1 junho, 2018

Em quatro anos de textos, provas e debates, entendi como o jornalismo é capaz de mudar vidas, dar voz aos esquecidos e trazer a verdade à tona. A função social do jornalismo é de extrema importância no desenvolvimento da cidadania e democratização da informação. Mas, ao mesmo tempo, ele pode transformar as pessoas em marionete, contorcer a realidade e selecionar, injustamente, o que é considerado relevante ou não. Fato é que eu me formei. A Luana de 16 anos realizou o sonho de ser jornalista e, nesse vídeo, depois de alguns percalços, compartilhei 5 lições básicas que aprendi com o jornalismo – considerando tanto o seu lado bom quanto o ruim!

LIÇÕES QUE APRENDI COM O JORNALISMO

E adianto: o jornalismo não tem nada de glamouroso como alguns idealizam por aí. TV, câmeras, café quente, entrevistas na rua, livros e páginas e páginas de textos. Sujar o sapato? Mudar o mundo? É, não é bem assim. O jornalismo, em muitos casos, é uma profissão ingrata. Fazer a diferença depende de muito jogo de cintura e bateção de pé. Mas, no fim do dia, mesmo com expectativas não alcançadas, comunicação continua um negócio lindo de se estudar e entender ❤

 

Acredito que nenhuma experiência seja em vão. Por isso, apesar de seguir em dúvida em relação aos meus caminhos na comunicação, sei que a faculdade de jornalismo foi enriquecedora em diferentes aspectos. O que eu aprendi dentro a Paulista 900 faz, querendo ou não, parte de quem sou hoje e da maneira como encaro o mundo ao meu redor. E, normalmente, só depois que acaba nós entendemos o valor das coisas, não é? Então, apesar de todo estresse e confusão, obrigada jornalismo, você me transformou em uma pessoa muito mais crítica e empática! 🌻

 

5 coisas que aprendi com o jornalismo

 

 

E, você, o que aprendeu na sua faculdade? Se desiludiu ou se encontrou? Me conte tudo e não esconda nada nos comentários! 😋 E se você ainda está estudando e tem muitas dúvidas na cabeça, tenho um post que pode te ajudar sobre desistir da faculdade ou não, onde contei minha história e compartilhei algumas dicas.

 

Lembre-se que a faculdade é só uma etapa da sua vida e, quando acabar, você carregará contigo as coisas boas e deixará as ruins para trás, se preparando para as próximas fases que ainda virão! Seja um pouco Pollyana e aprenda a enxergar o lado positivo 💫

 

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5 COISAS QUE APRENDI COM O JORNALISMO - LIÇÕES DA FACULDADE - FACULDADE DE JORNALISMO

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15 Janeiro, 2018

Esse post é para você que, assim como eu, se vê – no meu caso, se via – em uma faculdade onde não se identifica com as pessoas, as matérias e o mercado de trabalho. Você está indo para aquele ambiente acadêmico de segunda à sexta-feira – às vezes, aos sábados – com uma sensação de peso nos ombros, com a certeza de que seguir aquela carreira te fará uma pessoa infeliz. O que fazer, então? Desistir da faculdade ou não?

DESISTIR DA FACULDADE OU NÃO

Eu acredito que uns dos maiores erros começam com a pressão que um adolescente de dezessete anos tem para escolher uma profissão para o resto da vida. Ninguém está com as opiniões e ideais formados nesta idade. Você ainda está se descobrindo. É muito injusto ter a obrigação de saber com total certeza qual curso é o certo para você.

 

Mas mesmo que você não tenha feito essa escolha aos dezessete anos, como eu, é comum mudar de ideia no meio do caminho. Nós somos seres em constante evolução, então, o que parecia certo há dois anos, hoje, já não soa como o melhor caminho.

 

E está tudo bem

 

Essa é a primeira parte: entender que não há nada de errado em querer desistir da faculdade. É mais comum do que se imagina. Na minha sala no curso de jornalismo, por exemplo, um dos meus colegas estava na quarta faculdade. Pois é. E está tudo bem.

 

Um diploma não define quem você é. Ele te ajuda em muitas coisas, é verdade, mas adiá-lo por alguns anos não vai tornar a sua vida um fracasso, como alguns te fazem acreditar.

 

Aceite esse sentimento. Aceite que você mudou. Aceite suas novas ideias e vontades. Aceite a pessoa que você está se tornando. E aceite a sua intuição.

 

Por um tempo, eu me culpei por querer desistir da faculdade. Como assim jornalismo não é mais o sonho? Por que eu não me encaixo nesse lugar? O que aconteceu com aquela Luana? Eu te respondo: aquela Luana mudou, aquela Luana idealizava uma profissão que, na realidade, não tinha nada a ver com o que eu sonhava.

 

A partir do momento que você entende que está tudo bem, a vida parece mais leve. Ignore por um tempo as opiniões alheias, a pressão da sociedade e do próprio meio acadêmico. Olhe para dentro de si e vamos para o próximo passo.

 

Entenda os seus motivos para desistir da faculdade

 

Aqui temos um ponto importante. A faculdade pode ser bem opressiva. São cinco textos de cinquenta páginas cada por semana, uma única prova para demonstrar todo seu conhecimento em um semestre, professores egocêntricos, disputas para ver quem tem as melhores referências, trabalhos em grupo desgastantes, seminários apavorantes e outras situações que só um graduando vai entender.

 

Quantas vezes eu me vi de cabelo em pé por causa da faculdade? Passei noites em claro, chorei, fiquei ansiosa, briguei com as minhas amigas e a minha namorada, me senti inútil, incapaz, não pertencente, entre tantos outros sentimentos ruins.

 

E, aí, entra a questão: será que você não quer desistir da faculdade por todos esses problemas? Pela pressão por uma nota na média, prazos loucos e a disputa constante de ego? Será que não é a faculdade em si o seu problema, não o curso?

 

Se você resolver desistir da faculdade agora, na próxima você encontrará os mesmos problemas burocráticos e falhas no modo de ensino das instituições por aqui. É assim que funciona por enquanto. Um grande professor meu, lá no primeiro ano da faculdade, que me deixou um pouco louca com teoria da comunicação, confesso, disse o seguinte: não deixe que a faculdade atrapalhe os seus estudos.

 

Descubra se esse não é o seu problema. Pare um pouco e pense se você ainda se vê naquela carreira, se você gosta das matérias e se ainda há identificação. Quando a resposta for sim, a solução é encontrar maneiras criativas de lidar com a opressão da faculdade.

 

Participe de um grupo que te dará oportunidades de levantar discussões, como o centro acadêmico ou coletivos feministas, faça um amuleto, comece terapia, desabafe com sua melhor amiga, o que deixar a sua mente mais leve está valendo.

 

Lembre, sempre, sempre, sempre – sempre mesmo – que uma nota qualquer no seu boletim não diz o quanto você é capaz. É só uma nota. É só uma prova. Nenhum sistema de avaliação define o seu valor. Ponto final.

 

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