DESCOMPLICANDO O VEGANISMO
RECEITAS VEGANAS
Transição para o veganismo


6 agosto, 2016

Primeiramente, sem o mimimi de, finalmente, um dia em que senti orgulho do Brasil. Segundamente, fora Temer. Terceiramente, chega de advérbios. Vamos ao fato: a abertura da olimpíada foi lacradora! Não só pela beleza e novidades nas etapas, mas por detalhes que trouxeram à tona, ao mundo inteiro, pautas de extrema importância, que sambaram na cara da sociedade tradicional, mente fechada, nada colorida. Esqueça galinha pintadinha ou Fuleco, a abertura foi emocionante. Se você não assistiu, perdeu. Vamos, então, aos lacres na abertura das olimpíadas?

 

💚 Karol Conká e MC Soffia 💚

OS LACRES NA ABERTURA DAS OLIMPÍADAS - KAROL CONKA MC SOFFIA

Quando fiquei sabendo que essas duas estariam na abertura, sabia que ia ser chuva de lacre! E cantando juntas sobre empoderamento feminimo e empoderamento negro? Meu coração não aguenta. Embaladas por capoeira e break dance, com uma letra falando sobre como somos vencedoras e para respeitarem nossa luta, esse, para mim, foi um dos, se não O, momento mais emblemática da abertura. E que figurino, não é mesmo?

 

Também vale citar Elza Soares dando voz ao Canto de Ossanha, canção que deu visibilidade às religiões de origem africana, perseguidas durante muito tempo no Brasil.

 

💚 Anitta no meio de Caetano Veloso e Gilberto Gil 💚

 

 

Sorry os intelectuais que usam coisas de crochê à la Tropicália, eu amei colocarem uma mulher, funkeira, no meio de dois cantores de MPB. Porque, sim, a Anitta representa (e muito!) o Brasil, doa a quem doer. Foi um tapa na cara de quem inferioriza as diferentes manifestações que temos por aqui ou acha que a Anitta não se compara aos dois. Bleh!

 

Primeiramente, sem o mimimi de, finalmente, um dia em que senti orgulho do Brasil. Segundamente, fora Temer. Terceiramente, chega de advérbios. Vamos ao fato: a abertura da olimpíada foi lacradora! Não só pela beleza e novidades nas etapas, mas por detalhes que trouxeram à tona, ao mundo inteiro, pautas de extrema importância, que sambaram na cara […]

Leia mais



TAGS:






20 junho, 2016

mapa do acolhimento - feminismo

Por mais que o medo exista, o noticiário não minta, os números assustem e a cultura seja machista, o feminismo e as mulheres dentro dele, muito mais do que 33, me fazem crer que há esperança. Me fazem depositar minha fé na força que construímos juntas. Nos caminhos que nosso empoderamento abre. E, por isso, me senti tão abraçada quando conheci a iniciativa Mapa do Acolhimento. O nome faz jus a ideia, ao propósito e ao modo que me senti: acolhida.

Por mais que o medo exista, o noticiário não minta, os números assustem e a cultura seja machista, o feminismo e as mulheres dentro dele, muito mais do que 33, me fazem crer que há esperança. Me fazem depositar minha fé na força que construímos juntas. Nos caminhos que nosso empoderamento abre. E, por isso, […]

Leia mais



TAGS:






25 maio, 2016

O título desse texto é um dos motivos pelos quais, muitas vezes, eu me afasto de grandes coletivos, grupos em faculdades ou conversas de bar: fiscais da militância alheia. Eu gostaria de dizer que o feminismo funciona perfeitamente bem, que todas damos as mãos e saímos cantarolando contra o patriarcado por aí. A ideia do movimento em si é, realmente, só amor. Mas ele envolve seres humanos e, como sabemos, às vezes, os seres humanos falham. Logo, o feminismo também tem os seus probleminhas que me incomodam. Cá estou eu para falar sobre um deles.  

Fiscal da militância alheia e hierarquia no feminismo

Ficou evidente para mim como existe uma disputa entre as mulheres dentro do próprio feminismo – por mais hipócrita que isso soe quando pensamos em sororidade. Não é uma disputa de beleza, relacionamento ou sequer profissional. É uma disputa de ego e de controle. Puro “eu e eu mesma” ou, algumas vezes, “só eu e meu grupo”.

 

Mas primeiro, vamos voltar alguns anos, quando eu conheci o movimento.

 

Boa parte das coisas que eu descobri sobre o feminismo foi lendo na internet. E sozinha. Em poucos grupos eu me sentia confortável no início para tirar dúvidas. Afinal, era isso o que eu tinha no começo: infinitas dúvidas e perguntas, ainda, sem respostas. Minha decisão de procurar por praticamente tudo sem me pronunciar surgiu do medo de ser mal interpretada e recebida com pedras caso eu o fizesse. Eu tinha medo de errar.

 

Entendo que certos assuntos geram uma ação e reação. Não julgo, por exemplo, uma mulher negra que é vista como grossa quando alguém faz uma pergunta sobre racismo, sem estar disposta a desconstrução. Não é esse o caso. Feminismo não tem a obrigação de ser didático em todos os momentos, mas, para mim, ele deveria ser, ao menos, aconchegante. Deveria ser o único lugar no mundo que te recebe de braços apertos, pronto para te escutar e abrir os seus olhos. E, na verdade, o feminismo é. As pessoas dentro dele, em alguns casos, não.

 

O título desse texto é um dos motivos pelos quais, muitas vezes, eu me afasto de grandes coletivos, grupos em faculdades ou conversas de bar: fiscais da militância alheia. Eu gostaria de dizer que o feminismo funciona perfeitamente bem, que todas damos as mãos e saímos cantarolando contra o patriarcado por aí. A ideia do […]

Leia mais



TAGS:








NÃO PERCA AS NOVIDADES, CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER!