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23 janeiro, 2016

Em 2013, no ano da minha viagem de formatura, recorri a um ginecologista para começar a tomar anticoncepcional e não passar os três dias no navio sem poder entrar na piscina ou me jogar no mar de Ilhabela. Ele me recomendou o Cerazette, mesmo anticoncepcional da minha mãe. Comecei a usar certinho, mas não funcionou. Precisei tomar dois comprimidos por dia para me livrar dos absorventes – o que deve ter feito uma bagunça no meu organismo.

por que parei de tomar anticoncepcional

Quando voltei da viagem, larguei a cartela amarela e passei a viver normalmente com aplicativos de período menstrual – uma maravilha, diga-se de passagem. O problema, infelizmente, é que minha cólica não me permite viver assim tão normalmente. Eu não tenho apenas um dinossauro no meu útero. É o Jurassic Park inteiro. Eu vomito, tenho dor de barriga, dor de cabeça, tontura, desmaios… Sabe todos os sintomas e dores? Então, eu tenho. E, por isso, não aguentei e busquei outra vez as pequenas pílulas, partindo dessa vez para o Iumi.

 

Deu certo? Sim. Minha cólica diminuiu consideravelmente, mas no 1º mês fiquei o cão chupando manga. Muito – mas muito – estressada, sensível, inchada, com a pele horrível, sem fome, querendo gritar com qualquer pessoa que visse pela frente. Meu corpo se acostumou e depois de um tempo esses sintomas passaram. Os escapes, por outro lado, se tornaram um incômodo recorrente. Mesmo depois da pausa de quatro dias, eu continuava menstruada. Tirando esses detalhes, meu peso, minha pele e outros aspectos continuaram iguais depois daquele mês terrível.

 

Vem 50 outras dicas para aliviar as cólicas (sem anticoncepcional!)

 

E apesar dos pesares, continuei firme no Iumi por quase um ano. Mas faz dez meses que diminui da fatura do meu cartão esses quarenta reais. Vamos ao motivo.

 

Quero deixar bem claro que reconheço o quanto a pílula modificou o papel social da mulher, auxiliou na libertação sexual e aumentou a nossa autonomia. Talvez, hoje em dia, a história não seja a mesma e o remédio nos é enfiado goela abaixo como se fosse somente nossa obrigação prevenir a gravidez porque o cara não gosta de usar camisinha. Existem mil opiniões sobre isso. Eu não desmereço, mas também não enalteço esses comprimidos.

por que parei de tomar anticoncepcional

Voltando ao assunto inicial do post, o principal fator para me fazer desistir da pílula, sinceramente, foi o medo. Medo após ler tantos relatos de mulheres que passaram por situações complicadíssimas graças a essas doses diárias de hormônios sintéticos. Nódulos, AVC, depressão, hipertireoidismo, enxaquecas, embolia pulmonar, trombose, parada cardíaca… Os possíveis riscos e o receio de descobri-los tarde demais me fez abrir mão do anticoncepcional. Sem contar os outros efeitos colaterais, como dores nas mamas e a diminuição da libido que se manifestaram no meu corpo – especialmente com o Cerazette.

 

Nenhum ginecologista me pediu um exame hormonal quando fui atrás da pílula. Ele simplesmente fez uma receita para a garota que nem sequer tinha iniciado a vida sexual e somente desejava interromper o fluxo por alguns meses. Futuramente, quando as cólicas se tornaram o problema, novamente nenhum exame foi feito. Nenhum. A própria ANVISA reconheceu falhas no sistema de controle desses efeitos e, ainda assim, milhares de meninas tomam o anticoncepcional sem uma avaliação médica apropriada.

 

Também tem o lado natural. Será que é certo enganar dessa maneira o meu organismo? Tomar remédio todos os dias? Bagunçar os meus hormônios? Além da exploração animal que ocorre nos processos de produção desse produto. Eu não preciso da pílula para não engravidar, pois não corro esse risco. Eu não preciso da pílula para tratar doenças como endometriose. Ela não diminuiu a minha acne e não cortou totalmente a minha cólica. Por que eu preciso dela? Na realidade, eu não preciso. E por isso decidi aboli-la da minha rotina.

