DESCOMPLICANDO O VEGANISMO
RECEITAS VEGANAS
Transição para o veganismo


11 dezembro, 2017

Da mesma forma que sou defensora da uva passa, eu sou a primeira pessoa a agitar os amigos secretos porque amo montar presentes para pessoas queridas. E, claro, também gosto de receber. É uma delícia perceber que alguém dedicou um tempo para pensar em um presente que me fizesse sorrir, assim como é muito gostoso ver alguém feliz abrindo uma caixinha que eu montei.

Antes que os fiscais da militância alheia venham me dizer que o natal é uma data capitalista e que as lojas se apropriam do movimento feminista para lucrar: I know, eu sei. Vamos poupar saliva (e os dedinhos no teclado) e focar no fato do natal ser a época para demonstrar afeto e amor. E presentes são, sim, uma boa forma de fazer isso. Não é a única, nem a principal, mas faz parte. Aliás, você já abraçou alguém que ama hoje?

 

Fato é que nós gostamos de nos presentear, mas nem todo mundo tem tempo para fazer algo com as próprias mãos. Por isso, fiz essa lista com 15 presentes feministas para dar para aquela sua amiga, irmã, prima, tia ou professora que sempre te apoiou. Para mostrar o quanto valoriza a história dessa mulher ou a amizade que construíram. Para fazer uma mulher sorrir e se sentir ainda mais poderosa e amada. Para fortalecer a união feminina e lembrar essa mulher da força que ela tem.

 

Além disso, tentei ao máximo separar lojas e produtos feitos por mulheres e para mulheres, fortalecendo ainda mais nossa rede feminina.

 

15 presentes feministas para empoderar as minas nesse natal 🎀

Almofadinha Frida, Pelamore – R$60

Caderno Boss Lady, Donna Dolce – R$39

Camiseta Fight Like a Girl, Ziovara – R$75,90

➳ Camiseta Seja Uma Mulher Que Levanta Outras Mulheres, Minka – R$44,90

➳ Caneca Netas das Bruxas, Heroicas – R$25

Capacho Machistas Não Passarão, Ateliê Vane Arruda – R$110

➳ Bordado Females Are Strong As Hell, Tramp Gramma – R$50

Da mesma forma que sou defensora da uva passa, eu sou a primeira pessoa a agitar os amigos secretos porque amo montar presentes para pessoas queridas. E, claro, também gosto de receber. É uma delícia perceber que alguém dedicou um tempo para pensar em um presente que me fizesse sorrir, assim como é muito gostoso […]

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17 julho, 2017

Toda vez em que penso em pautas para o Entre Anas, surge na minha cabeça o pensamento: faz tempo que eu não falo sobre feminismo, deveria escrever algo sobre o assunto. Minutos passam, os dias se vão e nenhum tópico me parece interessante. Mas eu sei o motivo desse bloqueio criativo feminista. Eu me afastei. Faz meses que não leio um texto sobre feminismo, vejo algum vídeo (exceto da Louie, mozão) ou sequer paro para questionar determinado acontecimento, fala, livro, seriado, seja o que for.

 

Eu sei que não posso parar de pensar, problematizar (mesmo pegando birra dessa palavra), duvidar, perguntar, debater, contestar e todos outros verbos que caibam aqui e possam me fazer evoluir como pessoa. O problema é que me faltava motivação para tirar esses verbos do amanhã, do possivelmente, e colocá-los em prática no dia a dia, pra valer. E esse post é justamente isso: um lembrete do porquê sempre que eu vou me auto-descrever feminista vem em primeiro lugar. Um lembrete das vezes em que o feminismo me ajudou. Como mulher ou como pessoa.

 

Aqui estão as 7 vezes que o feminismo me mostrou que não posso desistir dele ou de mim mesma:

 

Obs: a referência ao livro da Sara Winter não é coincidência.

7 VEZES QUE O FEMINISMO ME AJUDOU

1 – Quando entendi que não precisava de aprovação masculina.

 

Para moldar minha opinião. Mudar a cor de cabelo. Ou me sentir parte de uma roda de amigos. Eu não preciso de aprovação masculina para me sentir bem, importante e inteligente. Eu não preciso da seção o que eles acham em revistas femininas, de cantores falando sobre o quanto eu sou linda de manhã ou textos do Gregório Duvivier. Eu não preciso de você perguntando mas o que o seu pai acha ou seu namorado, deixa? Eu não preciso de aprovação masculina para nada.

 

Já falei um pouco sobre o tema nesse post, onde explico porque não converso mais sobre feminismo com homens. Mas o fato é que essa necessidade de aprovação masculina que tentaram nos enfiar goela abaixo desde que nascemos é o que nos impede, muitas vezes, de ir para frente, de ser quem somos e de nos (re)descobrirmos como mulheres.

