DESCOMPLICANDO O VEGANISMO
RECEITAS VEGANAS
Transição para o veganismo


21 outubro, 2016

Há, aproximadamente, dois meses eu decidi me tornar vegana. Isso, para mim, de imediato significou basicamente começar uma dieta vegetariana estrita, pois até o momento eu era ovolactovegetariana. Ué, Luana, então você é vegana ou não? Sim. E não. Porque, apesar de não consumir mais nada de origem animal, eu ainda peco em relação às marcas e outros detalhes. O veganismo é um processo. Diversos elementos da minha vida envolviam exploração animal e não é tão simples assim acordar um dia, jogar tudo no lixo e começar do 0. Quem dera se fosse.

transicao-para-o-veganismo-primeiros-meses2

Ser vegana não é só sobre a minha alimentação, sabemos disto. É sobre não financiar a exploração animal e isso não se dá somente na carne, ovos e leite, mas desde o amaciante que eu uso nas roupas até o meu batom. Quem acompanha o blog há um tempo, sabe que, por exemplo, eu faço low poo vegano, ou seja, tudo o que eu uso nos meus fios é cruelty free e sem nada de bichinhos. Por outro lado, quem compra produtos de limpeza aqui em casa é a minha mãe e eu não posso exigir que ela use determinada marca porque minhas convicções dizem que usar OMO é antiético.

 

E, então, eu vou me definir como? Se eu tento incluir o veganismo em tudo o que eu posso na minha vida, mas, ao mesmo tempo, não sou, teoricamente, 100% vegana? Se eu ainda estou aprendendo, evoluindo e descobrindo? Porque, caramba, cada dia que passa é uma surpresa.

 

Eu já passei pela fase de me sentir culpada por acabar comendo algo que tinha sazon vermelho e eu não sabia. Não me aterrorizo mais por coisas que estão fora do meu controle, por deslizes, por atitudes que ocorrem em decorrência da falta de informação. Eu sei que eu me preocupo com o meio ambiente, a minha saúde e quero viver um estilo de vida livre, sem crueldade. Na minha cabeça, a partir do momento em que eu começo a colocar essas coisas em prática, eu sou vegana.

 

Existe uma pressão muito grande dentro da própria comunidade para que se faça tudo da maneira “certa”. Se você é vegetariano, está errado, porque tomar leite e comer ovo também é cruel. Se decide virar vegano, não pode comprar da marca X, porque ela tem produtos de origem animal, mesmo que aquele determinado item não tenha. Tem até uns que falam que comer linguiça de soja é errado, porque é querer imitar um produto que vem da morte de um bicho. Tem gente para criticar tudo. E isso me deixou receosa em falar que sou vegana (ou tentante) aqui no blog.

 

Mas, apesar dos pesares, eu, Luana, a partir daquele dia em que pensei não, agora é pra valer, me autodenomino vegana. Principalmente para os outros. Imagine se eu chegasse em todo lugar novo e falasse que sou vegetariana estrita, vegana em transição? Só ia afastar as pessoas desse estilo de vida, não aproximá-las, que é a ideia, certo? Por esse mesmo motivo, eu me autodenominava vegetariana, não ovolactovegetariana.

 

Há, aproximadamente, dois meses eu decidi me tornar vegana. Isso, para mim, de imediato significou basicamente começar uma dieta vegetariana estrita, pois até o momento eu era ovolactovegetariana. Ué, Luana, então você é vegana ou não? Sim. E não. Porque, apesar de não consumir mais nada de origem animal, eu ainda peco em relação às […]

Leia mais



TAGS:






8 julho, 2016

Semana passada eu compartilhei os detalhes da minha transição para o vegetarianismo e, hoje, é dia de vídeo com dicas para quem deseja começar ou já está dando os primeiros passos. Pensando na minha experiência (e naquelas que esbarrei por aí), separei algumas maneiras que podem te ajudar a não desistir de trilhar esse caminho. Porque, convenhamos, não é fácil. Às vezes, não temos o apoio da família, muitas dúvidas, falta de inspiração… Por isso, reuni nesse vídeo maneiras de aumentar a sua força de vontade, para que todo dia você acorde pensando que vale a pena não comer carne ou nada de origem animal.

Vegetarianismo: dicas para começar e não desistir

Mas já adianto (spoiler do vídeo): você precisa querer. E muito. Porque as propagandas, os restaurantes, pessoas próximas, a internet, desconhecidos, boa parte das coisas ao seu redor não irá colaborar. Ao decidir cortar a carne, você está questionando o modo como a maioria das pessoas vive, quebrando um padrão. Ao invés de tapinhas nas costas, você receberá comentários desnecessários e olhares de desaprovação. Ninguém quer abrir os olhos e perceber como o próprio estilo de vida é insustentável. Sendo assim, você precisa sentir que essa é a escolha certa, que não há uma alternativa melhor e, dessa maneira, será mais fácil de lidar com as dificuldades.

