15 Janeiro, 2018

Esse post é para você que, assim como eu, se vê – no meu caso, se via – em uma faculdade onde não se identifica com as pessoas, as matérias e o mercado de trabalho. Você está indo para aquele ambiente acadêmico de segunda à sexta-feira – às vezes, aos sábados – com uma sensação de peso nos ombros, com a certeza de que seguir aquela carreira te fará uma pessoa infeliz. O que fazer, então? Desistir da faculdade ou não?

DESISTIR DA FACULDADE OU NÃO

Eu acredito que uns dos maiores erros começam com a pressão que um adolescente de dezessete anos tem para escolher uma profissão para o resto da vida. Ninguém está com as opiniões e ideais formados nesta idade. Você ainda está se descobrindo. É muito injusto ter a obrigação de saber com total certeza qual curso é o certo para você.

 

Mas mesmo que você não tenha feito essa escolha aos dezessete anos, como eu, é comum mudar de ideia no meio do caminho. Nós somos seres em constante evolução, então, o que parecia certo há dois anos, hoje, já não soa como o melhor caminho.

 

E está tudo bem

 

Essa é a primeira parte: entender que não há nada de errado em querer desistir da faculdade. É mais comum do que se imagina. Na minha sala no curso de jornalismo, por exemplo, um dos meus colegas estava na quarta faculdade. Pois é. E está tudo bem.

 

Um diploma não define quem você é. Ele te ajuda em muitas coisas, é verdade, mas adiá-lo por alguns anos não vai tornar a sua vida um fracasso, como alguns te fazem acreditar.

 

Aceite esse sentimento. Aceite que você mudou. Aceite suas novas ideias e vontades. Aceite a pessoa que você está se tornando. E aceite a sua intuição.

 

Por um tempo, eu me culpei por querer desistir da faculdade. Como assim jornalismo não é mais o sonho? Por que eu não me encaixo nesse lugar? O que aconteceu com aquela Luana? Eu te respondo: aquela Luana mudou, aquela Luana idealizava uma profissão que, na realidade, não tinha nada a ver com o que eu sonhava.

 

A partir do momento que você entende que está tudo bem, a vida parece mais leve. Ignore por um tempo as opiniões alheias, a pressão da sociedade e do próprio meio acadêmico. Olhe para dentro de si e vamos para o próximo passo.

 

Entenda os seus motivos para desistir da faculdade

 

Aqui temos um ponto importante. A faculdade pode ser bem opressiva. São cinco textos de cinquenta páginas cada por semana, uma única prova para demonstrar todo seu conhecimento em um semestre, professores egocêntricos, disputas para ver quem tem as melhores referências, trabalhos em grupo desgastantes, seminários apavorantes e outras situações que só um graduando vai entender.

 

Quantas vezes eu me vi de cabelo em pé por causa da faculdade? Passei noites em claro, chorei, fiquei ansiosa, briguei com as minhas amigas e a minha namorada, me senti inútil, incapaz, não pertencente, entre tantos outros sentimentos ruins.

 

E, aí, entra a questão: será que você não quer desistir da faculdade por todos esses problemas? Pela pressão por uma nota na média, prazos loucos e a disputa constante de ego? Será que não é a faculdade em si o seu problema, não o curso?

 

Se você resolver desistir da faculdade agora, na próxima você encontrará os mesmos problemas burocráticos e falhas no modo de ensino das instituições por aqui. É assim que funciona por enquanto. Um grande professor meu, lá no primeiro ano da faculdade, que me deixou um pouco louca com teoria da comunicação, confesso, disse o seguinte: não deixe que a faculdade atrapalhe os seus estudos.

 

Descubra se esse não é o seu problema. Pare um pouco e pense se você ainda se vê naquela carreira, se você gosta das matérias e se ainda há identificação. Quando a resposta for sim, a solução é encontrar maneiras criativas de lidar com a opressão da faculdade.

 

Participe de um grupo que te dará oportunidades de levantar discussões, como o centro acadêmico ou coletivos feministas, faça um amuleto, comece terapia, desabafe com sua melhor amiga, o que deixar a sua mente mais leve está valendo.

 

Lembre, sempre, sempre, sempre – sempre mesmo – que uma nota qualquer no seu boletim não diz o quanto você é capaz. É só uma nota. É só uma prova. Nenhum sistema de avaliação define o seu valor. Ponto final.

 

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DESISTIR DA FACULDADE OU NÃO

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7 dezembro, 2017

Ah, o natal. Quando a cidade se enche de luz, os gatos se divertem com os enfeites nas árvores, as crianças se preparam para a chegada do bom velhinho e os adultos, mesmo que não acreditem nessa fantasia, também são capazes de sentir o espírito natalino nos pequenos detalhes. Deu para perceber que eu amo essa época, não é?

transforme seu natal

É o momento de rever o seu ano, planejar seus próximos passos, reencontrar pessoas queridas, arrancar sorriso, se permitir sonhar, ter esperança e acreditar um pouquinho na magia que nos cerca. Magia que não está nos contos de fadas, mas nos pequenos gestos que confortam nosso coração quando deitamos a cabeça no travesseiro. Magia que te faz acreditar que amanhã será, sim, um dia melhor.

 

Porque, no fim, o natal não é sobre decoração, presentes, amigo secreto e chocotone. É claro, tudo isso faz a data ser ainda mais gostosa. Mas em dezembro nós temos a chance de lembrar o nosso propósito e acreditar que chegou a hora de se tornar a melhor versão de nós mesmos.

