8 março, 2017

Mais um livro do Stephen King, Luana? Acho que eu vou mudar o nome da categoria “Na Estante” para “Eu amo o SK”. Juro que, em breve, volto para falar sobre a série Eu, Tu e Ela do Netflix e a minha experiência ao ler Heir em inglês, A Herdeira da série A Seleção. Por enquanto, vamos nos ater ao meu autor favorito mesmo, lhes apresento, então, A Maldição do Cigano ou só A Maldição.

a maldição do cigano

Este foi um livro que ganhei há uns bons anos de presente em um amigo secreto. Fiz uma lista de livros e entre eles estava “qualquer livro do Stephen King (sem ser os que já tenho)”. Não especifiquei porque, né, esse é um dos autores que tenho quase certeza que irei gostar lendo qualquer coisa. Dito e feito.

 

A história é a seguinte: Billy Halleck é um advogado de 113 quilos, com uma esposa fumante e uma filha chamada Linda (amo esse nome!). Sua vida, bem-sucedida, se transforma após atropelar uma cigana. Não porque ele é preso. Não, não. Seu amigo é o juiz e Billy sai ileso do crime. Só que, como a sinopse do livro conta, se a justiça da cidade é falha, a dos ciganos será certeira.

 

Na hora em que Billy sai do tribunal, um velho cigano toca o seu rosto e diz as palavras “mais magro”. Puff. O homem começa a perder peso inexplicavelmente. De 113 para 85, 78, 71… Explicações racionais não são o suficiente e Billy sai atrás de respostas, buscando a sua própria forma de justiça.

 

“Sabe qual é a moral da história William? Certos caras, muitos caras, não acreditam no que estão vendo, principalmente se isso for contra a maneira como querem comer, beber, pensar ou acreditar. Eu não acredito em Deus, mas se o visse acreditaria. Não andaria por aí dizendo: “Bem, isso foi um grande efeito especial.” A definição de um imbecil é um cara que não acredita no que vê. Pode escrever o que eu digo.” (Página 198)

 

Não se engane pela minha sinopse mais ou menos. Stephen King conseguiu explorar a fundo por meios dos personagens sentimentos humanos como raiva, vingança e egoísmo. Até um pouco parecido com Joyland (tem resenha aqui!), mas essas 216 páginas têm, realmente, bem mais suspense e tensão.

 

O autor mostra como somos capazes de colocar a sujeira embaixo do tapete para nos livrar da própria culpa e como cada um tem sua própria forma de justiça, seja ela olho por olho, a indiferença ou os extremos. Sem falar na exclusão dos ciganos, que aparece para mostrar nossa tendência a excluir tudo o que é diferente, que coloca em dúvida nossos hábitos ou estilo de vida. 

a maldição do cigano RESENHA SETEPHEN KING

A leitura é bem fácil, dá para ler no metrô – esse é meu termômetro. O narrador é em terceira pessoa, permitindo que você analise o que acontece em diferentes perspectivas. Mesmo assim, não há detalhes em excesso, mas o suficiente para que você se veja intrigado. Só pelo título dos capítulos você se vê ansioso e extremamente curioso para saber o que irá acontecer em seguida. Tipo How To Get Away With Murder versão obra literária.

 

E se livros bons são livros com finais bons, esse merece uma salva de palmas. É surpreendente. Não há outra palavra para descrevê-lo. Não deixou nada a desejar. Com as últimas linhas, você se pergunta se a justiça foi realmente feita e lembra de uma das frases do cigano que amaldiçoou Billy: nada de quites, homem branco da cidade. Nunca. Não é à toa que o sinal da justiça é uma balança.

 

Você passa o livro inteiro angustiado para descobrir o que está na próxima página e, no final, se vê questionando a sua própria vida. Talvez, a da sociedade em um todo. Stephen King e a arte de tornar livros de terror em um grande questionamento. Será que estamos sendo justos?

 

“Quando você se vê sendo apagado quilo por quilo, como uma complexa equação sendo apagada do quadro-negro linha por linha e cálculo por cálculo, isso produz algo em seu senso de realidade. Sua própria realidade pessoal, a realidade em geral.” (Pág. 193)

 

Ok, prometo que a próxima resenha não será do Stephen King! Ah, gente, mas o cara é tão bom… Quem aí também ama? Ou leu A Maldição? Ou viu o filme? Me contem nos comentários!

 

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A MALDIÇÃO DO CIGANO

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16 agosto, 2016

1 – Sim, é possível fazer um livro com um enigma central e diversos conflitos o rodeando sem se perder no meio.

2 – Esse é o primeiro young adult que eu li que se distancia da ideia de adolescência vitimizada e perfeita.

3 – Eu amo você, AN!

Resenha Três Coisas Sobre Você

Imagina uma pessoa surpresa e feliz? Fui eu ao descobrir que ganhei um sorteio do blog Coisinhas Aleatórias. Gente, eu nunca ganho nada (a dramática)! E o melhor: sortearam um livro. Quem não amaria receber um livro na sua casa de repente de presente? Obrigada Coisinhas Aleatórias, eu adorei o Três Coisas Sobre Você, da Julie Buxbaum, e cá estou eu para resenhar esta belezinha. Um spoiler: é diferente de todo young adult que li.

 

Vamos a um resumo breve da história, porque a intenção não é ficar contando detalhes sobre ela aqui. Jessie é uma garota de 16 anos que perdeu a mãe há 733 dias, ganhou uma madrasta há 45 e se mudou há 30 dias para Califórnia, seguindo os passos de seu pai atrás da nova mulher. Ah, faltam 7 dias para o começo do primeiro ano do ensino médio em uma escola totalmente nova. Como se não faltassem novidades, de repente, sem motivo aparente, chega um e-mail anônimo, do Alguém Ninguém, na caixa de entrada de Jessie.

 

O tal Alguém Ninguém se oferece para ser o guia espiritual virtual de Jessie em sua nova jornada no colégio Wood Valley. E, então, começamos o livro com a garota tentando lidar com esse anônimo, sua melhor amiga distante, o filho da madrasta arrogante, uma mansão onde não se sente em casa, garotos ricos diferentes de sua realidade e tudo isso sem uma mãe.

 

O que falar de Três Coisas Sobre Você que li em dois dias no transporte público e já considero muito? 😅 O livro é relativamente grande, são 283 páginas, mas a leitura é bem fluída. A escrita de Julie é como se eu estivesse conversando com uma amiga enquanto tomamos milk-shake (vegano, é claro). As páginas são amarelinhas e o espaçamento e fonte são ótimos. Sim, gente, acho isso de extrema importância na hora que estou lendo. Ninguém merece com dor de cabeça depois, não é?

Resenha Três Coisas Sobre Você Julie Buxbaum

Ao mesclar o estilo de Julie à história, temos muita ironia e muita realidade. Não há escrúpulos em relação aos palavrões e assuntos como homossexualidade, drogas, sexo, incertezas em relação ao futuro, relacionamentos efêmeros e outros elementos adolescentes. Sem um mundo de fantasias, ideias bonitas e moralismo. Eu adoraria ter lido Três Coisas Sobre Você aos meus 15 ou 16 anos, quando estava me descobrindo e, às vezes, os livros criavam uma imagem fantasiosa sobre o que é ser adolescente.

 

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Resenha Três Coisas Sobre Você Julie

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7 junho, 2016

Eu estava louca para comprar esse livro. Imaginem uma pessoa desesperada para ler algo, era eu com com A Sereia. Primeiro, porque a Kiera Cass tem um estilo de escrita que gosto muito. Devoro os livros dela em dias ou até mesmo horas. Segundo, é sobre sereias e se você acompanha o blog sabe que eu sou fascinada por elas. Terceiro, olhem essa capa. De longe, a minha preferida. Ganhou até de A Escolha! Posterguei bastante por causa de $$$, apesar do livro ser em média de R$30, mas, finalmente, me rendi e levei A Sereia para casa.

RESENHA A SEREIA KIERA KASS CAPA

Li super rápido. O espaçamento, fonte e cor da página são perfeitos. Seus olhinhos não cansam e nem a mente, graças à escrita leve e fluída da autora. Você vai passando as páginas e, de repente, se depara com o final da história de Kahlen Kiera arrasa nos nomes. É um daqueles livros para distrair a cabeça, encontrar personagens para se apegar e desejar ser filha da Água.

 

Vamos a sinopse do livro:

 

Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar — pois a voz da sereia é fatal —, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração.

 

Assim que eu terminei, senti vontade de relê-lo. Instantaneamente, estava com saudade de Kahlen e suas irmãs, Miaka, Elizabeth, Aisling e Padma, que, para mim, compõem a melhor parte do livro. Em todos os diálogos eu via sororidade estampada. A relação que existe entre a irmandade de sereias é de fazer chorar – sim, eu chorei em algumas cenas! E, sinceramente, na minha visão, A Sereia trabalha muito mais a questão da convivência com diferentes personalidades, o conflito e apoio mútuo entre as irmãs.

CONTINUE LENDO, SEREIA ♥

RESENHA A SEREIA KIERA KASS LIVRO

Eu estava louca para comprar esse livro. Imaginem uma pessoa desesperada para ler algo, era eu com com A Sereia. Primeiro, porque a Kiera Cass tem um estilo de escrita que gosto muito. Devoro os livros dela em dias ou até mesmo horas. Segundo, é sobre sereias e se você acompanha o blog sabe que […]

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