa, Lu, isso me dá uma raiva… Eu também não sabia que tinha nome oficial, mas já sabia que eu odiava. Eu sempre me referi a isso como se fosse um diálogo-monólogo, porque a pessoa não está ali pra te ouvir e também não está comentando o que você falou, ela está usando algo que você disse pra fazer um gancho com a vida dela. Eu já parei conversas abruptamente por causa disso e falei: “você ouviu/leu o que eu disse? porque eu estava falando ainda e, de repente, estamos falando sobre você, então talvez não tenha ouvido/lido”. Esse é o nível do quanto isso me incomoda, principalmente porque EU OUÇO. Eu ouço sempre. Ouço gente desconhecida no metrô que precisa desabafar, ouço gente em fila quando eu só queria estar de fone de ouvido ouvindo minhas musiquinhas, ouço conhecidos X que querem conselhos (que eu sei que não vão seguir) e definitivamente ouço meus amigos e o meu namorado, de ouvidos, olhos e coração abertos. Meu namorado tem dessas e eu já briguei com ele e parei de falar na hora o que tava falando antes. Você começa a falar algo e a pessoa responde com: “e eu que…” Isso dificilmente resulta em um diálogo produtivo. Eu sempre interpretei de um jeitinho diferente do seu, como cê pode ver, nunca achei que era num sentido de competição real, mas num sentido de a pessoa simplesmente não ouvir ou não achar que o seu comentário ou o seu sentimento ou a sua experiência são dignas de comentários, sendo que ela mesma passou por isso ou aquilo. Não sei, acho que há os dois casos, e acho que algumas pessoas representam uma mistura disso. Seja qual for entre esses dois casos, odeio. Odeio e não aceito esse tipo de comportamento e, em determinados casos, esse tipo de gente, em minha vida.

Beijinhos e brigada pelo espaço de desabafo, hahahaha. (Porque 100% foi um desabafo!)

Luana

Desabafos em comentários: ♥♥
Mas se a pessoa não acha a sua experiência digna, acaba entrando também no sentido de competição, afinal, ela é melhor! É pura insensibilidade.
Somos duas que odiamos. Se a pessoa faz 1, 2, 3 vezes, ok, tudo bem, mas fazer sempre, em toda conversa, é um porre! Ninguém merece. Ser assim não é normal hahaha

Mariana Menezes

Caraca, amei esse post! Sempre gosto dos temas que tu fala =) Não sabia que existia um nome pra esse tipo de pessoa, mas que conheço muitas dessas por aí, conheço… assim como a Clara disse, realmente é como um monólogo. A pessoa só se importa consigo mesma, precisa estar constantemente se colocando pra cima do outro pra se sentir bem. Isso é péssimo! Pior que pra não ser grossa nessas situações, acabo meio que ignorando só. Mas dá muita vontade de falar alguma coisa, né? Não sei o motivo de serem assim, e são pessoas que não devemos manter por perto.

Beijos!

Luana

Oi, Mari! Que bom que gostou ♥
Com certeza! Esse comportamento é totalmente tóxico, o melhor a fazer é ignorar e se afastar! E se você for amiga da pessoa, vale a pena uma cutucada haha

Gaby

Oi Luana, tudo bem?
Não sabia que existia um nome específico para esse tipo de pessoa. Quando eu era mais nova, convivi com uma garota exatamente igual ao que você descreveu no post: Mania de grandeza, individualista, egocêntrica, enfim, muitas das atitudes dela acabavam me deixando super magoada. E eu não tinha a chance nem de pedir uma dica ou conselho porque ela já vinha falando de como tinha sido isso ou aquilo. Bom, eu evitava de me impor na conversa, pois prefiro me manter neutra nesse tipo de situação. No fim das contas, a amizade acabou e hoje, me desculpe a franqueza, sou bem melhor que ela. Mas nem por isso saio contando aos quatro cantos do mundo o que fiz ou deixei de fazer. Afinal, tem sempre alguém do nosso lado para nos ajudar seja lá qual for a situação.
Show de bola o assunto abordado.
Beijos :*

Luana

Mania de grandeza, é exatamente isso!
A pessoa se inferioriza só de ter um comportamento assim, que acaba afastando todo mundo, então, no final, o ego não adianta de nada! 😉

Paula

Kkkk todo mundo conhece alguém assim! Eu pelo menos conheço vários, e ainda tem um tipo muito específico que eu tenho por aqui que é o que gosta de contar vantagem negativa: se você pegou gripe, ela teve pneumonia, se você está com dor nas costas, ela teve sei lá, qualquer coisa muito grave que precisou fazer um tratamento seríssimo, se o seu carro quebrou, o dela deu um prejuízo muito maior… além de querer chamar mais atenção, a pessoa ainda é bad vibes! Como isso pode ser algo legal? Não entendo… rsrs

Luana

Siiim! Vai entender né? Como alguém quer contar vantagem sobre coisas negativas? Parece loucura hahaha

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