DESCOMPLICANDO O VEGANISMO
RECEITAS VEGANAS
Transição para o veganismo


9 março, 2016

vídeos sobre o dia internacional da mulher - feminismo

 

Para quem viu o meu último post, sabe que eu não vejo o dia 8 de março como algo libertador. No entanto, parece que cada vez mais as mulheres tomam consciência da realidade – que não nos favorece – e tentam fazer algo a respeito. Por isso, decidi compartilhar vídeos incríveis que achei neste dia internacional da mulher. Porque nós precisamos continuar pensando sobre o assunto, desconstruindo e espalhando amor/feminismo por essa internet!

  Para quem viu o meu último post, sabe que eu não vejo o dia 8 de março como algo libertador. No entanto, parece que cada vez mais as mulheres tomam consciência da realidade – que não nos favorece – e tentam fazer algo a respeito. Por isso, decidi compartilhar vídeos incríveis que achei neste dia internacional da […]

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8 março, 2016

Querida Gi (e outras queridas que eu gostaria que lessem isso),

 

Queria te lembrar que, dia 8 de março, dia internacional da mulher, é dia de luta. Você sabe que a sua prima feminista aqui não poderia deixar de te dizer isso! Hoje, pecisamos lembrar do movimento das mulheres operárias no início do século XX e das 129 que morreram em 1911 buscando seus direitos. Lembrar daquelas que vieram antes de nós e que nos permitiram ter a liberdade parcial que temos hoje. Lembrar daquelas que continuam entre nós e que pela sua militância nos ajudam a construir um futuro mais livre. Hoje não é dia de receber flores, bombons e mensagens bonitinhas em grupos do WhatsApp. É dia de luta.

8 de Março: Não queremos flores, queremos direitos
Eu espero que, um dia, você tenha consciência disto. Que entenda que de nada adianta receber os parabéns de alguém que no dia seguinte lhe estará ditando regras. Que não adianta receber um pirulito na porta de escola, se essa instituição reproduz discursos machistas nas aulas. Que não adianta compartilhar fotos no facebook se a mente continua apoiando o sistema que nos oprime. Pensar no dia 8 de março como uma data para presentear e postar textinho no instagram é pedir para apertar ainda mais as algemas que nos aprisionam.

 

Eu espero que, um dia, você entenda o quão complexo é o conceito de ser mulher. E que o dia internacional das mulheres que temos hoje não é para todas. Afinal, você, assim como eu, cresceu escutando que ser mulher se restringe a nascer com uma vagina e um útero. Depois, vêm as caixinhas: ser feminina, ter cabelo longo, um marido, casa, filhos, saber se maquiar, cuidar das tarefas domésticas, cozinhar com maestria, sentar de pernas fechadas, usar roupas comportadas, pintar as unhas, falar delicadamente, priorizar à família a carreira, entre tantos outros estereótipos. Mas não. Ser mulher não é entrar em todas essas caixinhas.

 

O conceito de ser mulher vai muito além do que nos foi instruído socialmente. E de que adianta ter um dia “nosso” se nos outros nos obrigam a dançar conforme a música machista? De que adianta receber flores se a cada cinco minutos mulher é agredida? De que adianta ganhar chocolates se no dia seguinte as revistas estão nos impondo dietas? De que adianta ouvir um “parabéns” se na noite anterior esse “parabéns” foi em forma de assédio verbal na rua? É como se nos dissessem: olhem só, vocês têm um dia só de vocês, nós te valorizamos por 24h, então parem de reclamar.

 

Querida Gi (e outras queridas que eu gostaria que lessem isso),   Queria te lembrar que, dia 8 de março, dia internacional da mulher, é dia de luta. Você sabe que a sua prima feminista aqui não poderia deixar de te dizer isso! Hoje, pecisamos lembrar do movimento das mulheres operárias no início do século […]

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29 fevereiro, 2016

Nas últimas semanas, li certas coisas na internet que me incomodaram e surgiu, então, a vontade de dar vida a este post. Senta aqui, vamos falar sobre lugar de fala no feminismo. E, não, não quero discutir sobre os feministos, esquerdo-machos, enfim, os homens que querem roubar nosso protagonismo (minha luta não é para agradá-los, como contei aqui). Deixa isso para depois. Quero conversar sobre as próprias mulheres, que diversas vezes se intitulam feministas, mas têm dificuldade de entender o tal do “local de fala”.

 

UPDATE (de uma pessoa cansada de ler comentários me xingando nesse post): em nenhum momento eu falo de exclusão, que você precisa calar a boca em qualquer situação, eu falo sobre saber o seu lugar! É sobre ter empatia de entender que as vivências do outro pesam muito mais que os seus achismos e que você não pode usar conhecimento teórico para categorizar a fala deste outro como “exagero”. Você pode ser pró a luta que você quiser, apoiar os movimentos que você bem entender… Desde que você não queira tomar o lugar de quem sofre com aquilo. Não tire o protagonismo, ok? Lembrando que esse texto foi escrito em 2016 e, hoje, eu o faria diferente. Mas seguimos na ideia de: ter empatia! Reconhecer seu lugar não exclui a união em prol de algo.

Lugar de Fala - Feminismo - Gordofobia, racismo, transfobia, homofobia

Lembram do vídeo da Clarice em que ela fazia a sua versão Survivor? Muita gente gostou, mas muita gente criticou. Por quê? Bom, foi preciso uma mulher branca para que o discurso já abordado pelas negras ganhasse atenção. Não é justo. É o velho feminismo branco, doce e sutil ganhando visibilidade, enquanto mulheres negras são silenciadas a todo tempo, como fala esse texto do site Geledés.

 

Eu afirmo isto porque li mulheres negras falando sobre o assunto. E daí surge a primeira ideia de lugar de fala. Se um comentário incomodou uma mulher negra, é porque tem algo errado. Se uma mulher negra vê como apropriação cultural uma branca usar turbante, é porque é. Se negras se incomodaram com o vídeo da Clarice, é porque precisamos realmente problematizá-lo. É a vivência delas. Nunca é exagero.

 

O mesmo vale para gordofobia, homofobia ou qualquer forma de opressão. Ao invés de questionar, dê voz para essas mulheres, para esse grupo. Não faça um texto falando sobre como é difícil ser gorda na sociedade, se você não é gorda. Não queira ser o porta voz da militância contra a transfobia, se você não é trans. Não use uma camiseta contra o racismo, se você é branco.

 

Nas últimas semanas, li certas coisas na internet que me incomodaram e surgiu, então, a vontade de dar vida a este post. Senta aqui, vamos falar sobre lugar de fala no feminismo. E, não, não quero discutir sobre os feministos, esquerdo-machos, enfim, os homens que querem roubar nosso protagonismo (minha luta não é para agradá-los, como […]

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