 

O assunto é digno de um aprofundamento maior, mas, aqui, estou apenas relatando a minha experiência e opinião pessoal. Cada uma sabe as necessidades do seu corpo e o que deseja para si. Eu não quero viver dependendo de pílulas anticoncepcionais. E mesmo se eu me preocupasse com gravidez, existem outros métodos contraceptivos até mais eficazes. Foi uma decisão tomada espontaneamente e exclusivamente pessoal. Eu tenho ciência de que para algumas mulheres é complicado, pois a pílula é tratamento para algumas doenças e uma opção mais barata em relação a outros métodos. Cada uma tem a sua história e suas particularidades. Essa é a só minha.

 

Caso queira ler mais sobre os malefícios do remédio, deixarei alguns links aqui: Pílula e o risco de trombose (matéria que escrevi para o AreaM), Pílula: os grandes perigos escondidos nesses comprimidos (matéria da Hypeness) e Vítimas de anticoncepcionais: unidas a favor da vida (página do Facebook com relatos e textos sobre o assunto).

 

Qual é a sua experiência com o anticoncepcional? Compartilhe comigo nos comentários, é sempre bom conhecer outras histórias! ♥


Em 2013, no ano da minha viagem de formatura, recorri a um ginecologista para começar a tomar anticoncepcional e não passar os três dias no navio sem poder entrar na piscina ou me jogar no mar de Ilhabela. Ele me recomendou o Cerazette, mesmo anticoncepcional da minha mãe. Comecei a usar certinho, mas não funcionou. Precisei tomar dois comprimidos por dia para me livrar dos absorventes – o que deve ter feito uma bagunça no meu organismo.

por que parei de tomar anticoncepcional

Quando voltei da viagem, larguei a cartela amarela e passei a viver normalmente com aplicativos de período menstrual – uma maravilha, diga-se de passagem. O problema, infelizmente, é que minha cólica não me permite viver assim tão normalmente. Eu não tenho apenas um dinossauro no meu útero. É o Jurassic Park inteiro. Eu vomito, tenho dor de barriga, dor de cabeça, tontura, desmaios… Sabe todos os sintomas e dores? Então, eu tenho. E, por isso, não aguentei e busquei outra vez as pequenas pílulas, partindo dessa vez para o Iumi.

 

Deu certo? Sim. Minha cólica diminuiu consideravelmente, mas no 1º mês fiquei o cão chupando manga. Muito – mas muito – estressada, sensível, inchada, com a pele horrível, sem fome, querendo gritar com qualquer pessoa que visse pela frente. Meu corpo se acostumou e depois de um tempo esses sintomas passaram. Os escapes, por outro lado, se tornaram um incômodo recorrente. Mesmo depois da pausa de quatro dias, eu continuava menstruada. Tirando esses detalhes, meu peso, minha pele e outros aspectos continuaram iguais depois daquele mês terrível.

 

Vem 50 outras dicas para aliviar as cólicas (sem anticoncepcional!)

 

E apesar dos pesares, continuei firme no Iumi por quase um ano. Mas faz dez meses que diminui da fatura do meu cartão esses quarenta reais. Vamos ao motivo.

 

Quero deixar bem claro que reconheço o quanto a pílula modificou o papel social da mulher, auxiliou na libertação sexual e aumentou a nossa autonomia. Talvez, hoje em dia, a história não seja a mesma e o remédio nos é enfiado goela abaixo como se fosse somente nossa obrigação prevenir a gravidez porque o cara não gosta de usar camisinha. Existem mil opiniões sobre isso. Eu não desmereço, mas também não enalteço esses comprimidos.

por que parei de tomar anticoncepcional

Voltando ao assunto inicial do post, o principal fator para me fazer desistir da pílula, sinceramente, foi o medo. Medo após ler tantos relatos de mulheres que passaram por situações complicadíssimas graças a essas doses diárias de hormônios sintéticos. Nódulos, AVC, depressão, hipertireoidismo, enxaquecas, embolia pulmonar, trombose, parada cardíaca… Os possíveis riscos e o receio de descobri-los tarde demais me fez abrir mão do anticoncepcional. Sem contar os outros efeitos colaterais, como dores nas mamas e a diminuição da libido que se manifestaram no meu corpo – especialmente com o Cerazette.

 

Nenhum ginecologista me pediu um exame hormonal quando fui atrás da pílula. Ele simplesmente fez uma receita para a garota que nem sequer tinha iniciado a vida sexual e somente desejava interromper o fluxo por alguns meses. Futuramente, quando as cólicas se tornaram o problema, novamente nenhum exame foi feito. Nenhum. A própria ANVISA reconheceu falhas no sistema de controle desses efeitos e, ainda assim, milhares de meninas tomam o anticoncepcional sem uma avaliação médica apropriada.

