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28 dezembro, 2017

Ontem eu não consegui postar no blog. Eu até poderia dar um jeito, mas passei a manhã editando um vídeo sobre um corretivo vegano, que aqui está – a tarde fazendo uma tatuagem maravilhosa – em breve tem post, vídeo, tudinho! – e à noite, em meio ao cansaço, uma dorzinha no braço graças a agulha da doação de sangue e meu cachorro doente, a cama foi minha melhor amiga. Dia 27 não teve post no blog. Eu prometi a mim mesma que em dezembro criaria conteúdo diariamente. Mas dia 27 não rolou.

PARE DE PERCEBER O ERRO

Normalmente, minha primeira reação seria a culpa. Eu poderia ter acordado mais cedo ou ido dormir mais tarde. Eu poderia ter me esforçado mais, superado as dificuldades e encontrado a inspiração, o tempo e a vontade. Mas eu não fiz. E, ontem, pela primeira vez, diferente de muitos comportamentos negativos do passado, eu entendi que está tudo bem.

 

Eu lembrei de um vídeo – ou era um post? – da Fran Guarnieri, minha guru da organização. Ela falava como nós sempre colocamos na nossa listinha de afazeres mais itens do que o possível de se realizar dentro da nossa rotina. Mas nós insistimos mesmo assim, acreditando que seremos capazes. Esse sentimento de confiança é ótimo, mas a frustração ao fim do dia, não.

 

Isso acontece porque nós sempre percebemos o erro primeiro. Ao invés de olhar para aquela listinha e ver como você riscou mais da metade das coisas, nós nos concentramos nas cinco que faltaram. Nas cinco que não conseguimos concluir. E essas cinco ficam na nossa cabeça, enquanto você pensa: talvez, eu não fosse tão capaz assim. Sendo que, na realidade, você idealizou um dia impossível, fora dos seus padrões e que, no fundo, você sabia que seria praticamente irrealizável. Não importa, aquelas cinco coisas te martirizam e surgem os sentimentos de raiva, culpa, insatisfação e de fracasso.

 

Por que não nos concentramos no que conseguimos fazer? Nos itens que riscamos na lista de afazeres? Por que o erro ocupa tanto espaço? Por que ele consegue se sobrepor a todas as pequenas ou grandes conquistas? Por que é nosso impulso perceber o erro primeiro, antes de qualquer coisa boa?

 

Talvez, porque somos pressionados a buscar a perfeição. Talvez, crescemos acreditando que nossos erros, não nossas qualidades, nos definem. Talvez, alimentar a crítica é um vicio e as pessoas ao nosso redor, por sempre perceberem o erro, não nos mostraram como somos capazes. Talvez, porque a grama do vizinho parece mais verde e a comparação é um poço quase sem saída.

 

Pense que a sua lista de afazeres é uma metáfora. Perceber o erro primeiro é um padrão de comportamento negativo que se aplica à qualquer área da nossa vida. A minha falha no dezembro todo dia, nas conversas do cotidiano, quando alguém pede uma opinião ou mostra algo, ao observar a atitude de alguém, entre outras possibilidades. Nós sempre percebemos o erro antes de apontar qualquer coisa boa.

 

Às vezes, usamos o erro para nos diminuir. Quantas vezes alguém te elogiou e você acrescentou um ah, mas apontando um erro? Nós nos sentimos culpados em errar e quando estamos certos nos sentimos culpados por acertar. Errar é imperdoável e acertar é desumilde. É como um caminho sem saída em que a única solução é continuar apontando os erros de todos os lados.

 

Mas deixa eu te contar um segredo: você sempre vai errar. Eu sempre vou errar. Nós duas sempre teremos erros aos quais apontar. Mas a questão é: vale a pena? Não.

 

Ontem, quando eu decidi dormir ao invés de levantar 22h30 e ir preparar um post, eu pensei: durante 26 dias, eu postei no blog, escrevi texto, tirei foto, editei vídeo, arrumei SEO e um único dia não vai tirar o meu mérito. Boa noite. Amanhã eu compenso com dois posts e aqui estou eu.

 

O erro é um sinal de que nós estamos tentando. E isso vale mais do que qualquer listinha de afazeres riscada por completo. Não é o erro que define quem você é ou quem você será, mas, sim, as suas atitudes diante dele. O que nos falta, muitas vezes, é a maturidade para lidar com esses erros. Lidar não é ficar chorando no canto se culpando e pensando que poderia ter feito diferente. Lidar é encontrar soluções e aproveitar para aprender no meio desse caminho.

 

Então, que tal a gente parar de perceber o erro primeiro? Aprender a elogiar mais e focar nas coisas positivas. Reconhecer as pequenos desafios superados diariamente e agradecer pelo progresso, não chorar por quanto ainda falta.

