14 junho, 2018

A temperatura diminui e não me restam dúvidas: meu coração pertence ao verão. Ao calor, vestidinhos frescos, água de coco e céu azul. Me desculpem os fãs de sobretudo e cachecóis, mas não podemos nos esquecer que o frio é cruel com aqueles que não conseguem se proteger dos seus ventos gelados. Não tem nada de glamouroso em passar a noite na rua quando o termômetro marca 12 ºC, ou, então, ver animais abandonados falecerem por não encontrarem abrigo. Quando chega o frio, é hora de tirar o casaco e a solidariedade do armário.

COMO SER SOLIDÁRIO NO FRIO - DOAÇÕES (1)

Um ato generoso aquece o seu coração e os dias daqueles que não podem recorrer às cobertas, chocolate quente e aquecedor. Compartilhei abaixo algumas atitudes que podemos tomar para transformar esse inverno em uma época acolhedora para todos!

 

Como ser solidário no frio?

 

Doe peças que não usa mais

 

Chegou o momento de desapegar. Sabe aquele casaco que você comprou na promoção, mas não tem nada a ver com você? Ou, então, aquela calça jeans que está muito apertada? Pois bem. Desapegue. Deixe o seu armário mais leve e o inverno de alguém mais quente.

 

Ao fazer essa limpeza no armário, considere tudo: cobertores, meias, pijamas, luvas, calçados, entre outras peças. Coloque-se no lugar de quem vai receber a doação. Tenha uma postura de comprometimento e respeito diante do outro. Seu apego aos bens materiais não deve se sobrepor a uma necessidade real de sobrevivência.

 

Distribua marmitas quentinhas

 

Fome + frio não é uma equação agradável, certo? Mas é isso o que acontece com muitas das pessoas em situação de vulnerabilidade social. As dificuldades do dia a dia, em conseguir um banho, um lugar para dormir e um prato de comida, se agravam quando cai a temperatura.

 

Tire um dia na semana para cozinhar uma grande quantidade de comida. Prefira alimentos que sustentem bastante, como, por exemplo, uma sopa a base de carboidratos com batata, mandioca e macarrão. Distribua a quantidade em marmitinhas e entregue aos moradores de rua. Lembre-se, porém, de manter a empatia. Inicie um diálogo, pergunte o nome da pessoa, a idade e, principalmente, se ela aceita. Se a resposta for negativa, não force.

 

O ser humano à sua frente tem uma história e é preciso respeitá-la. O altruísmo não exige nada em troca. Por isso, não queira se colocar em um pedestal ou fique brava por não ouvir um obrigado. Criar essa corrente do bem não é em prol do seu ego e, sim, em prol do outro.

 

Crie sua própria campanha do agasalho

 

Faça isso na sua empresa, escola, bairro, farmácia, igreja, mercado ou seja lá qual for o lugar em que trabalha ou frequenta. Separe uma caixa grande de papelão, prepare alguns panfletos e avise por aí que está recolhendo doações.

 

Tome a iniciativa! Não espere que façam por você. Ser solidário no frio, no outono, no verão ou primavera só depende de você. 

 

Compre uma roupinha para animais abandonados

COMO SER SOLIDÁRIO NO FRIO - ANIMAIS (1)

Não são só os humanos que sofrem no inverno. Imagine como é ser um cachorro ou gato abandonado vagando pelas ruas de uma cidade fria. Assim como com moradores de rua, você pode deixar em pontos estratégicos potinhos com água e ração para esses animais. Ou, então, andar com uma bolacha extra na bolsa!

 

Além disso, comprar uma roupinha também é uma ótima forma de diminuir o sofrimento desses bichinhos. Se você é costureira, coloque a mão na massa e crie agasalhos especiais para os gatinhos ou cachorros. Mas cuidado! Antes de vestir o animal, certifique-se de que ele não é bravo e não se esqueça o quanto ele precisa de carinho. 

 

Apesar de existirem pessoas más intencionadas, dê preferência às roupinhas com zíper ou velcro. Assim, quando o animal sentir calor, será mais fácil de tirá-las.

 

Operação Baixas Temperaturas

 

Foi essa campanha da prefeitura de São Paulo que me incentivou a escrever este post. Vi um cartaz em um ônibus e, imediatamente, anotei o número para não esquecer.

 

Quando a temperatura estiver abaixo ou igual a 13 ºC, você pode ligar para número 156 e informar onde viu uma pessoa em situação de risco. Agentes irão até o local e oferecerão acolhimento para essa pessoa. São cerca de 400 profissionais trabalhando exclusivamente nessa abordagem nas ruas.

 

A prefeitura e o governo de São Paulo pecaram muito nos últimos anos, mas, como essa ação existe, é importante cobrar para que seja colocada em prática.

 

Olhe se na sua cidade não há algo parecido! O estado deve assumir a responsabilidade para garantir que todos tenham seus direitos assegurados, principalmente, em épocas como no inverno.

