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6 Fevereiro, 2017

Ok, eu acho que esse blog só vai ter resenhas do Stephen King, mas, gente, como não gostar dos livros dessa pessoa? Deixando (um pouco) o fangirling de lado, vamos conversar sobre Joyland, livro que me acompanhou durante meus ataques de medo nos voos de ida e volta para Santa Catarina. Admito que o que me atraiu de primeira foi a capa, uma moça ruiva com uma câmera na mão e um parque em chamas. Quero!

RESENHA JOYLAND STEPHEN KING 2

Se o livro condiz com a capa instigante? Não tanto quanto eu imaginava. Até porque ainda não entendi qual é a do incêndio. Mas, ainda assim, é um livro bom, que me envolveu de um jeito bem diferente em comparação aos outros do SK. Tem dúvidas? Bom, eu chorei no final. Pois é, um livro do Stephen King me arrancou lágrimas. Isso porque Joyland é mais do que um livro de suspense, ele fala sobre amadurecimento, perdas, amizade e a “invencibilidade” da juventude, tudo em um clima tão nostálgico que vai te deixar melancólica depois de fechá-lo pela última vez. 

 

Joyland não vai te deixar roendo as unhas, com frio na espinha ou dormindo de luz acesa por uma semana. Você não sabe ao certo se está lendo uma ficção policial, uma história de terror ou um romance qualquer. Ok, qualquer não. Um romance do Stephen King. Tanto que meu pai me perguntou sobre o que era o livro quando estava na página 100 e eu simplesmente não sabia responder. Isso me incomodou um pouco no começo, porque eu estava esperando um quê de suspense, talvez algumas mortes e reviravoltas chocantes. Só que isso não acontece. 

 

Profunda, divertida. Intenso e cativante. Emocionante e imensamente atraente. É isso o que nos diz a capa e contracapa. E é isso que Joyland, de fato, é. Se você é fã do Stephen King, vai devorar as páginas esperando alguma surpresa. Que não vem. Não em grande estilo. Quem sabe, essa seja a graça. Não é sobre ficar ansioso e com medo, mas sobre se apegar aos personagens e desvendar aos poucos, em passos lentos, o traço sobrenatural da história, enquanto as experiências do personagem principal vão nos rendendo bons diálogos e aprendizados.

 

Carolina do norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer.

 

Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado – e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma grave doença.

 

O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vem à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer – e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.

 

A escrita é simples, em meio a personagens com personalidades marcantes e uma atmosfera que só um parque de diversões pode criar. Devin não é lá o meu preferido, mas os amigos fiéis que ele faz no parque, Tom e Errin, ganharam meu coração. Linda Grey, por sua vez, é um pano de fundo para que Devin passe pelas experiências que o definirão no futuro.

 

Apesar de não ter muitas surpresas e parecer parado, você quer continuar lendo. Não é um livro que vai te exigir esforço para continuar. Você está esperando por algo. Por entender Annie, mãe de Mike. Por descobrir quem é o assassino de Linda Grey. Por entender sua conexão com Mike. Por saber como Devin vai superar o coração partido. Por compreender qual é o papel das previsões da Madame Fortuna (no seu futuro há uma garotinha e um garotinho (…) meu querido rapaz, você não pode salvar todo mundo). Ou pelo incêndio que nunca acontece. E quando surge a tal da reviravolta, ela é digna do Stephen King.

RESENHA JOYLAND STEPHEN KING

Joyland não é sobre o mundo sobrenatural. É sobre um autor que consegue escrever sobrenaturalmente bem. É sobre entender que nem sempre os finais são 100% felizes. É sobre a morte. Pelo acaso ou pela crueldade. Sobre amizade e a força que ganhamos a partir dela. É sobre dor, sobre rejeição. Pela família ou pelo primeiro amor. É sobre descobertas, sobre juventude. Mas tudo isso embrulhado pela genialidade de King. Então, não é sobre clichês. É sobre como criar um suspense sutil, é sobre uma história agridoce, em que o elemento sobrenatural só é inserido para desvendar o humano.