 

Por isso, decidi separar nesse post 6 atitudes que você transforme seu natal. Mesmo se você não gosta da comemoração, tem uma memória ruim ou, simplesmente, acha que essa é uma data criada pelo capitalismo (o que é real), essas 6 atitudes te ajudarão a evoluir como pessoa. Não tem a ver com a ceia, a piada do pavê ou o champanhe à meia noite, mas com deixar uma marca positiva por onde passa. Tem a ver com confortar seu coração, abrir sua mente e se permitir. Aproveite essa chance de transformar o espírito natalino em algo ainda maior e tornar o seu último mês do ano algo memorável.

 

Seja gentil 🎅

 

Pare de viver no automático. Perceba as pessoas ao seu redor. Elogie. Dê um bom dia. Ofereça ajuda. Sorria. Acene. Abrace. Defenda. Escute. Apoie. Enxergue.

 

Ser gentil no natal não é só sobre pegar uma cartinha de uma criança no correio, doar as roupas que não usa mais ou ajudar uma instituição de caridade. É sobre entender que nós vivemos compartilhando energias e que um pequeno gesto pode mudar tudo.

 

Quem recebe uma gentileza, não esquece. Quem é gentil, faz uma escolha sábia que tem um impacto positivo em ambas as partes, mesmo sem exigir um retorno. Porque ser gentil é um ato altruísta. E em uma sociedade tão egoísta, ter alguém fazendo algo pelo outro é revolucionário.

 

Tire um tempo para você 🎅

 

Um tempo para pensar sobre a pessoa em quem deseja se tornar. Um tempo para fazer aquele curso que adiou durante o ano todo, para escutar suas músicas favoritas, terminar aquele livro que ficou em cima do criado mudo. Um tempo para tomar um banho longo, arrumar o cabelo, arrumar o quarto, arrumar a bagunça – exterior e interior.

 

Você merece. Se antes eu te pedi para parar de viver no automático, o natal também é uma boa oportunidade para parar de correr. Para desacelerar.

 

Lembre-se que o sucesso em todas as áreas da sua vida está atrelado ao seu nível de desenvolvimento pessoal. Dificilmente, você terá uma carreira ou uma vida amorosa de sucesso se você não dedica um tempo para evoluir como pessoa, para olhar para dentro de si e refletir sobre mudanças – isso eu aprendi em um livro que comentei neste vídeo.  

 

Tirar um tempo para você também é um ato de gentileza.

 

Aprenda a perdoar 🎅

 

Já que o natal prega pela união, por que não deixar as mágoas de lado? A mágoa é um sentimento que alimenta a raiva, a vingança e o nosso sofrimento. Acreditar no imperdoável é um convite para se auto sabotar.

 

Saber perdoar não é uma característica apenas de pessoas muito evoluídas. Não é também diminuir os erros alheios ou proteger os supostos culpados, mas, sim, a escolha de ter uma vida mais leve, saudável e feliz. Significa que você seguiu em frente e a dor não tem mais espaço para ecoar e alimentar sentimentos ruins.

 

E muito além de alcançar o perdão, se autoperdoe. Se livre da culpa, reconheça seus erros, mas saiba valorizar os seus acertos. Você tem a chance de mudar, então faça isso ao invés de remoer erros antigos. Você também merece o perdão.

 

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2 dezembro, 2017

Nós já falamos muito de Stephen King por aqui, é verdade. Mas nem só de livros de terror e sereias se faz uma boa estante. Decidi, então, compartilhar com vocês algumas das minhas leituras dos últimos meses que nada tem a ver com ficção ou fantasia e, sim, com o nosso papel nesse mundo, nossa essência.

LIVROS PARA MUDAR DE VIDA

Não sou prima de Buda ou guru Zen à la Juliana Goes. Longe disso. Mas desde a minha transição para o veganismo eu me pego pensando sobre o meu propósito e repensando outras atitudes que vão muito além da alimentação. Porque eu me recuso a acreditar que a vida acaba no ciclo trabalho-casa-faculdade-bar. Nós somos complexos demais para deixar que o tempo passe sem olhar para dentro de nós mesmos.

 

Uma vez, em uma entrevista, uma mulher comentou sobre como, atualmente, não conseguimos passar nem cinco minutos sozinhos com os nossos próprios pensamentos. Precisamos sempre de uma distração para abafar os sons dentro da nossa cabeça. E, assim, a gente nunca pensa sobre o que nos incomoda, o que nos motiva, o que podemos melhorar, o que nos faz ser quem somos.

 

De fato, quando esses assuntos surgiram na minha vida, eu realmente me sentia culpada, sufocada, despreparada. Afinal, você está se colocando contra a parede, questionando tudo e todos, valores e crenças. Agora, talvez, você se pergunte: por que, então, continuar? Porque eu percebi que evoluir como pessoa é a nossa obrigação. Dói. Mas é melhor passar por essas turbulências e crises do que viver no automático. Porque, no fim, quando você se entende, quando você aprende, você preenche um vazio que, paradoxalmente, torna a vida mais leve, completa.

 

Ler, nesse caminho, me ajudou muito, já que as palavras sempre foram meu refúgio. Recorri, então, a indicações da Juliana Goes e da Fran Guarnieri, minhas gurus pessoais no que diz respeito à evolução pessoal. Comprei livros sobre budismo, com meditações diárias e até mesmo sobre produtividade. Já comentei sobre dois deles aqui, no post “livros para desintoxicar corpo e alma” e, hoje, trouxe mais três, com propostas totalmente diferentes.

 

 

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