DESCOMPLICANDO O VEGANISMO
RECEITAS VEGANAS
Transição para o veganismo


15 janeiro, 2016

[TW: violência sexual]* Se você pretende assistir à série e não gosta de spoilers, bom, é melhor ir pular para o próximo post! Que tal esse sobre sororidade? No entanto, fique com a seguinte ideia em mente: jamais, nunca, em hipótese alguma devemos aplaudir o agressor. Estuprador não é o mocinho da história. Com isso dito, ok, continue descobrindo o blog e volte nesse post depois de terminar a terceira temporada da série (♥). Agora, se você já assistiu, não liga para spoilers ou só quer saber porque estou problematizando Bates Motel, vem cá!

esutpro em bates motel cultura do estupro caleb norma

Após a misteriosa morte de seu marido, Norma Bates decidiu começar uma nova vida longe do Arizona, na pequena cidade de White Pine Bay, em Oregon, e leva o filho Norman, de 17 anos, com ela. Ela comprou um velho motel abandonado e a mansão ao lado. Mãe e filho sempre compartilharam uma relação complexa, quase incestuosa. Trágicos acontecimentos vai empurrá-los ainda mais. Todos eles agora compartilham um segredo obscuro.

 

Talvez eu cometa alguns erros em relação à história, então, me perdoem. Sinto vontade de escrever sobre isso há muito tempo, mas acabei esquecendo detalhes do enredo. O que importa é: nunca ninguém parou para pensar o quão errado é a relação entre a Norma e o Caleb, seu irmão que a estuprou na adolescência?

 

Desde a sua primeira aparição, fiquei incomodada com o fato dele se comportar como alguém inofensivo, que busca uma reconciliação depois de tantos anos. Norma permanece no início com a imagem da mulher louca, conspirando contra o irmão injustiçado – até que o seu lado da história seja revelado. Como se não bastasse, quando Dylan descobre que Caleb a estuprava, ao invés de oferecer apoio à sua mãe, eles começam uma discussão que apenas termina quando Norma revela outro segredo envolvendo Dylan.

 

[TW: violência sexual]* Se você pretende assistir à série e não gosta de spoilers, bom, é melhor ir pular para o próximo post! Que tal esse sobre sororidade? No entanto, fique com a seguinte ideia em mente: jamais, nunca, em hipótese alguma devemos aplaudir o agressor. Estuprador não é o mocinho da história. Com isso […]

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11 janeiro, 2016

Em 2015, uma das minhas metas foi tirar a Carteira de Habilitação. E a melhor parte dessa época foi quando ela chegou ao fim. No dia em que finalmente segurei a minha CNH, quer dizer, PPD, por enquanto, foi um alívio imenso. Eu ainda não criei a coragem para sair por aí dirigindo, mas estou contente por ter me livrado disso logo aos 18 anos. Porque, olha, não foi fácil. Sendo assim, reuni nesse post 10 coisas que eu aprendi com a autoescola, seja para iluminar aqueles que vão começar esse caminho árduo ou lembrar àqueles que já passaram por isso: acabou, pode respirar!
aprendi com a autoescola

1 – Se você trabalha e estuda, se prepare. Eu quase enlouqueci em duas semanas enfrentando CFC/trabalho/faculdade e, depois, ia para as aulas práticas implorando para que terminassem logo. Se a sua rotina já é cansativa, prepare as cápsulas de guaraná e a paciência.

 

2 – O CFC é chato. Muito chato. Chato mesmo. Tente fazer com um amigo ou, ao menos, que seja em um lugar perto da sua casa para você não se estressar tanto logo no caminho. Leve comida, fones de ouvido e um livro. Qualquer coisa que te distraia.

 

3 – Se você nunca dirigiu, assim como eu quando fiz a primeira aula, saiba que é normal se sentir insegura. É normal errar. O que não é normal é o seu instrutor não se dedicar ao máximo para te ensinar ou se estressar com o seu ritmo.

 

4 – Baixe o aplicativo com simulados da prova teórica e decore as questões. É o suficiente para passar na primeira etapa. Sério.

 

Em 2015, uma das minhas metas foi tirar a Carteira de Habilitação. E a melhor parte dessa época foi quando ela chegou ao fim. No dia em que finalmente segurei a minha CNH, quer dizer, PPD, por enquanto, foi um alívio imenso. Eu ainda não criei a coragem para sair por aí dirigindo, mas estou […]

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8 janeiro, 2016

Eu estava em uma praça na pequena cidade de Winter Park, próxima a Orlando. Procurei um lugar mais isolado para sentar e fiquei descobrindo a minha câmera nova, enquanto esperava pelos meus pais. Logo a minha frente, uma mulher dividia a sua atenção entre o bebê no carrinho e a criança correndo no gramado. Alguns minutos depois, o pai, ou ao menos foi o que pensei, chegou para fazer companhia às garotas. Um homem sozinho estava sentado no próximo banco de madeira e o barulho do trem em intervalos regulares anunciava que outras pessoas estavam chegando.

