DESCOMPLICANDO O VEGANISMO
RECEITAS VEGANAS
Transição para o veganismo


14 dezembro, 2017

Em 2016, eu me propus um desafio: não comprar roupas durante um ano. Vocês viram, ao decorrer de 2017, como o resultado foi positivo e me fez (re)pensar muitos dos meus hábitos como consumidora. Eu entendi a pressão que existe para que a gente saia com mais sacolinhas da loja do que, realmente, precisamos e os problemas que disso surgem. Com isso, passei a valorizar muito mais marcas conscientes, preocupadas com o meio ambiente e com propostas diferentes dessas fastblablabla que, em diversos casos, têm muita sujeira por baixo do nome.

 

Tudo o que compramos tem um impacto, positivo ou negativo. Não é apenas uma blusinha ou um anel. É o trabalho escravo envolvido na produção em massa, é o uso demasiado de plástico, a falta de preocupação com o descarte adequado, práticas antiéticas, uso de materiais de origem animal, entre uma série de outros detalhes que envolvem desde a criação do produto até ele chegar no seu armário.

 

E, então, que tipo de marca você deseja apoiar?

 

Compre de quem faz

Uma das coisas mais legais que descobri este ano foram os grupos do Compre de Quem Faz. Eu não nunca tinha parado para pensar em como havia diferença entre comprar um objeto de decoração na Imaginarium e outro feito por uma mãe em casa. Um ovo de páscoa no Walmart ou um ovo feito por uma mulher que acabou de perder o emprego.

 

Comprar de quem faz significa que você sabe da onde vem aquele produto, quem o fez e, principalmente, como. Sabe que o produto não foi produzido à base de exploração. Significa se posicionar contra grandes corporações e os estragos que elas têm causado ao meio ambiente, além de apoiar mulheres a conquistarem independência financeira e o sonho de pequenos empreendedores.

 

Consumo consciente, produção slow e sustentável

Quando você escolhe comprar de quem faz, consequentemente, está apoiando uma produção slow e mais sustentável. Falar slow pode até parecer um termo hype de quem usa camisa de flanela e croppeds de crochê. Mas as marcas que apostam nesse estilo são mais humanizadas. Tem estilo, personalidade, consciência e amor. Amor pelo que fazem e amor, principalmente, pelo planeta que é impactado diretamente pelas nossas escolhas, sem ter direito à resposta.

 

O movimento slow te incentiva a desacelerar, a buscar conexão com as coisas ao nosso redor e combater o imediatismo. Isso se manifesta no ato de consumir menos e consumir com responsabilidade. Essa ideia não se aplica somente à moda ou alimentação, como se vê por aí, mas, sim, a qualquer forma de produção.

 

E como uma marca pode fazer isso? Escolhendo materiais justos, recicláveis e veganos, com menos impacto ambiental, reaproveitando ao máximo o que for possível, tendo autenticidade, produzindo em menor escala e proporcionando, assim, um produto durável ao invés de itens que precisarão ser substituídos em meses e se tornarão lixo.

 

Uma das maneiras de colocar essa produção consciente em prática é por meio do upcycling, que é o ato de ressignificar algo que não tinha mais valor. Diferente da reciclagem, no upcycling, você utiliza aquilo o que se tornaria lixo, sem a necessidade de intervenções químicas. Com isso, você reduz o consumo de novas matérias primas, além da poluição de ar, água e outros recursos.

 

Universo Violeta: a marca de acessórios consciente

CONSUMO CONSCIENTE - UNIVERSO VIOLETA

Recentemente, eu conheci a Universo Violeta, que se encaixa em todas as ideias que conversamos até agora. O que mais me surpreendeu foi o fato de uma loja de acessórios mostrar essa preocupação com os seus produtos e a forma como eles são criados.

 

Isso é a prova de que podemos fazer escolhas mais positivas e responsáveis em qualquer área, para qualquer item. Basta questionar os nossos hábitos velhos e insustentáveis para descobrir um universo novo de marcas conscientes.

 

A Fernanda, idealizadora da marca, entrou em contato comigo e, agora, a Universo Violeta é a nova parceira do blog, uhul (vai ter sorteio em breve!). As peças são extremamente delicadas, com uma aura toda mágica que eu amo.

 

Aproveitei para fazer algumas perguntinhas para Fe sobre a marca e esses conceitos de produção slow e sustentável.

 

Em 2016, eu me propus um desafio: não comprar roupas durante um ano. Vocês viram, ao decorrer de 2017, como o resultado foi positivo e me fez (re)pensar muitos dos meus hábitos como consumidora. Eu entendi a pressão que existe para que a gente saia com mais sacolinhas da loja do que, realmente, precisamos e […]

Leia mais



TAGS:






5 setembro, 2017

Cortar o gorgonzola, o sushi de salmão e o quindim foi tarefa fácil perto de me ver diante de uma prateleira cheia de produtos dos quais eu simplesmente não sei se devo ou não comprar, se tem ou não ingredientes de origem animal, se é ou não de uma marca antiética. Antes de gravar esse vídeo, por exemplo, sobre os meus cuidados atuais com o cabelo, eu mal tinha ideia das polêmicas envolvendo a Salon Line em grupos veganos.