 

Viu só como ser solidário no frio não é tão difícil? Se envolva com o próximo e assuma sua parcela de responsabilidade. Por fim, pratique, acima de tudo, o amor, porque ele, sim, além dos cobertores, pode nos aquecer nesse inverno ❤

 

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23 dezembro, 2017

Dia 23. Faltam dois dias para o natal e você está desesperada pensando que ainda não conseguiu comprar todos os presentes que queria? Calma, respira e lê esse post. Eu separei 5 dicas de presente de natal para a última hora. São presentes diferentes, criativos, legais, mas com muito afeto, capazes de fazer qualquer pessoa sorrir.

 

Dicas de presente de natal para a última hora 🎁

Receita no potinho

DICA DE PRESENTE DE NATAL - COOKIE IN A JAR

Essa é uma ideia de vídeo antiga: ensinar como fazer cookies in a jar. Mas o natal chegou e eu não coloquei em prática. Viu? Você não é a única que deixa as coisas para última hora. Tudo bem, de qualquer forma o conceito está ganhando espaço nesse post.

 

O cookie in a jar (ou o cake in a jar, panqueca in a jar, brigadeiro in a jar, a comida que você quiser in a jar) nada mais é do que dosar os ingredientes secos de uma receita e montá-los de uma forma bonitinha em pote de vidro.

 

No potinho, você amarra um papelzinho com o restante das instruções e ingredientes necessários, enfeitando como quiser. Nada mais natalino do que paninhos verdes, laçarotes vermelhos e brilho dourado. Ou, então, quem quiser ser mais criativo, por que não uma rena de madeirinha, um boneco de neve de algodão ou um papai noel de EVA.

 

É um presente super simples, mas muito criativo. Você pode fazer uma caixinha com vários em versões individuais ou um potão com a receita para toda a família. Além de ter todo o toque natalino de colocar a mão na massa, deixar a casa com cheirinho de doce e poder compartilhar com quem se ama depois.

 

Para copiar: Cookis da Cammie Scott l Cookies da Cassandra

Imagem: Mark O’Meara

 

Uma experiência

DICA DE PRESENTE DE NATAL - UMA EXPERIÊNCIA

Como assim uma experiência, Luana? Ei, vamos lembrar que presentes não são só coisas materiais. Afinal, não são os momentos que passamos juntos e as experiências que acumulamos que fazem da vida algo tão incrível?

 

Pois bem. Dê para quem você ama uma experiência. Pode ser uma viagem, um curso, um ingresso de teatro, cinema, um show, a entrada de um parque de diversão. Dê o pontapé inicial para que essa pessoa tenha um dia ou um final de semana inesquecível.

 

É muito mais legal do que comprar uma brusinha, fala sério.

 

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15 Fevereiro, 2017

Há sete meses, eu limpei o meu armário, tirei 80 peças e mantive 140 nas gavetas e cabides. Há sete meses, eu fiz este post contando sobre esse processo, autocontrole e escolhas que nos deixam mais leves. A partir daquele momento, prometi que ficaria um ano sem comprar roupas até o dia 12 de julho de 2017. Exatamente, um ano depois. Porque a ideia era ter um guarda roupa com mais equilíbrio e menos apego. Cá estou eu, para contar se essa ideia deu certo. Ou não.

UM ANO SEM COMPRAR ROUPAS

Fato é que meu guarda roupa já precisa de outra limpeza. Seja para organizar ou passar mais peças para frente. Eu levei as que separei para doação, mas, ainda assim, parece que tem coisa criando teias de aranha, esquecidas debaixo das roupas que considero prioridade. Talvez eu devesse me forçar a usar todas as roupas que tenho, me obrigando a ser criativa e pensar em novas combinações, além das que estou acostumada. Talvez eu devesse sair da zona de conforto, sem sair da zona do meu guarda-roupa.

 

Apesar de ter as minhas queridinhas e deixar algumas peças de escanteio, eu estou me virando muito bem com as 140, muito obrigada. 120, sem shorts e blusas de ficar em casa. Afinal, ninguém precisa de tudo isso para viver ou, caso esteja pensando, se vestir bem. Isso eu entendi. É possível viver com pouco. Ou menos do que se tinha.  

 

No dia a dia, eu tenho os meus momentos de: socorro, não tenho nada para vestir. Todas temos. Ainda mais quando sou “obrigada” a usar calça no curso técnico, sendo que se dependesse de mim eu usaria vestidos e saias pelo resto da vida. Eu tenho o que vestir. É só que naquele dia as peças não combinam com meu humor, a ocasião, o meu cabelo, minha maquiagem… Ou, quer dizer, é isso que meu cérebro acostumado com o consumismo pensa. Porque elas combinam. Se não combinasse, eu não teria comprado de início de conversa.

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