DESCOMPLICANDO O VEGANISMO
RECEITAS VEGANAS
Transição para o veganismo


9 janeiro, 2019

Esse não é um post irônico sobre as desvantagens em ser vegano. E também não tem nada a ver com a ideia de que, ao virar vegano, você vai perder fontes de cálcio e proteína. Na verdade, a única coisa que perdemos no quesito nutricional é a B12 e, olhe lá, pois a deficiência dessa vitamina não é uma exclusividade dos veganos.

 

Eu sou a pessoa que sempre fala o quanto ser vegano é maravilhoso. O quando sua vida muda, sua saúde melhora e sua visão de mundo se transforma. Realmente, o saldo é bem mais positivo do que negativo. Não tem como comparar. Mas, ainda assim, existem algumas coisinhas chatas que eu considero as desvantagens em ser vegano, afinal, nenhuma pessoa que come carne passa por isso.

 

 

Que fique claro: essas desvantagens não são nenhum impedimento para quem deseja se tornar vegano. São situações chatas do dia dia, com as quais aprendemos a lidar facilmente. Hoje, eu tiro de letra todas elas. Seu cabelo não vai cair, você não vai ter anemia – é claro, se cuidar da alimentação – e nem perder um dedinho do pé. Você não vai começar a ser good vibes, comer grama ou nunca mais colocar um hambúrguer na boca.

 

Nenhuma desvantagem em ser vegano é capaz de superar os benefícios. Nenhuma piadinha, dificuldade em encontrar linguiça de soja ou vontade de comer requeijão supera nossa compaixão. Quem olha de fora, pensa que tudo é desvantagem. Mas quem faz essa escolha, sabe que toda renúncia vem acompanhada de uma sensação de preenchimento indescritível.

 

Mas, Lu, quais são, então, as desvantagens em ser vegano, ué? Cá estão elas…

 

As 5 desvantagens em ser vegano

 

1. Você vai se afastar de certas pessoas

 

Ou elas vão se afastar de você. Mas, acredite, se elas o fizerem é porque nem mereciam estar ao seu lado. Assim como se precisar chegar no nível de você se afastar, é porque, realmente, essa pessoa não lhe traz mais nada de positivo.

 

desvantagens em ser vegano - amigos

 

Temos que estar ao lado de pessoas que nos apoiam, que, mesmo com ideais diferentes, nos entendam e, acima de tudo, nos respeitem. Uma piadinha e o clássico mas as proteínas até vai. Agora, o que não vale é a pessoa deixar de te convidar para os lugares, inferiorizar o que você acredita, fazer brincadeiras desrespeitosas e ter atitudes que te deixem descontáveis. Se o diálogo não resolver, se afastar é consequência.

 

Eu, Luana, não me afastei de ninguém. Alguns dos meus amigos viraram vegetarianos, veganos e os outros, por mais que zombem da minha salsicha de cenoura, nunca me desrespeitaram. Eu não acho que você precisa reformular todo o seu círculo social ou conviver só com pessoas que pensam igual a você, até porque isso não é saudável, mas virar vegano pode abrir os seus olhos em relação a muitas pessoas.

 

No fim das contas, quem gosta de você, vai continuar ao seu lado. Talvez, a pessoa não queira escutar sobre veganismo, mas o mais importante é que ela não vai tirar sua voz por isso. Já quem não soma, vai sair da sua vida aos poucos. Então, talvez, isso nem seja desvantagem, não é?

 

2. 80% das pessoas vai achar que você está doente

 

Mas como você consegue proteína? E seus ossos? Sua pele não está mais pálida, não? Você no médico? Deixa eu ver o seu olho…

 

Tem gente que é mais sutil, tem gente que joga na lata, mas boa parte das pessoas sempre vão achar que você tem deficiência de alguma vitamina, está sem proteína ou vai ter que ir pro hospital a qualquer momento. Às vezes, dá vontade de andar com os exames de sangue na bolsa e não falar nada, só tirar o envelope da bolsa 

 

O que eu mais acho engraçado é que desses 80%, 0,2% são nutricionistas. O resto repete ideias do senso comum que, apesar de compreensíveis, enchem o saco. No começo, eu era bem mais ríspida. Hoje, eu tento explicar, com bons argumentos e usando exemplos, como é possível ser saudável e vegano. Boa parte dessas pessoas vai escutar com curiosidade e mudar algumas ideias equivocadas. Outras vão partir para o mas não dá pra viver sem bacon. Aí você só acena, concorda e finge que a sua mãe está te ligando.

desvantagens em ser vegano - amigos

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19 setembro, 2018

Eis que entra uma vegana no MasterChef Profissionais, a Drica Avelar. Todos os ativistas se animaram e pensaram: uhul, alguém para falar sobre veganismo em rede nacional e cozinhar algo além de cogumelos e batatas. Mas o pensamento não parou por aí. Nós também colocamos uma série de expectativas em cima de uma única pessoa. Passamos a enxergá-la como a porta do voz do veganismo, sem nem ao menos ela ter se candidatado ao posto. A próxima terça chegou e, com ela, caiu uma chuva de ignorância, grosseria e, supostas, decepções. Por quê? Ela cozinhou carne.

 

Decidi, então, ligar a câmera e bater um papo reto e sério com você, aí do outro ladinho. Se aconchegue, abra o coração e dê o play, sim? ❤

 

Vegana no MasterChef, minha opinião 🌱

 

 

Dito tudo isso no vídeo, vamos começar pelo básico: o programa não é vegano. Não é uma competição sobre quem faz a melhor receita com tofu e castanha de caju. Tem carne, muita, por sinal. Tem vaca entrando no programa, carne de jacaré, ovo de avestruz e partes de corpos de animais que você nunca imaginou que alguém, em sã consciência, comeria. A Drica entrou ciente disso. Eu e você sabemos disso. Então, por que achamos que algo mudaria nas regras? Nós somos tão especiais assim? Por que esperamos que a Drica fosse um exemplar de perfeição e calculasse antecipadamente todos os passos dela dentro do programa, no mercado e em frente ao fogão?

 

Ah, mas aí você pode relembrar a principal queixa de muitos veganos: a Drica cozinhou bacalhau em uma prova na qual não precisaria, necessariamente, cozinhar carne, onde a ideia era criar um receita sem sal. O fato de ter escolhido um prato com ingredientes de origem animal ao invés de um prato vegano foi um desserviço à causa. Ok, e o kiko? Quer dizer que a Fafella, por cozinhar carne para o filho, é menos vegetariana? Que se eu passar requeijão na torrada para minha namorada sou menos vegana?

 

Em seu canal do YouTube, a Drica conta como a pressão, o medo e a correria a fizeram falhar. Me doeu tanto ouvir isso… Porque, Drica, você não falhou. Você não precisa se justificar. Você não deve explicação aos veganos e a ninguém. Deixa a polícia vegana se estressar sozinha. Você está, sim, levando o veganismo a mais pessoas e inspirando muitos por aí. Eu que peço desculpas por ter ficado brava de início e concordado com a parcela que se decepcionou. Agora, eu sei que não adianta pregar compaixão se a gente não para um minuto para se colocar no lugar do outro.

vegana no masterchef - drica

Quando entrei no curso técnico, por exemplo, das 40 pessoas na sala, só a professora sabia o que significava o termo veganismo. O restante ficou com cara de desentendido quando me apresentei. Mas foi a partir daquele momento que 40 pessoas entenderam que existe uma alternativa aos produtos de origem animal. Foi com aquele “oi, meu nome é Luana, sou feminista e vegana” que 40 pessoas foram apresentadas a um estilo de vida mais afetivo, consciente, ético e transformador.

 

No curso, eu ainda precisei participar de aulas práticas com carne e fazer seminários sobre o leite. A nutrição tradicional não é vegana, afinal. Eu me incomodava? Sim. Da mesma forma que, para Drica e outros cozinheiros veganos, não deve ser fácil lidar com produtos de origem animal. Mas era algo que eu me propus a fazer, algo que eu queria muito concluir, assim como a Drica fez a inscrição sozinha, sem ninguém a obrigar, e sonha em ganhar o prêmio – e é melhor ela ganhar e usar o dinheiro em prol da causa ou outro que vai investir em mais crueldade?

 

Quando a gente entende que o mundo não é vegano, o X da questão é aprender a se adaptar e ainda manter seus ideais intactos. Se eu tivesse desistido, talvez, a minha amiga não virasse vegetariana e as professoras não teriam levado o assunto para dentro da sala de aula. Se a Drica saísse do programa, teria perdido a oportunidade de dizer ao Fogaça: não, eu não refoguei o cogumelo na manteiga porque a indústria leiteira é uma das mais cruéis.

 

Um outro detalhe que precisamos ressaltar por aqui: a Drica não é uma enciclopédia ambulante de veganismo. Ela não é a Jeovegan. Não é a obrigação dela veganizar o Brasil, ok? O veganismo é uma escolha que, apesar de impactar no coletivo, parte de uma consciência individual. Você não pode dizer que está decepcionado porque ela não pegou um alto falante e saiu dizendo no meio da prova: não é sua mãe não é seu leite, carnistas não passarão. Não pode se frustrar porque, em meio a pressão, ela pegou um bacalhau, enquanto a Ana fazia a contagem regressiva.

 

Assim como no feminismo, existem vertentes diferentes no veganismo e nenhuma está mais certa que a outra ou é melhor. São formas diferentes de encarar o movimento e está tudo bem. Se, no fim do dia, o objetivo é acabar com a exploração animal, quem somos nós para separar veganos nutella e veganos raiz?