 

Nos impede de mudar de emprego, de deixar os pelos da perna crescerem, de viajar sozinha, de dançar sem vergonha, de dar sua opinião sem receios, de ocupar espaços predominantemente masculinos, de comer dois pedaços de torta, de sair à noite, de tantas infinitas coisas que nos prendem e nos calam.

 

Eu entendi, ainda bem, que sou minha dona. Que não tenho que agradar nenhum macho para estar certa. E que antes de qualquer sonho, desejo ou decisão não há nada que me prende. Muito menos essa tal de aprovação masculina.

 

2 – Quando parei para pensar se a situação me pedia por sororidade.

 

Principalmente em meus relacionamentos. Eu me deparei com três outras. Outras três mulheres que de certa forma bagunçaram o que era sólido. Não por culpa delas. Mas porque, simplesmente, apareceram — ou foram puxadas para dentro da bagunça.

 

Na primeira ocasião, eu ainda era uma adolescente idiota. Pois é, essa é a palavra. Trocamos farpas, agressões verbais e indiretas sem sentido. Tudo por um cara que não valia nem um centavo sequer. Não valia nosso esforço e muito menos nossa briguinha infantil. Não valia a rivalidade que se instalou entre duas mulheres que, facilmente, poderiam ser amigas fora daquele contexto.

 

Na segunda, eu me vi mais consciente. Já sabia o que era feminismo, mas pouco havia pensado sobre sororidade. No fim, ainda me arrependo de certas atitudes. Não houve indiretas no twitter ou xingamentos desnecessários. Mas ainda me arrependo de ter culpado a garota pelo meu sentimento de rejeição e insegurança. De ter a culpado por toda bagunça emocional que se instalou. Porque quando você está com alguém e uma outra pessoa surge, se esse alguém te troca, te trai ou te magoa, foi escolha dessa pessoa, não dá outra que surgiu. A outra não tem um compromisso com você, afinal.

 

Na terceira, a sororidade falou mais alto. Não a culpei. Não tentei mostrar meu descontentamento de todas as formas. Na realidade, eu queria sentar e conversar com ela. Entender o outro lado. Pena que eu descobri que sororidade e caráter são coisas diferentes — que valem um post futuro. Eu posso ter sororidade na medida em que não a chamo de vadia ou seja lá o que for, mas não posso aceitar falta de respeito ou de bom senso, entendem?

 

Fato é que eu me controlei muito. Eu pensei antes de falar e de fazer. Essas histórias, porém, são só exemplos. Na rua, nas brincadeiras, nas discussões de facebook, na vida. Eu passo a ponderar e entender quando a situação me pede por sororidade. E, agora, isso é algo muito mais natural para mim. Se você ainda ainda não sobre como ter sororidade, vem cá!

 

3 – Quando eu vejo casais brigando e paro tudo que estou fazendo. 

 

Porque, hello, em briga de marido e mulher a gente mete sim, e muito, a colher. Toda vez que vejo um homem e uma mulher discutindo em público em um tom mais elevado, eu paro. Fico observando até a briga acabar ou abafar. Deixo o cara perceber que tem gente olhando para que ele não tenha a coragem de levantar um dedo sequer. Para que ele perceba que é um imbecil.

 

Uma vez vi uma garota no metrô tentando ir embora e seu, suposto, namorado, simplesmente não deixava. Gritava, a segurava pelo braço, impedia que subisse a escada com a amiga que estava de coadjuvante na situação. Eu intervi e perguntei se ela queria que eu a acompanhasse para ir embora. Ela disse sim e o cara, mesmo assim, continuou causando. Me xingou, pulou o corrimão da escada para tentar bloquear a saída, enfim, se achando dono da garota.

 

E sabe o que o segurança fez quando disse o que estava acontecendo? Nada. É aquela velha história: disappointed, but not surprised. Felizmente, a garota conseguiu subir com a amiga um tempo depois e foi embora. Sem o cara.

 

Não me interessa se a garota fez algo errado ou se ela também estava gritando. Em situações como essa, a chance da mulher sair com um hematoma não é pequena. A chance de seu psicológico ser afetado e manipulado é alta. Então, se eu puder, vou intervir em toda e qualquer briga mais feia que acontecer na minha frente.

 

4 – Quando eu passei a questionar a feminilidade.

 

Eu não saia de casa sem maquiagem. Passei muito tempo acreditando que precisava ter o cabelo longo e loiro para ser bonita, medindo semanalmente a grossura da minha perna e fazendo as unhas só porque nossa, nem parece uma mulher desse jeito. Me rendi à progressiva, as roupas que, teoricamente, valorizam meu corpo e a nóia de ter a bunda perfeita.

 

Mas eu ainda sou muita feminina — dentro do que a sociedade considera feminilidade. O que mudou foi a minha forma de enxergar minha relação com a vaidade, meu corpo e minhas escolhas. Hoje, por exemplo, eu ainda amo maquiagem, mas posso ir à padaria de cara limpa. Ainda me preocupo com meu corpo, mas aceito as estrias, as celulites e a pele não tão firme que veio junto com ele. Eu deixei de fazer as unhas, corto o cabelo sem medo e disse adeus ao alisamento.

 

Toda vez em que penso em pautas para o Entre Anas, surge na minha cabeça o pensamento: faz tempo que eu não falo sobre feminismo, deveria escrever algo sobre o assunto. Minutos passam, os dias se vão e nenhum tópico me parece interessante. Mas eu sei o motivo desse bloqueio criativo feminista. Eu me afastei. […]

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30 janeiro, 2017

Eu deixei de lado a palavra igualdade depois de ir pela primeira vez na Marcha das Vadias. Independentemente do porquê da mobilização, o modo como eu me senti no meio daquelas mulheres militando para que outras mulheres fossem livres, me fez ter certeza de que eu estava no caminho certo. Fez com que eu me sentisse abraçada, completa, segura. E o quão difícil é para uma mulher se sentir protegida em uma sociedade que tanto nos aprisiona? Por isso, se você me perguntar qual é a base do feminismo, eu te respondo sem margem de dúvida: sororidade. Porque é, principalmente, por meio desse pacto feminino, dessa irmandade, que acontece o empoderamento. E é reconhecendo a nossa força que saímos do lugar. De mãos dadas.

como ter sororidade? feminismo na prática

Eu entendo o quão difícil pode ser quebrar essa barreira e tirar a ideia de competição da sua mente. Nós fomos criadas para ser rivais, sussurraram em nosso ouvido constantemente como temos que ser melhores que aquela garota, como ela vai roubar nosso namorado, como ela é fofoqueira, falsa, cheia de frescuras. Como se você fosse diferente, como se existisse um ideal de garota. Mas deixa eu te contar um segredo: do outro lado não existe esse estereótipo odioso, mas, sim, uma mulher igual a você. Que passa pelas mesmas frustrações e opressões e que pode te levar muito mais longe. Isso, é claro, se você deixar.

 

Sororidade, no entanto, nesse meio que nos empurra para longe uma das outras pode ser algo complicado de se colocar em prática. Lembre-se, porém, que tudo o que é construído pode ser desfeito e repensado. E não é isso que o feminismo nos incentiva a fazer o tempo todo? Enxergar a opressão para mudar e buscar novas formas de ser.

 

Se a sororidade ainda parece um conceito muito abstrato para você, aqui vão 10 passos para te ajudar a, na verdade, ajudar as amigas:

 

1 ➳ Seja gentil. Tão simples quanto dar bom dia ao porteiro. Dê um remédio de cólica para a colega que está sofrendo ou um absorvente para aquela que esqueceu, ajude com direções quem estiver perdida, indique lojas incríveis ou livros maravilhosos, empreste aquele seu vestido de casamento, avise se a etiqueta estiver para fora, o rímel borrado e o dente sujo de batom. É fácil: se uma mulher precisa de ajuda, ajude.

 

2 ➳ Espalhe a palavra do feminismo. Sabe aquela pessoa religiosa que sempre coloca Deus no meio de qualquer conversa como solução? Então, seja assim, mas substitua por discursos sobre autoestima, relacionamentos abusivos, aborto, autonomia, independência financeira e por aí vai. Quando ver alguma garota falando “aquela vadia”, interrompa e explique porque falar isso é errado. Se alguma mulher estiver com dúvida sobre pautas do feminismo, mande textos, vídeos, reportagens, o que puder para tentar explicar. Não feche a roda, plante a sementinha e faça com que mais e mais mulheres se encontrem. O feminismo pode, realmente, ser a salvação.

 

3 ➳ Não julgue. Pela roupa, cabelo, maquiagem ou atitude. Não interessa se você não usaria batom vermelho de dia, uma saia tão curta ou se não beijaria três caras em uma noite. Não importa se você quer transar depois do casamento, não fala palavrão e não bebe cerveja. A outra mulher tem total autonomia para escolher o que lhe faz bem, o que quer e isso não tem nada a ver comigo ou com você. Nós temos que apoiá-la a ser aquilo o que ela quer ser, não o que os outros esperam.

 

4 ➳ Nada é “mimimi”. Em discussões de facebook ou em uma mesa de bar, se uma mulher se incomodou com certa fala ou atitude, é porque tem algo de errado. E se ela acabou reagindo de um jeito considerado rude, tudo bem, é uma reação normal. Entenda e ofereça apoio. Nunca a coloque na posição de histérica e exagera. Dê voz a outra mulher.

 

Eu deixei de lado a palavra igualdade depois de ir pela primeira vez na Marcha das Vadias. Independentemente do porquê da mobilização, o modo como eu me senti no meio daquelas mulheres militando para que outras mulheres fossem livres, me fez ter certeza de que eu estava no caminho certo. Fez com que eu me […]

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