 

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O estupro em Bates Motel: agressor não é mocinho

Misery, Louca Obsessão

➳ A história de uma família perturbadora

 

❤️ Vem passear na categoria Na Estante ❤️

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Ok, eu acho que esse blog só vai ter resenhas do Stephen King, mas, gente, como não gostar dos livros dessa pessoa? Deixando (um pouco) o fangirling de lado, vamos conversar sobre Joyland, livro que me acompanhou durante meus ataques de medo nos voos de ida e volta para Santa Catarina. Admito que o que me atraiu de primeira foi a capa, uma moça ruiva com uma câmera na mão e um parque em chamas. Quero!

RESENHA JOYLAND STEPHEN KING 2

Se o livro condiz com a capa instigante? Não tanto quanto eu imaginava. Até porque ainda não entendi qual é a do incêndio. Mas, ainda assim, é um livro bom, que me envolveu de um jeito bem diferente em comparação aos outros do SK. Tem dúvidas? Bom, eu chorei no final. Pois é, um livro do Stephen King me arrancou lágrimas. Isso porque Joyland é mais do que um livro de suspense, ele fala sobre amadurecimento, perdas, amizade e a “invencibilidade” da juventude, tudo em um clima tão nostálgico que vai te deixar melancólica depois de fechá-lo pela última vez. 

 

Joyland não vai te deixar roendo as unhas, com frio na espinha ou dormindo de luz acesa por uma semana. Você não sabe ao certo se está lendo uma ficção policial, uma história de terror ou um romance qualquer. Ok, qualquer não. Um romance do Stephen King. Tanto que meu pai me perguntou sobre o que era o livro quando estava na página 100 e eu simplesmente não sabia responder. Isso me incomodou um pouco no começo, porque eu estava esperando um quê de suspense, talvez algumas mortes e reviravoltas chocantes. Só que isso não acontece. 

 

Profunda, divertida. Intenso e cativante. Emocionante e imensamente atraente. É isso o que nos diz a capa e contracapa. E é isso que Joyland, de fato, é. Se você é fã do Stephen King, vai devorar as páginas esperando alguma surpresa. Que não vem. Não em grande estilo. Quem sabe, essa seja a graça. Não é sobre ficar ansioso e com medo, mas sobre se apegar aos personagens e desvendar aos poucos, em passos lentos, o traço sobrenatural da história, enquanto as experiências do personagem principal vão nos rendendo bons diálogos e aprendizados.

 

Carolina do norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer.

 

Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado – e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma grave doença.

 

O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vem à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer – e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.

 

A escrita é simples, em meio a personagens com personalidades marcantes e uma atmosfera que só um parque de diversões pode criar. Devin não é lá o meu preferido, mas os amigos fiéis que ele faz no parque, Tom e Errin, ganharam meu coração. Linda Grey, por sua vez, é um pano de fundo para que Devin passe pelas experiências que o definirão no futuro.

 

Apesar de não ter muitas surpresas e parecer parado, você quer continuar lendo. Não é um livro que vai te exigir esforço para continuar. Você está esperando por algo. Por entender Annie, mãe de Mike. Por descobrir quem é o assassino de Linda Grey. Por entender sua conexão com Mike. Por saber como Devin vai superar o coração partido. Por compreender qual é o papel das previsões da Madame Fortuna (no seu futuro há uma garotinha e um garotinho (…) meu querido rapaz, você não pode salvar todo mundo). Ou pelo incêndio que nunca acontece. E quando surge a tal da reviravolta, ela é digna do Stephen King.

RESENHA JOYLAND STEPHEN KING

Joyland não é sobre o mundo sobrenatural. É sobre um autor que consegue escrever sobrenaturalmente bem. É sobre entender que nem sempre os finais são 100% felizes. É sobre a morte. Pelo acaso ou pela crueldade. Sobre amizade e a força que ganhamos a partir dela. É sobre dor, sobre rejeição. Pela família ou pelo primeiro amor. É sobre descobertas, sobre juventude. Mas tudo isso embrulhado pela genialidade de King. Então, não é sobre clichês. É sobre como criar um suspense sutil, é sobre uma história agridoce, em que o elemento sobrenatural só é inserido para desvendar o humano.

 

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1 Comentário em “Um livro do Stephen King me fez chorar ♥ Resenha Joyland”


Mais magro: A Maldição do Cigano - Stephen King l Entre Anas

[…] humanos como raiva, vingança e egoísmo. Até um pouco parecido com Joyland (tem resenha aqui!), mas essas 216 páginas têm, realmente, bem mais suspense e […]


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