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13 março, 2017

Não é novidade que aqui no Entre Anas nossa alma é de sereia. Tanto que tatuei uma concha no calcanhar para me lembrar de nunca viver no raso. E, independentemente, do boom do sereismo, com milhares de fantasias de sereia no carnaval, estampas nas lojas e cabelo estilo Yasmin Brunet, eu continuo apaixonada por esse universo.

 

Mergulhando no pinterest em busca de referências para o meu futuro banheiro que vai ser uma reprodução do fundo do mar, surgiu a ideia desse post. Reuni, então, inspirações para aquelas que, assim como eu, adoram uma decoração de sereia com conchas, brilho, ondas, muito azul e escamas. É possível reproduzir vários dos objetos colocando a mão na massa, mas, ao fim, também separei alguns itens de lojas a fim de tornar esses desejos realidade.

 

Look at this stuff, isn’t it neat? 🐚🐬

Mais inspirações, na pastinha Decoração Sereística do meu pinterest!

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Não é novidade que aqui no Entre Anas nossa alma é de sereia. Tanto que tatuei uma concha no calcanhar para me lembrar de nunca viver no raso. E, independentemente, do boom do sereismo, com milhares de fantasias de sereia no carnaval, estampas nas lojas e cabelo estilo Yasmin Brunet, eu continuo apaixonada por esse universo. […]

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8 março, 2017

Mais um livro do Stephen King, Luana? Acho que eu vou mudar o nome da categoria “Na Estante” para “Eu amo o SK”. Juro que, em breve, volto para falar sobre a série Eu, Tu e Ela do Netflix e a minha experiência ao ler Heir em inglês, A Herdeira da série A Seleção. Por enquanto, vamos nos ater ao meu autor favorito mesmo, lhes apresento, então, A Maldição do Cigano ou só A Maldição.

a maldição do cigano

Este foi um livro que ganhei há uns bons anos de presente em um amigo secreto. Fiz uma lista de livros e entre eles estava “qualquer livro do Stephen King (sem ser os que já tenho)”. Não especifiquei porque, né, esse é um dos autores que tenho quase certeza que irei gostar lendo qualquer coisa. Dito e feito.

 

A história é a seguinte: Billy Halleck é um advogado de 113 quilos, com uma esposa fumante e uma filha chamada Linda (amo esse nome!). Sua vida, bem-sucedida, se transforma após atropelar uma cigana. Não porque ele é preso. Não, não. Seu amigo é o juiz e Billy sai ileso do crime. Só que, como a sinopse do livro conta, se a justiça da cidade é falha, a dos ciganos será certeira.

 

Na hora em que Billy sai do tribunal, um velho cigano toca o seu rosto e diz as palavras “mais magro”. Puff. O homem começa a perder peso inexplicavelmente. De 113 para 85, 78, 71… Explicações racionais não são o suficiente e Billy sai atrás de respostas, buscando a sua própria forma de justiça.

 

“Sabe qual é a moral da história William? Certos caras, muitos caras, não acreditam no que estão vendo, principalmente se isso for contra a maneira como querem comer, beber, pensar ou acreditar. Eu não acredito em Deus, mas se o visse acreditaria. Não andaria por aí dizendo: “Bem, isso foi um grande efeito especial.” A definição de um imbecil é um cara que não acredita no que vê. Pode escrever o que eu digo.” (Página 198)

 

Não se engane pela minha sinopse mais ou menos. Stephen King conseguiu explorar a fundo por meios dos personagens sentimentos humanos como raiva, vingança e egoísmo. Até um pouco parecido com Joyland (tem resenha aqui!), mas essas 216 páginas têm, realmente, bem mais suspense e tensão.