 

Eu não gostaria que as pessoas que estão na transição para o veganismo sentissem que precisam se justificar a todo instante ou, então, que não podem errar. Ir contra o estilo de vida da maioria massiva da sociedade não é tarefa fácil. O veganismo é, sim, lindo e gratificante, mas o caminho até ele é árduo e existem muitas forças puxando a nossa resistência para trás. Por isso, o que precisamos é de apoio. De alguém que escute sem um tom de julgamento, que estenda a mão e não aponte o dedo. De um pontinho de luz para nos guiar, não palavras que machucam.

 

Drica, eu espero que você trilhe um longo caminho no programa e se sinta confortável para continuar impactando positivamente. Cada frase, cada prato e cada atitude podem ser a gota que faltava para alguém assistindo dar um próximo passo. E, por isso, te admiro pela força de ser a primeira a entrar no MasterChef e falar sobre esse assunto em um lugar onde a manteiga, o creme de leite a proteína animal reinam.

 

Por fim, te convido a pensar: onde a causa animal e onde o seu ego entram na história? Queremos provar que estamos certos pelos animais ou para nos sentirmos melhores? Nós pregamos por um veganismo cheio de culpa e frustrações ou com compaixão e amor?

 

Por mais respeito ao tempo do outro, os seus ciclos e sua força de vontade. Por mais reconhecimento ao entender que o outro está fazendo o possível dentro da sua rotina e limitações. Por mais empatia ✨

 

Qual é a sua opinião sobre o curioso caso da vegana no MasterChef? Compartilha comigo nos comentários, vou adorar saber 😊

 

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6 setembro, 2018

Eu ainda lembra da minha foto, vestindo uma camiseta branca com estampa de cachorro e me gabando com um frapuccino à base de creme. Hoje, é normal ver alguém segurando um copinho da Starbucks como se dissesse estou correndo para o trabalho, olha como eu sou cool. Há mais de seis anos atrás, essa cafeteria, que vivia no imaginário das leitoras de fanfics, era uma super novidade – nada de indie, obrigada. Mas para quem vivia lambendo o chantilly dos canudos verdes, saber se a Starbucks tem leite vegetal nunca foi uma preocupação. Até o veganismo aparecer.

STARBUCKS TEM LEITE VEGETAL - A TAL DA CASTANHA

Se eu não me engano, no começo da minha transição, tomei um capuccino sem chantilly e com leite de soja, enquanto esperava pela minha professora de inglês. A origem desse leite nem passou pela minha cabeça. Eu mal conhecia os buracos negros do veganismo.

 

Um tempo depois, descobri o tal leite de soja era da Ades. Ué, qual é o preconceito contra a Ades, Lu? Começamos pelo fato de que, na época, a marca pertencia à Unilever, empresa que testa em animais. E seguimos para algo ainda mais importante, que vai além do boicotar ou não boicotar: a vitamina D na lista de ingredientes era de origem animal.

 

Hoje, a Ades virou mocinha. Foi pra gigante Coca-Cola, trocou a origem da vitamina D, ganhou uma nova embalagem e até o selo de produto vegano. Se esse leite de soja de fato é vegano, isso fica ao seu critério. Afinal, a Coca patrocina rodeios por aí. Por outro lado, esse é, sim, um produto isento de ingredientes de origem animal bem acessível – praticamente a metade do preço de um leite de amêndoas.

 

Voltando à história da Starbucks, que de vegana não tinha nada, aquela foi a única vez que tomei algo da cafeteria em dois anos. Em algum momento, o leite de soja também saiu das opções e até os intolerantes à lactose pagaram o pato. Mas isso, finalmente, mudou desde o dia 30 de agosto.

STARBUCKS TEM LEITE VEGETAL - COCO E AMENDOAS

A Sociedade Brasileira Vegetariana deu uma consultoria voluntária à rede mostrando como ter boas opções sem nada de origem animal no cardápio. É isso mesmo. Pegou na mãozinha e ensinou o beabá. Nada de marcas querendo roubar o nosso dinheiro, minha gente. Se for pra gastar R$15 em um café que, ao menos, seja ético.

 

Foi aí que surgiu a parceria com A Tal da Castanha e três novas bebidas: Leite de Coco Mocha Macchiato, o Leite de Amêndoa Toffee Macchiato e o Coco Cold Brew. Você pode pensar: uhul, três opções veganas. Só que não. A única isenta de ingredientes de origem animal é a última, a Coco Cold Brew. O restante precisa de adaptações – coisa que estamos acostumados, no fim das contas.

 

O importante, independentemente dessas novidades, é que, agora, podemos fazer a substituição em outras bebidas, como o capuccino ou o latte. E o melhor: sem gosto de soja. As duas opções disponíveis são o leite de amêndoas e o leite de castanha de caju com coco. Hm, delícia! ❤

 

Quem aí está animado e já correu pra Starbucks mais próxima para provar essas belezinhas? Ou você não faz parte do time que sempre teve o nome escrito errado pelo atendente? 😅

 

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