 

Ver esquilos andando por aí é algo tão incomum para quem mora em São Paulo que, logo, eu me permiti observá-los por um bom tempo. Eles corriam, subiam nas árvores, se enfiavam onde não eram chamados, mas se assustavam quando alguém chegava muito perto.

 

Good morning, eu ouvi de repente. Levantei o rosto e notei dois homens uniformizados em um carrinho elétrico. O que havia me cumprimentado tinha os cabelos brancos, um boné azul e um sorriso no rosto. Sorri também. Mas receosa e irônica, dando a entender que não queria contato.

 

How are you today? Fiquei me questionando onde aquele senhor pretendia chegar. Comecei a mexer no cabelo e, automaticamente, empurrar o corpo para trás, o máximo que eu conseguia. Respondi um simples, curto e grosso fine.

feminismo - simpatia masculina - o dia em que um homem foi simpático

Ele riu. Just fine? O outro homem ao seu lado começou a mexer em um aparelho. Olhei ao redor, para me certificar de que eu não estava sozinha. Notei que a questão não é que eu não gosto de conversar com estranhos. A questão é que eu não gosto de conversar com homens estranhos. Independentemente do lugar, do país, percebi que a minha primeira reação quando um homem se aproxima é me afastar.

 

Yes, just fine. Respondi torcendo para que ele fosse embora. Nenhum homem para o seu trabalho para cumprimentar uma garota sozinha com cara de turista. Nós estávamos a alguns metros de distância, mas eu me sentia com cada vez menos espaço. Ele riu novamente.

 

Have a Merry Christmas! O volante do carrinho virou e ele continuou seguindo pela praça. Consegui retribuir com um you too e, finalmente, soltei o meu corpo no banco. Sempre tenho dúvidas em relação à qualquer homem no universo. E tenho mais receio ainda de homens velhos e, pior, desconhecidos. Talvez, porque eles achem que estão no direito de nos tratar como bem desejarem.

 

O pai, que antes brincava com a criança, se despediu. O senhor, que começou a conversa comigo, o cumprimentou enquanto ele subia a praça. O mesmo senhor, metros depois, começou a conversar com o homem sentado sozinho no próximo banco. Com o mesmo sorriso. Os mesmos gestos. Mais à frente, também falou com um casal, que respondeu com muita animação.

 

Me senti culpada por não ter falado como deveria, por não ter sido amigável. Talvez, o senhor realmente tenha sido apenas gentil. Simplesmente porque queria, sem segundas intenções. Percebi, então, que a minha desconfiança por ser mulher ultrapassa tudo isso. Lembrei de todas as vezes em que eu pensei que um homem estava sendo educado e um sorriso meu foi o suficiente para que ele pensasse que eu estava lhe dando toda liberdade do mundo.

 

Não. Não é minha culpa. Na verdade, é culpa dos amigos daquele senhor que, quem sabe, assediem verbalmente mulheres na rua. É culpa do seu tio que, provavelmente, se sentia como dono da esposa e por isso a agrediu. Culpa daquele primo distante que estuprou uma adolescente. Ou do neto que colocou fotos íntimas da ex-namorada na internet. Culpa dos outros homens que passam por aquela praça e nos veem como seus animais submissos. E culpa daquele senhor por ser homem.

 

Eu perdi a chance de me desfazer dessa máscara de mulher grossa, pronta para chamar a polícia ou te chutar no meio das pernas caso você se aproxime. Perdi. Mesmo que por alguns segundos. Só que não é minha culpa. Nunca foi.

 

Voltei para São Paulo e percebi que essa cidade me ensinou a ser assim. Que o vendedor na rua gritando que sou gostosa, o velho na esquina que fez um barulho nojento quando passei, o adolescente com as pernas abertas no banco do metrô, o caixa do cinema que olhava para o meu decote, o professor que desrespeitou uma aluna, o cara da balada que ficou com a mão em mim enquanto eu falava “não”… Eles são culpados. Eles são culpados por eu achar que não existe mais gentileza entre desconhecidos e que é impossível um homem querer ser apenas simpático.

 

Mas aquele habitante de Winter Park foi… E me mostrou quão cruel é viver em um mundo que faz com que você sinta medo de um senhor te desejando feliz natal.

 

Vamos conversar mais sobre feminismo? Clica aqui! ♥

 

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