 

Porque assim como o erro faz parte de tudo o que faremos na vida, nós sempre teremos uma outra chance de acertar ❤ 

 

❤ Outros posts que você pode gostar ❤

 

➳ 7 vezes que o feminismo me ajudou

5 perguntas para fazer compras conscientes

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Como fazer a diferença e não ser um babaca

Ei, se liga, você é um babaca com boas referências

Como ter sororidade em 10 passos

Vídeos que te fazem pensar

 

Vem passear na categoria Experiências ❤

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Ontem eu não consegui postar no blog. Eu até poderia dar um jeito, mas passei a manhã editando um vídeo sobre um corretivo vegano, que aqui está – a tarde fazendo uma tatuagem maravilhosa – em breve tem post, vídeo, tudinho! – e à noite, em meio ao cansaço, uma dorzinha no braço graças a agulha da doação de sangue e meu cachorro doente, a cama foi minha melhor amiga. Dia 27 não teve post no blog. Eu prometi a mim mesma que em dezembro criaria conteúdo diariamente. Mas dia 27 não rolou.

PARE DE PERCEBER O ERRO

Normalmente, minha primeira reação seria a culpa. Eu poderia ter acordado mais cedo ou ido dormir mais tarde. Eu poderia ter me esforçado mais, superado as dificuldades e encontrado a inspiração, o tempo e a vontade. Mas eu não fiz. E, ontem, pela primeira vez, diferente de muitos comportamentos negativos do passado, eu entendi que está tudo bem.

 

Eu lembrei de um vídeo – ou era um post? – da Fran Guarnieri, minha guru da organização. Ela falava como nós sempre colocamos na nossa listinha de afazeres mais itens do que o possível de se realizar dentro da nossa rotina. Mas nós insistimos mesmo assim, acreditando que seremos capazes. Esse sentimento de confiança é ótimo, mas a frustração ao fim do dia, não.

 

Isso acontece porque nós sempre percebemos o erro primeiro. Ao invés de olhar para aquela listinha e ver como você riscou mais da metade das coisas, nós nos concentramos nas cinco que faltaram. Nas cinco que não conseguimos concluir. E essas cinco ficam na nossa cabeça, enquanto você pensa: talvez, eu não fosse tão capaz assim. Sendo que, na realidade, você idealizou um dia impossível, fora dos seus padrões e que, no fundo, você sabia que seria praticamente irrealizável. Não importa, aquelas cinco coisas te martirizam e surgem os sentimentos de raiva, culpa, insatisfação e de fracasso.

 

Por que não nos concentramos no que conseguimos fazer? Nos itens que riscamos na lista de afazeres? Por que o erro ocupa tanto espaço? Por que ele consegue se sobrepor a todas as pequenas ou grandes conquistas? Por que é nosso impulso perceber o erro primeiro, antes de qualquer coisa boa?

 

Talvez, porque somos pressionados a buscar a perfeição. Talvez, crescemos acreditando que nossos erros, não nossas qualidades, nos definem. Talvez, alimentar a crítica é um vicio e as pessoas ao nosso redor, por sempre perceberem o erro, não nos mostraram como somos capazes. Talvez, porque a grama do vizinho parece mais verde e a comparação é um poço quase sem saída.

 

Pense que a sua lista de afazeres é uma metáfora. Perceber o erro primeiro é um padrão de comportamento negativo que se aplica à qualquer área da nossa vida. A minha falha no dezembro todo dia, nas conversas do cotidiano, quando alguém pede uma opinião ou mostra algo, ao observar a atitude de alguém, entre outras possibilidades. Nós sempre percebemos o erro antes de apontar qualquer coisa boa.

 

Às vezes, usamos o erro para nos diminuir. Quantas vezes alguém te elogiou e você acrescentou um ah, mas apontando um erro? Nós nos sentimos culpados em errar e quando estamos certos nos sentimos culpados por acertar. Errar é imperdoável e acertar é desumilde. É como um caminho sem saída em que a única solução é continuar apontando os erros de todos os lados.

 

Mas deixa eu te contar um segredo: você sempre vai errar. Eu sempre vou errar. Nós duas sempre teremos erros aos quais apontar. Mas a questão é: vale a pena? Não.

 

Ontem, quando eu decidi dormir ao invés de levantar 22h30 e ir preparar um post, eu pensei: durante 26 dias, eu postei no blog, escrevi texto, tirei foto, editei vídeo, arrumei SEO e um único dia não vai tirar o meu mérito. Boa noite. Amanhã eu compenso com dois posts e aqui estou eu.

 

O erro é um sinal de que nós estamos tentando. E isso vale mais do que qualquer listinha de afazeres riscada por completo. Não é o erro que define quem você é ou quem você será, mas, sim, as suas atitudes diante dele. O que nos falta, muitas vezes, é a maturidade para lidar com esses erros. Lidar não é ficar chorando no canto se culpando e pensando que poderia ter feito diferente. Lidar é encontrar soluções e aproveitar para aprender no meio desse caminho.

 

Então, que tal a gente parar de perceber o erro primeiro? Aprender a elogiar mais e focar nas coisas positivas. Reconhecer as pequenos desafios superados diariamente e agradecer pelo progresso, não chorar por quanto ainda falta.

 

Porque assim como o erro faz parte de tudo o que faremos na vida, nós sempre teremos uma outra chance de acertar ❤ 

 

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3 Comentários em “Pare de perceber o erro”


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