 

Se eu quero um produto, como foi o caso da tinta ruiva, eu procuro informações em casa e, então, vou atrás da marca específica. Se estou na rua e lembro que preciso comprar algo, dificilmente vou pesquisar na internet sobre a marca ou os ingredientes. Primeiro porque meu 4G não permite, segundo porque eu simplesmente confio no rótulo. Não tenho esse costume de fazer uma pesquisa antes, mandar e-mail para o SAC ou revirar a internet, até porque eu não estava habituada a ver tanta sujeira por trás de tantos grandes nomes.

COMO SABER SE UM PRODUTO É VEGANO

Ou cosméticos, roupas, produtos de limpeza e assento de carro.

 

Eu me importava mais com o que a embalagem me prometia do que com as letras miúdas. Eu pensava no preço, no resultado, na comodidade, não em questões éticas. Eu não tinha essa consciência. E, até hoje, mesmo depois de um ano em uma dieta vegetariana estrita e fazendo diversas mudanças na minha rotina, eu peco em relação ao assunto. Muito.

 

É importante lembrar, no entanto, que colocar o veganismo em prática parte muito do acesso à informação que as pessoas têm. Porque, convenhamos, se você não tem internet na sua casa, ou até mesmo tempo para ficar lendo textões no facebook, como você vai saber que não deveria comprar um produto da Salon Line? Está escrito “produto vegano” no rótulo, ué. Se você lê os ingredientes da Coca Cola, como vai imaginar que eles patrocinam rodeios norte americanos?

 

O veganismo é um processo. Lento. Quer os fiscais do veganismo alheio queiram ou não. Faz parte errar. Faz parte cair em tentação. Nem todo mundo tem a mesma força, os mesmos meios de procurar informação, as mesmas dúvidas ou certezas. Ninguém vive da mesma maneira. Temos que aprender a respeitar o espaço e o tempo do outro, sem imposições. Veganismo tem que ser didático, leve, com respeito.

 

É pelos animais. É, sim. É horrível ver as pessoas fechando os olhos para tanta crueldade. É, sim. É de partir o coração ver quem a gente gosta se acomodando. É, sim. Mas é irônico demais partir para a agressividade com quem sente dificuldade em mudar hábitos, ainda mais com tanta gente ao nosso redor dizendo que é besteira, que vamos ficar doentes, que nossas atitudes não vão resolver nada.

 

Eu sei que a pessoa que diz que não conseguiria ficar sem churrasco ou o vegetariano viciado em queijo não estão pensando no boi e na vaca tendo suas vidas exploradas, escravizadas e acabando em prol de um bife ou parmesão. Mas nem todo mundo vai no mesmo ritmo. Todos estamos evoluindo aos poucos e do nosso jeito. Vamos aprender a estender a mão, não atacar pedras.

 

Dito isso, eu quero aprender a escolher melhor os produtos que compro. Quero, com esse post, incentivar você a também tomar esse cuidado. A ideia é criar o hábito de questionar rótulos, me familiarizar com ingredientes ou, ao menos, saber pelo que procurar em um produto para me certificar de que ele é vegano.

 

Lembrando que estamos falando de p-r-o-d-u-t-o-s, não necessariamente de marcas veganas, ok?

 

Tabela de produtos do grupo Ogros Veganos e Troll Ajuda

OGROS VEGANOS - COMO SABER SE UM PRODUTO É VEGANO

O Ogros Veganos é um grupo que me ajudou muito durante minha transição. Lá, você encontra qualquer tipo de receita para testar e descobrir um mundo novo dentro da culinária vegana. Mesmo que você ainda coma carne, ovo ou lacticínios, vale a pena entrar para conhecer opções mais saudáveis e novas receitas.

 

O Troll Ajuda serve mais para tirar dúvidas sobre o veganismo, é um grupo de discussão. Às vezes, discussão não no sentido que eu gostaria, mas faz parte.

 

O bom é que nesses dois grupos existem PDFs com listas extensas de produtos veganos. Tudo separado por categorias e, no caso, do Troll Ajuda até especificando se as marcas são veganas ou se tem um histórico de crueldade animal.

 

Nessas listas, você vai encontrar papel higiênico, massinha de modelar e limpa vidros até molho de tomate, milho em conserva até pipoca de microondas. É ótimo para quem tem controle sobre as compras dentro de casa. Você pode fazer sua lista normal, imprimir esses documentos, e ir ao mercado procurando diretamente pelas marcas citadas.

 

Entre nos dois grupos e procure por lista de produtos veganos. Talvez, a do Ogros Veganos você ache fácil no google pelo grupo ser aberto, já a o do Troll Ajuda você precisa entrar e ver a publicação fixada.

 

Lupa de pesquisa de grupos veganos

 

Caso o seu 4G seja bom e sua operadora tenha um sinal que não te deixa na mão (o que é difícil por aqui, convenhamos), também vale recorrer a lupa dos grupos. Se você viu um produto que aparentemente não tem nenhum ingrediente de origem animal, mas está na dúvida, pode jogar o nome na pesquisa para ver se alguém já fez alguma denúncia ou sabe os podres da marca.

 

Cortar o gorgonzola, o sushi de salmão e o quindim foi tarefa fácil perto de me ver diante de uma prateleira cheia de produtos dos quais eu simplesmente não sei se devo ou não comprar, se tem ou não ingredientes de origem animal, se é ou não de uma marca antiética. Antes de gravar esse […]

Leia mais



TAGS:








NÃO PERCA AS NOVIDADES, CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER!