DESCOMPLICANDO O VEGANISMO
RECEITAS VEGANAS
Transição para o veganismo


28 março, 2016

Esse post é da blogagem coletiva do grupo mais amorzinho do facebook, o Daydream ♥ – que comentei nesse post aqui. O tema do mês de março foi verdades que ninguém te conta. E, é claro, que eu falaria sobre feminismo, não é? Tão previsível. Mas o fato é que existem mesmo muitos tabus e histórias doidas quando se fala sobre as feministas. Então, vem cá, que eu te falar as coisas que esqueceram de te avisar sobre o tão temido, mas tão maravilhoso feminismo!

Verdades que ninguém te conta sobre o feminismo!
➳ Pasmem. Nem toda feminista é lésbica. Tãntãntãntãn. Não, gente, não existe um contrato que você precisa assinar ao se autoafirmar feminista, dizendo que a partir daquele momento você gostar de beijar mulheres, é ateia e deve parar de depilar as pernas. Mas se você quer ler um post sobre amor e resistência, vem cá!

 

➳ O que nos leva a segunda verdade: nós não odiamos homens! Misandria pode, sim, ser uma reação à opressão, mas não é regra. Os ómi vivem fazendo omice? Com certeza! Eles são privilegiados e muitos não querem desconstruir nada, viu? Mas a ideia é um dia acabar com a opressão, não com os opressores. Ou, talvez, alguns deles. Ok, não.

 

Verdades que ninguém te conta sobre o feminismo!Você não precisa concordar com tudo dentro do movimento no começo. Vejo muitas meninas de 12, 13 anos dizendo que não concordam com o feminismo, principalmente, por causa da questão do aborto. É uma das nossas pautas principais? Sim. Só que o mais importante, antes de desconstruir esses pensamentos, é respeitar. Sabe, tudo bem você não querer fazer um aborto, nós não vamos te obrigar! Isso não está no contrato, ok? Mas você tem que respeitar e dar condições para a amiguinha que quer, entende? O primeiro passo ao chegar no feminismo é abrir a mente. Saiba escutar, pesquise, leia, peça ajuda e forme as suas opiniões. O feminismo é o único lugar desse universo que não irá te cobrar nada!

 

➳ O antigo Femen Brasil NÃO nos representa! Aquele grupo de mulheres dentro dos padrões protestando sempre nuas? Então, ele não tem nada de feminista.

 

Esse post é da blogagem coletiva do grupo mais amorzinho do facebook, o Daydream ♥ – que comentei nesse post aqui. O tema do mês de março foi verdades que ninguém te conta. E, é claro, que eu falaria sobre feminismo, não é? Tão previsível. Mas o fato é que existem mesmo muitos tabus e histórias […]

Leia mais



TAGS:






22 março, 2016

DONAS DA RUA - TURMA DA MÔNICA

Na mesma década em que as mulheres começaram a conquistar mais espaço na sociedade, a Turminha, que antes era só de meninos, ganhou sua primeira personagem feminina em 1963. Estamos falando da Mônica, a garotinha que anda para lá e para cá com o seu coelhinho azul. Apesar de ter autoconfiança e uma personalidade forte (no sentido físico e literal), há muitos pontos problemáticos ao redor da Mônica – ela é perseguida por ser gorda, por exemplo. Por outro lado, mais de 40 anos depois da sua criação, a Mauricio de Sousa Produções lançou no dia 8 de Março de 2016 um projeto de empoderamento feminino que merece reconhecimento: o Donas da Rua.

Na mesma década em que as mulheres começaram a conquistar mais espaço na sociedade, a Turminha, que antes era só de meninos, ganhou sua primeira personagem feminina em 1963. Estamos falando da Mônica, a garotinha que anda para lá e para cá com o seu coelhinho azul. Apesar de ter autoconfiança e uma personalidade forte […]

Leia mais



TAGS:






21 março, 2016

Caminhando pela Avenida Paulista em uma quinta-feira, em meio ao caos que reinou naquela região durante a última semana, eu tive a certeza de que o feminismo mudou a minha vida, que nele está a minha esperança e que nas mulheres eu deposito a minha fé. Eu passei por aquelas pessoas de camisa verde e amarela pensando em como eu gostaria que todas estivessem no mesmo auditório que eu quinze minutos atrás.

FEMINISMO ME SALVOU

Pois que é nas mulheres que deposito minha fé e a elas rezo para merecer essa irmandade. Às mulheres que teceram, no anonimato ou na infâmia, os espaços que ocupo, eu oriento as minhas orações: que eu possa ser filha, mãe e irmã de todas que encontrar, pois que é nas mulheres que deposito minha fé. Nos ventres redondos, seios fartos, braços musculosos ou pernas fortes. Ou nos corpos frágeis recendendo suavidade. Não importa. Pois que é nas mulheres que deposito minha fé. E elas ensinam e me ensinaram a nunca recriminar uma mulher livre, a nunca me reduzir em feminilidades, a nunca acreditar nas mentiras dos que definem, a nunca calar diante do desamor. Pois que é nas mulheres que eu deposito minha fé e serão elas a me guiar nas trilhas incertas que abrimos juntas. E que possa perpetuar a dívida eterna doando o que recebi a outras mulheres, nas quais deposito a minha fé.

Trecho da poesia Devoção de Laura Moreira.

 

Esse sentimento positivo é resultado da Semana de Mulher e Mídia organizada pela frente feminista da minha faculdade. O último dia de debate fez com que eu tivesse vontade de mandar uma mensagem para o meu professor de filosofia do colegial dizendo: eu lamento o seu machismo, mas muito obrigada por ter cutucado a minha vontade de lutar, por ter acordado a feminista dentro de mim e por ter me feito procurar sobre o movimento que me salvou. Porque, sim, o feminismo me salvou. Me salvou da garotinha de 14 anos insegura, depressiva, que se achava incapaz e inferior. Me salvou da submissão, de possíveis abusos e de uma mente fechada.

 

Eu saí daquele auditório desejando gritar para quem quisesse ouvir sobre o feminismo, com vontade de abraçar várias mulheres e chamá-las de irmãs, de fazer algo diferente. De ser a diferença. E acredito que todas que estavam escutando aqueles relatos se sentiram assim, com o coração acolhido e a força multiplicada.

 

Em vários momentos, me emocionei enquanto aquelas quatro mulheres falavam. Chorei de felicidade. E me emociono novamente ao me lembrar da sensação de ser compreendida, de ser livre, apesar de tudo ao nosso redor tentar nos aprisionar. O feminismo é a única coisa que não me obrigada a nada, que não me atribui funções, que não me rebaixa. O feminismo me exalta. E para quem está acostumada e se calar, ganhar voz (e ser escutada!) é sublime.

 

Caminhando pela Avenida Paulista em uma quinta-feira, em meio ao caos que reinou naquela região durante a última semana, eu tive a certeza de que o feminismo mudou a minha vida, que nele está a minha esperança e que nas mulheres eu deposito a minha fé. Eu passei por aquelas pessoas de camisa verde e […]

Leia mais



TAGS:








NÃO PERCA AS NOVIDADES, CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER!