6 maio, 2016

Sabemos que o preconceito, muitas vezes, está nos detalhes. Em uma piada no bar, na propaganda, em uma hashtag no instagram e em um gesto qualquer. Pensando nisso, separei 5 expressões preconceituosas usadas no dia a dia que precisamos parar de falar para ontem. Porque de inofensivas elas não têm nada! 

 

VADIA (E DERIVADOS) ♥

 

Expressões preconceituosas usadas no dia a dia - Expressões machistasPercebam que quando você vai xingar um homem de, por exemplo, filho da puta, você está xingando a mãe dele, uma mulher. Um xingamento totalmente sexista e ofensivo. Nós ofendemos os homens oprimindo mulheres. Outro exemplo é quando usam xingamentos como viadinho para que a pessoa se sinta ofendida por se desviar da heteronormatividade ou ter comportamentos “afeminados”. Ser mulher é sempre um problema.

 

Mas, além disso, existem xingamentos como vadia, vabagunda, vaca, piranha, entre outros, que precisam ser desconstruídos e excluídos do nosso vocabulário agora, now, imediatamente! Há tanta, mas tanta, coisa errada por trás dessas palavras. Primeiro, cria-se a imagem de que existem mulheres certas e mulheres erradas. Mulheres de valor e mulheres sem valor. Há mulheres que merecem respeito, outras que não. Opa, opa, alerta vermelho! Muito vermelho.

 

Depois, você percebeu como nós somos sempre as erradas? Quando traímos, saímos à noite ou simplesmente beijamos alguém em um lugar público. Nós somos as vadias. Somos vadias por usar a roupa que queremos, amar o nosso corpo, por sermos seguras, empoderadas, livres.

 

Por fim, o pressuposto básico: sororidade. Nós somos tão oprimidas todos os dias pela sociedade inteira, por que vamos fazer isso uma com as outras? Eles querem que a gente se separe, querem instigar rivalidade, mas, você, mulher, que está lendo isso, saiba que minha fé está em você (te falo mais sobre isso aqui!). E na nossa força. Porque você me entende. 

 

Há um tempo entendi o quão errada eu estava em chamar qualquer menina de vaca por beijar mais de quatro caras em uma noite, ou usar uma saia curta, ou seja lá o que for. Não alimente a competição, nós estamos a favor uma das outras. Não somos rivais. Somos irmãs. E quando você enxerga isso, acredite, aí, sim, você encontra um porto seguro (pensando nisso, vem entender qual é o problema da frase “tenho mais amigos homens”).

 

MULATA ♥

 

Primeiro: esse é um termo escravocrata. Ele começou a ser usado durante o período escravagista brasileiro para se referir aos filhos de negras com brancos. Principalmente, de escravas com senhores – em relacionamentos não consensuais. Sua origem vem da palavra “mula”, o animal resultante do cruzamento de um jumento com um cavalo. Era como uma classificação a parte, para aqueles que eram o resultado de uma relação vista como anormal.

 

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feminismo expressões5

Sabemos que o preconceito, muitas vezes, está nos detalhes. Em uma piada no bar, na propaganda, em uma hashtag no instagram e em um gesto qualquer. Pensando nisso, separei 5 expressões preconceituosas usadas no dia a dia que precisamos parar de falar para ontem. Porque de inofensivas elas não têm nada!    ♥ VADIA (E DERIVADOS) ♥ […]

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29 fevereiro, 2016

Nas últimas semanas, li certas coisas na internet que me incomodaram e surgiu, então, a vontade de dar vida a este post. Senta aqui, vamos falar sobre lugar de fala no feminismo. E, não, não quero discutir sobre os feministos, esquerdo-machos, enfim, os homens que querem roubar nosso protagonismo (minha luta não é para agradá-los, como contei aqui). Deixa isso para depois. Quero conversar sobre as próprias mulheres, que diversas vezes se intitulam feministas, mas têm dificuldade de entender o tal do “local de fala”.

Lugar de Fala - Feminismo - Gordofobia, racismo, transfobia, homofobia

Lembram do vídeo da Clarice em que ela fazia a sua versão Survivor? Muita gente gostou, mas muita gente criticou. Eu, particularmente, pendi para a segunda opção. Por quê? Bom, foi preciso uma mulher branca para que o discurso já abordado pelas negras ganhasse atenção. Não é justo. É o velho feminismo branco, doce e sutil ganhando visibilidade, enquanto mulheres negras são silenciadas a todo tempo, como fala esse texto do site Geledés.

 

Eu afirmo isto porque li mulheres negras falando sobre o assunto. E daí surge a primeira ideia de lugar de fala. Se um comentário incomodou uma mulher negra, é porque tem algo errado. Se uma mulher negra vê como apropriação cultural uma branca usar turbante, é porque é. Se negras se incomodaram com o vídeo da Clarice, é porque precisamos realmente problematizá-lo. É a vivência delas. Nunca é exagero.

 

Por que eu sou feminista? Clica aqui para descobrir!

 

O mesmo vale para gordofobia, homofobia ou qualquer forma de opressão. Ao invés de questionar, dê voz para essas mulheres, para esse grupo. Não faça um texto falando sobre como é difícil ser gorda na sociedade, se você não é gorda. Não queira ser o porta voz da militância contra a transfobia, se você não é trans. Não use uma camiseta contra o racismo, se você é branco.

 

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Nas últimas semanas, li certas coisas na internet que me incomodaram e surgiu, então, a vontade de dar vida a este post. Senta aqui, vamos falar sobre lugar de fala no feminismo. E, não, não quero discutir sobre os feministos, esquerdo-machos, enfim, os homens que querem roubar nosso protagonismo (minha luta não é para agradá-los, como […]

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