 

Também tem o lado natural. Será que é certo enganar dessa maneira o meu organismo? Tomar remédio todos os dias? Bagunçar os meus hormônios? Além da exploração animal que ocorre nos processos de produção desse produto. Eu não preciso da pílula para não engravidar, pois não corro esse risco. Eu não preciso da pílula para tratar doenças como endometriose. Ela não diminuiu a minha acne e não cortou totalmente a minha cólica. Por que eu preciso dela? Na realidade, eu não preciso. E por isso decidi aboli-la da minha rotina.

 

O assunto é digno de um aprofundamento maior, mas, aqui, estou apenas relatando a minha experiência e opinião pessoal. Cada uma sabe as necessidades do seu corpo e o que deseja para si. Eu não quero viver dependendo de pílulas anticoncepcionais. E mesmo se eu me preocupasse com gravidez, existem outros métodos contraceptivos até mais eficazes. Foi uma decisão tomada espontaneamente e exclusivamente pessoal. Eu tenho ciência de que para algumas mulheres é complicado, pois a pílula é tratamento para algumas doenças e uma opção mais barata em relação a outros métodos. Cada uma tem a sua história e suas particularidades. Essa é a só minha.

 

Caso queira ler mais sobre os malefícios do remédio, deixarei alguns links aqui: Pílula e o risco de trombose (matéria que escrevi para o AreaM), Pílula: os grandes perigos escondidos nesses comprimidos (matéria da Hypeness) e Vítimas de anticoncepcionais: unidas a favor da vida (página do Facebook com relatos e textos sobre o assunto).

 

Qual é a sua experiência com o anticoncepcional? Compartilhe comigo nos comentários, é sempre bom conhecer outras histórias! ♥


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12 Comentários em “Por que parei de tomar anticoncepcional?”


Lívia

Oii! Gostei muito da sua postagem e concordo com seu ponto de vista.
Sofro com o mesmo problema de cólicas absurdamente exageradas, seguida de outros sintomas como vômito, enxaqueca e dor no corpo. É um pesadelo. Mas há 10 anos uso a pílula ininterruptamente pois fui diagnosticada com endometriose e ovário policistico. Ou seja, não dá pra ficar sem o anticoncepcional. Gostaria de poder optar por outros métodos de tratamento mas infelizmente é caro e não posso pagar.
Já tinha ouvido falar dos riscos à saúde devido ao uso da pílula, mas não tenho muita opção. Por sorte não sofro de efeitos colaterais como acne, alterações de humor, etc.
Espero q nunca aconteça (:

Luana

Eu entendo sobre as cólicas, tenho os mesmos sintomas :( Mas para mim o que está adiantando, agora que parei com a pílula, é tomar óleo de prímula! :)
Foi como falei no post, sei que o anticoncepcional é necessário para muitas mulheres, como o seu caso. E que, então, temos que colocar na balança o que é melhor individualmente.
Também espero! haha São péssimos esses efeitos.
Obrigada pela visita, Lívia <3

Mariana

Oi Lu, vim conhecer o teu blog e fiquei apaixonada, que coisa mais lindinha <3 Sério, muito amor por esse layout e pela qualidades dos teus posts.

Comecei a tomar anticoncepcional em 2014 também pelas cólicas e porque queria reduzir as espinhas. Acabou dando certo, hoje raramente tenho espinhas e as cólicas diminuíram muuito, eu tinha aquelas insuportáveis, sabe? Apesar de ter feito bem nesses sentidos, sei que é uma bomba de hormônios, e a minha mãe mesmo teve trombose devido ao uso de anticoncepcional e depois não pôde mais tomar. Fiquei morrendo de medo quando comecei, e a minha médica também não pediu exame algum apesar de eu ter citado que minha mãe teve problemas com essa medicação, sendo que o risco pra mim é maior.

Apesar de tudo, não dá pra eu ficar sem. Também tenho um pouco de medo de medos alternativos contra a gravidez, pois por ser nova ainda não optaria pelo DIU, e já ouvi falar de muitas pessoas que se deram mal com as injeções também. Isso é muuito complicado, realmente gostaria de não ter que tomar. Quem sabe um dia, né?

Beijos.

Luana

Oi, Ma! Que bom, fico hiper feliz <3 Obrigada, de ♥
Tenta fazer uns exames, viu? Pede pra sua ginecologista, ainda mais porque a sua mãe passou por isso! Existem alguns procedimentos simples que mostram se você tem predisposição genética à trombose. É importante para evitar problemas no futuro.
Hoje em dia, estou tomando óleo de prímula para tratar as minhas cólicas e está funcionando muito bem! :)
Obrigada por compartilhar a sua história <3

Paula

Eu tomei um AC de uso contínuo por quase uma década e parei tem uns 3 meses, de tanto ouvir essas histórias do quanto ele faz mal. Sabe de uma coisa? Nada melhorou pra mim, pelo contrário! Eu acho que isso varia de organismo pra organismo, tanto que eu decidi voltar a tomar – mas eu tomo ele para sua finalidade original que é não engravidar né? Vejo um monte de meninas tomando para não ter cólica, para melhorar a pele… aí não né, desnecessário uma bomba hormonal para essas coisas! Cada remédio tem a sua função. Se vc não precisa disso, tá certinha de procurar algo mais “leve” pra resolver. Tem vários grupos no face de meninas falando disso, tem muitas dicas por lá!

Luana

No começo, depois de tomar anticoncepcional por muito tempo, o corpo fica realmente confuso. Demora até ele voltar nos eixos. Mas, realmente, cada uma sabe o que funciona melhor para si. Ninguém conhece nosso corpo melhor do que nós mesmas.
Também acho muito desnecessário dermatologistas recomendando anticoncepcional para meninas de 13, 14 anos com acne… Virou um remédio banal, mas é tão sério :/

Tatiane

Oie, eu fazia uso do anticoncepcional Primera 20 a 6 anos, após a mudança da formula que ocorreu no final do ano passado, tudo que eu sentia aumentou 80%, dores nos seios, retenção de liquido, dores de cabeça, enjoos, sem contar o humor (Coitado do meu marido kk), enfim fiquei me perguntando do porque está me sacrificando, posso evitar gravidez com outros métodos, a cólica que sinto e o meu fluxo alto é pouco, para todas essas doenças que estou conhecendo devido ao uso do anticoncepcional. Me animei ainda mais devido a sua pagina, vou me libertar. Obrigado pela ajuda!!!

Luana

Se você tem tantos efeitos colaterais, é melhor mesmo pensar se vale a pena! Anticoncepcional não é qualquer medicação e deve ser tomado com muuuita cautela! Espero que você conheça melhor o seu corpo e se livre de todos os incômodos nessa nova fase <3 Fico muito feliz de ter ajudado!

Lidiane Trigo

Bom dia realmente é bom sabermos o que é bom e o que nos fazem mal porém a necessidade deste pequeno comprimido e muito grande em nosso País, Sendo assim metade da população mesmo não querendo tem de se sujeitar, O bom do anticoncepcional e que ele tira as cólicas as pessoas até vivem melhor com Ele, porém a muitos fazem efeitos ao contrário, acho que os Homens deveriam sentir na pele o que as mulheres sentem assim alguns aprenderiam a dar mais valor ..

Luana

Sim! Você precisa conhecer seu corpo e suas necessidades… Se você se der bem com o anticoncepcional, vá em frente! E muitas mulheres também não tem condição econômica para recorrer a outros métodos, por isso reconheço a sua importância.
Mas concordo que os homens também deveriam ter mais participação na contracepção, com certeza.

Tratamento natural para cólica: óleo de prímula

[…] contei em outro post, eu decidi parar de tomar anticoncepcional. Achava injusto ficar me entupindo de hormônios, sendo […]

Priscila

Ótimo post!
Tomei anti desde os 15/16 anos, sempre tomei o Yaz
Até que esse ano (estou com 25 anos), minha pausa da cartela era um completo filme de terror, cólicas intensas, enxaqueca (que nunca tive), pele oleoso, fluxo intenso durando até uma semana sem contar nos escapes que aconteciam ao longo da cartela.. Fui a minha ginecologista, que então me receitou o Yasmin, que na verdade é o mesmo composto do YAZ mas em dosagem maior.. e eu realmente nao queria mudar para a mesma coisa digamos.. Ela me deu uma cartela de amostra do Yasmin e tomei, acabei a cartela, faz mais ou menos um mês e não comecei uma nova.. Sempre tive MUITA dor e cansaço nas pernas, porem nunca relacionei a má circulação ao uso da pilula. Resultado: estou desinchando e minhas pernas não doem NADA mais! não querio mais voltar e é bom saber que existem tantas mulheres na mesma situação que eu e também saber que existe vida sem a pilula! ♥


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