 

O autor mostra como somos capazes de colocar a sujeira embaixo do tapete para nos livrar da própria culpa e como cada um tem sua própria forma de justiça, seja ela olho por olho, a indiferença ou os extremos. Sem falar na exclusão dos ciganos, que aparece para mostrar nossa tendência a excluir tudo o que é diferente, que coloca em dúvida nossos hábitos ou estilo de vida. 

a maldição do cigano RESENHA SETEPHEN KING

A leitura é bem fácil, dá para ler no metrô – esse é meu termômetro. O narrador é em terceira pessoa, permitindo que você analise o que acontece em diferentes perspectivas. Mesmo assim, não há detalhes em excesso, mas o suficiente para que você se veja intrigado. Só pelo título dos capítulos você se vê ansioso e extremamente curioso para saber o que irá acontecer em seguida. Tipo How To Get Away With Murder versão obra literária.

 

E se livros bons são livros com finais bons, esse merece uma salva de palmas. É surpreendente. Não há outra palavra para descrevê-lo. Não deixou nada a desejar. Com as últimas linhas, você se pergunta se a justiça foi realmente feita e lembra de uma das frases do cigano que amaldiçoou Billy: nada de quites, homem branco da cidade. Nunca. Não é à toa que o sinal da justiça é uma balança.

 

Você passa o livro inteiro angustiado para descobrir o que está na próxima página e, no final, se vê questionando a sua própria vida. Talvez, a da sociedade em um todo. Stephen King e a arte de tornar livros de terror em um grande questionamento. Será que estamos sendo justos?

 

“Quando você se vê sendo apagado quilo por quilo, como uma complexa equação sendo apagada do quadro-negro linha por linha e cálculo por cálculo, isso produz algo em seu senso de realidade. Sua própria realidade pessoal, a realidade em geral.” (Pág. 193)

 

Ok, prometo que a próxima resenha não será do Stephen King! Ah, gente, mas o cara é tão bom… Quem aí também ama? Ou leu A Maldição? Ou viu o filme? Me contem nos comentários!

 

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A MALDIÇÃO DO CIGANO

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6 março, 2017

Eu sei, eu pequei. No dia em que fizemos Nachos, eu comentei que toda segunda teria uma receita no Entre Anas. E, bom, faz um tempinho que as receitas não aparecem. Juro que em algumas segundas eu simplesmente esqueci. Quando percebi era terça e, ops, não postei nada comestível para as pessoas testarem e experimentarem. Talvez, eu não devesse me comprometer tanto assim, afinal, não sou uma chef, não sou tão organizada e não invento ou me arrisco em tantas receitas diferentes. Então, combinado que as receitas ainda continuarão firmes e fortes, mas não tão fixas em toda segunda, ok? Ok.

HAMBÚRGUER VEGANO L GRÃO DE BICO

Esse hambúrguer da foto foi feito aqui em casa pelas minhas mãos e, assim, fazer hambúrguer e congelar é a melhor coisa do mundo! Não necessariamente para comer com pão, alface e ketchup, mas se você quer alguma coisa rápida e gostosa basta ir até o congelador, tirar um deles do saquinho e mandar direto para a frigideira. Essa foi minha primeira tentativa de hambúrguer vegano (obrigada Ogros Veganos pelas dicas) e, particularmente, gostei bastante, apesar da consistência ser bem molinha em comparação ao meu hambúrguer favorito da Novos Veganos (já expliquei porque amo tanto esse lugar aqui).

 

A receita é tão, mas tão simples que eu decidi tornar esse post um apunhado de hambúrguer vegano para dar e vender. Vamos começar pelo meu.

 

Ingredientes 🍔

1 xícara de grão de bico; 1/4 de aveia em flocos; farinha de rosca até dar liga; azeite; salsinha; 2 dentes de alho; ½ cebola picada; alho em pó; páprica; orégano; pimenta do reino; tomilho ou qualquer tempero que seu paladar ame.  

 

Primeiro, para melhorar a digestão, é importante fazer o remolho, ou seja, deixar o grão de bico na água durante a noite e dentro da geladeira, nada de deixar no balcão onde tem ar o suficiente e a temperatura perfeita para bactérias. Você também pode optar pelo remolho quente, onde você coloca para cada 1 xícara de grão de bico, 3 de água dentro da panela de pressão. Quando começar a chiar, conte dois minutos, desligue o fogo e deixe o grão de bico ali por mais trinta minutos. Depois, é só desprezar essa água e cozinhar normalmente com um pouquinho de sal.

 

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