 

No geral, as dicas soam até simples demais, mas elas, com certeza, facilitaram e fortaleceram os meus ideais nesse processo tão recompensador. Desde entender o seu corpo até encontrar canais com receitas vegetarianas, você precisa se jogar de cabeça nessa! Então, dá o play e vem descobrir o que me ajudou a começar e não desistir:

 

 

🐷 Documentários e vídeos 🐷

 

➳ A engrenagem

➳ Forks Over Knifes (tem post sobre ele aqui!)

➳ A Carne é Fraca

➳ Cowspiracy

➳ Food Matters (tem no Netflix!) 

➳ Terráquios (esse é bem pesado ok?)

 

🐮 Canais para colocar a mão na massa 🐮

 

➳ Ogros veganos (é um grupo no FB, mas vale!)

➳ Presunto vegetariano

➳ VegetariRANGO

➳ VegTube

➳ Clube Vegano

➳ Cozinha da Mari

➳ Divegana

➳ Canal Luísa Ferrari (adoro os vídeos de O Que Eu Comi Hoje)

➳ Rawvana

➳ FullyRaw Kristina

 

That’s it! Lembre-se sempre de escutar os sinais do seu corpo, buscar apoio em diferente lugares, evitar as tentações, se inspirar, cozinhar e fortalecer cada dia um pouquinho mais os seus motivos. Estamos juntxs nessa! ♥

 

💛 Quer ler mais sobre esse estilo de vida? Vem passear na categoria Vida Verde 💛

E vamos ser naturebas na redes sociais:

Instagram l Facebook l Twitter l Pinterest l Youtube

Semana passada eu compartilhei os detalhes da minha transição para o vegetarianismo e, hoje, é dia de vídeo com dicas para quem deseja começar ou já está dando os primeiros passos. Pensando na minha experiência (e naquelas que esbarrei por aí), separei algumas maneiras que podem te ajudar a não desistir de trilhar esse caminho. […]

Leia mais



TAGS:






7 julho, 2016

Dei o play no Netflix e encontrei o clássico começo dos documentários sobre o assunto: doenças, remédios, obesidade, gordura, fast food. O que comemos está nos matando. Essa, talvez, é a primeira geração de crianças que viverá menos que os seus pais. Um conjunto de discursos e programas de televisão lembrando como a situação é alarmante. Qual é então a solução? Diminuir alimentos de origem animal, processados e aumentar os integrais e vegetais? Simples assim?

FORKS OVER KNIFES - RESENHA

É isso o que Forks Over Knifes, ou Troque a Faca Pelo Garfo, tenta responder, a partir da visão de especialistas, como o Dr. T. Colin e Dr. Caldwell Esselstyn. No fim, a conclusão é quase óbvia: sim, é simples assim. Uma alimentação vegana não só previne, como é capaz reverter muitas doenças. Os pacientes ao longo do documentário mostram como isso é possível. Chegou, então, a hora de abrir a sua geladeira e pensar: isso está me dando vida ou me aproximando do fim?

 

Esse é mais um dos documentários para a listinha de: balde de água fria que te faz questionar toda a sua alimentação. Até mesmo para mim que já sou vegetariana. Ao mesmo tempo que ele reforça minhas convicções, fica impossível não repensar alguns dos meus hábitos e querer cortar de vez os alimentos de origem animal. 

 

Ao invés de fazer uma resenha por aqui, decidi separar as principais ideias do Forks Over Knifes e agrupar nesse post. É claro, no documentário tudo é bem explicadinho, com dados, a fala dos profissionais e argumentos. Mas dá para pegar a mensagem com esses tópicos:

 

➳ Consumir alimentos de origem animal aumenta o colesterol e doenças cardiovasculares

 

Usando o histórico de pesquisa dos médicos que o documentário acompanha, estudos de laboratório e casos reais, Forks Over Knifes mostra como os alimentos de origem animal contribuíram para aumentar consideravelmente o número de doenças fatais.

FORKS OVER KNIFES - CÂNCER E CARNE

Para não deixar muito abstrato, um dos exemplos citados pelo Dr Esselstyn é caso da Noruega. Quando os alemães chegaram na país, em 1940, confiscaram todos os animais para abate ou produção de derivados com a intenção de usá-los para alimentar somente as tropas. Consequentemente, a população passou a ter uma dieta essencialmente baseada em verduras, legumes e frutas. O que aconteceu? O nível de doenças cardiovasculares caiu drasticamente. Mas com o fim do regime nazista e a volta dos produtos de origem animal, lá veio o derrame e os ataques do coração outra vez.

 

➳ Proteína animal é muita boa em causar câncer

 

Dei o play no Netflix e encontrei o clássico começo dos documentários sobre o assunto: doenças, remédios, obesidade, gordura, fast food. O que comemos está nos matando. Essa, talvez, é a primeira geração de crianças que viverá menos que os seus pais. Um conjunto de discursos e programas de televisão lembrando como a situação é […]

Leia mais



TAGS:








NÃO PERCA AS NOVIDADES, CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER!