12 Janeiro, 2018

2017 não foi o ano dos livros, eu diria. Com foco 100% em dois TCCs (e ser aprovada em todas as matérias), fiquei distante das leituras por prazer. Minha estante ganhou algumas aquisições, mas nada comparada às minhas metas de 2012 ou 2013, quando eu lia entre 12 e 20 livros por ano.

 

2018 será diferente, eu espero. Sigo uma amante dos bons livros e, agora, mais do que nunca, interessada em outros gêneros, como sobre desenvolvimento pessoal, alimentação e espiritualidade. Esse post, então, é a minha wishlist literária para este novo ano, com alguns títulos que eu espero que também entrem na listinha de vocês ❤📚

 

Dividi a wishlist literária em três: desenvolvimento pessoal, veganismo e alimentação e histórias para 2018. São livros que eu namoro há um tempo ou descobri recentemente e despertaram meu interesse. Não esqueçam de me contar se vocês já leram algum desses!

 

Wishlist literária para 2018 📚

Fique Rica Sem Culpa, Justine Trueman: indicação da Fran Guarnieri, imagino que esse livro será o meu começo nesse universo de finanças. Ele está fora de linha, infelizmente, mas você pode encontrá-lo em sebos e na Estante Virtual.

 

O livro divide-se em duas partes – ‘O dinheiro e a mente’ e ‘Assumindo o controle’. Nele, a autora ajudará a leitora a aperfeiçoar seu relacionamento com o dinheiro, para que – fique menos estressada; melhore sua qualidade de vida; sinta-se no controle de suas finanças; pare de discutir sobre dinheiro com seu companheiro(a); reconheça os obstáculos psicológicos que a estão impedindo de alcançar suas metas financeiras; entenda os princípios-chave envolvidos na construção de um patrimônio.

 

O Poder do Hábito, Charles Duhigg: esse é um livro que namoro há um tempo, mas o preço sempre me fez procurar outras opções (aliás, está em promoção na Saraiva!). Conheço pessoas que afirmam que ele é incrível para quem deseja se livrar dos hábitos velhos e negativos, criando novos mais saudáveis.

 

Este livro é um verdadeiro e profundo estudo dos hábitos. Porém, além de mostrar como eles funcionam, o autor também consegue explicar como eles podem ser transformados. E cá entre nós, ter o controle total das ações, sejam costumes ou não, facilita diversos aspectos da vida.

Conseguir mudar o hábito de pegar o elevador pelo hábito de subir lances de escada e fazer mais exercícios, pode influenciar a sua saúde futura. Fora a saúde, com pequenas mudanças de hábito, esse livro mostra que é possível ter resultados positivos na sua produtividade, na estabilidade financeira e até mesmo na sua felicidade.

 

Morando Sozinha, Fran Guarnieri: o livro da Fran está na minha wishlist desde que foi lançado, mas decidi economizar esse dinheiro até o momento em que de fato fosse pensar em morar sozinha. Chegou a hora!

 

“No dia em que eu saí de casa o meu pai me disse: ‘Filha, você tem dinheiro?'” Morar sozinha pode ser incrível. Mas para ter uma vida independente é preciso se planejar também. Em Morando Sozinha, a blogueira Fran Guarnieri ensina o passo a passo para ser feliz e não depender mais de ninguém, contando suas histórias engraçadas e inusitadas desde que decidiu sair de casa, aos dezoito anos. Saiba aqui como desde escolher o melhor lugar para morar até a como resolver problemas do cotidiano. Trocar o botijão de gás a cada século ou ir à padaria para comprar só um pãozinho pode ser divertido e inesquecível!

 

O Poder do Agora, Eckhart Tolle: indicação da maravilhosa Juliana Goes, esse livro parte mais para o lado da espiritualidade, ponto que quero trabalhar mais em 2018 para estar sempre presente, em contato com a minha essência e propósito 💫

 

Combinando conceitos do cristianismo, do budismo, do hinduísmo, do taoismo e de outras tradições espirituais, Tolle elaborou um guia de grande eficiência para a descoberta do nosso potencial interior. Este livro é um manual prático que nos ensina a tomar consciência dos pensamentos e emoções que nos impedem de vivenciar plenamente a alegria e a paz que estão dentro de nós mesmos.

 

Solução Gradual, Carl Honoré: Carl foi um dos meus entrevistados para o TCC de Jornalismo e, desde então, fiquei encantada pelas suas ideias. De novo, o preço foi uma barreira na hora de levar um de seus livros para casa, mas desse ano não passa!

 

A busca por soluções rápidas tornou-se o padrão da nossa cultura apressada de hoje. Quando o assunto é “resolver problemas”, em qualquer esfera de nossas vidas, todos queremos obter vitórias épicas de uma tacada só, e cada resultado instantâneo nos sussurra sempre a mesma promessa sedutora: retorno máximo, esforço mínimo. Mas será que as soluções rápidas estão nos fazendo mais felizes, saudáveis e produtivos? Estão ajudando a resolver os desafios enfrentados pela humanidade atualmente? Em Solução Gradual, oferece um modelo eficaz para lidar com todos os tipos de problema – de negócio e política a saúde e relacionamentos – e fornece ideias brilhantes sobre como podemos resolvê-los, trabalhar melhor e viver bem.

 

O Dilema do Onívoro, Michael Pollan: já li outro livro do Pollan, mas adoraria incluir sua obra mais conhecida na minha estante.

 

As prateleiras de um supermercado são o ponto de partida escolhido pelo escritor e jornalista americano Michael Pollan para a viagem de investigação empreendida em ‘O dilema do onívoro’. O leitor é convidado a perfazer o caminho inverso – reconstituindo o trajeto dos alimentos, desde o prato à nossa mesa até a sua origem derradeira – o solo. Quanto mais longo e intrincado é o percurso que liga as duas pontas dessa cadeia altamente industrializada, argumenta o autor, mais ignorantes nós nos tornamos a respeito do que, em última análise, estamos comendo. Afinal, que mistérios estão por trás de um simples item de um cardápio de fast-food?

 

50 Doces Veganos, Katia Cardoso: preciso dizer alguma coisa? Queria saber fazer mais do que apenas um bolo de maçã e pavê de amendoim.

 

São barrinhas e smoothies para o café da manhã, biscoitinhos e cookies para o lanche da tarde, pavês e sorvetes para a sobremesa do dia a dia, além de lindos bolos para ocasiões especiais. Inspirada em suas memórias de infância e nos doces que a vida lhe foi servindo, Katia adaptou receitas tradicionais e contemporâneas para criar delícias sem ingredientes de origem animal. Assim, suas receitas são também ideais para quem precisa retirar a lactose e o ovo do cardápio. Para agradar todas as tribos, há também diversas receitas sem glúten, tudo sem abrir mão do sabor e da textura. Bom apetite!

 

A Política Sexual da Carne, Carol J. Adams: um livro que discute a relação entre feminismo e veganismo, é impossível não querer devorar. Também está fora de linha, mas conseguimos encontrá-lo na Estante Virtual e outros sites por aí. Porque a dominância masculina e o carnivorismo tem muito a ver, sim.

 

Este livro traz o texto de uma das referências teóricas para a compreensão e o estudo das influências de uma sociedade patriarcal nos hábitos alimentares e na relação de seus membros com as mulheres e os animais. A tese defende que a matança de animais e a violência contra a mulher estão intrinsecamente ligadas.

 

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WISHLIST LITERÁRIA - EVOLUÇÃO E DESENVOLVIMENTO PESSOAL

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8 Março, 2017

Mais um livro do Stephen King, Luana? Acho que eu vou mudar o nome da categoria “Na Estante” para “Eu amo o SK”. Juro que, em breve, volto para falar sobre a série Eu, Tu e Ela do Netflix e a minha experiência ao ler Heir em inglês, A Herdeira da série A Seleção. Por enquanto, vamos nos ater ao meu autor favorito mesmo, lhes apresento, então, A Maldição do Cigano ou só A Maldição.

a maldição do cigano

Este foi um livro que ganhei há uns bons anos de presente em um amigo secreto. Fiz uma lista de livros e entre eles estava “qualquer livro do Stephen King (sem ser os que já tenho)”. Não especifiquei porque, né, esse é um dos autores que tenho quase certeza que irei gostar lendo qualquer coisa. Dito e feito.

 

A história é a seguinte: Billy Halleck é um advogado de 113 quilos, com uma esposa fumante e uma filha chamada Linda (amo esse nome!). Sua vida, bem-sucedida, se transforma após atropelar uma cigana. Não porque ele é preso. Não, não. Seu amigo é o juiz e Billy sai ileso do crime. Só que, como a sinopse do livro conta, se a justiça da cidade é falha, a dos ciganos será certeira.

 

Na hora em que Billy sai do tribunal, um velho cigano toca o seu rosto e diz as palavras “mais magro”. Puff. O homem começa a perder peso inexplicavelmente. De 113 para 85, 78, 71… Explicações racionais não são o suficiente e Billy sai atrás de respostas, buscando a sua própria forma de justiça.

 

“Sabe qual é a moral da história William? Certos caras, muitos caras, não acreditam no que estão vendo, principalmente se isso for contra a maneira como querem comer, beber, pensar ou acreditar. Eu não acredito em Deus, mas se o visse acreditaria. Não andaria por aí dizendo: “Bem, isso foi um grande efeito especial.” A definição de um imbecil é um cara que não acredita no que vê. Pode escrever o que eu digo.” (Página 198)

 

Não se engane pela minha sinopse mais ou menos. Stephen King conseguiu explorar a fundo por meios dos personagens sentimentos humanos como raiva, vingança e egoísmo. Até um pouco parecido com Joyland (tem resenha aqui!), mas essas 216 páginas têm, realmente, bem mais suspense e tensão.

 

O autor mostra como somos capazes de colocar a sujeira embaixo do tapete para nos livrar da própria culpa e como cada um tem sua própria forma de justiça, seja ela olho por olho, a indiferença ou os extremos. Sem falar na exclusão dos ciganos, que aparece para mostrar nossa tendência a excluir tudo o que é diferente, que coloca em dúvida nossos hábitos ou estilo de vida. 

a maldição do cigano RESENHA SETEPHEN KING

A leitura é bem fácil, dá para ler no metrô – esse é meu termômetro. O narrador é em terceira pessoa, permitindo que você analise o que acontece em diferentes perspectivas. Mesmo assim, não há detalhes em excesso, mas o suficiente para que você se veja intrigado. Só pelo título dos capítulos você se vê ansioso e extremamente curioso para saber o que irá acontecer em seguida. Tipo How To Get Away With Murder versão obra literária.

 

E se livros bons são livros com finais bons, esse merece uma salva de palmas. É surpreendente. Não há outra palavra para descrevê-lo. Não deixou nada a desejar. Com as últimas linhas, você se pergunta se a justiça foi realmente feita e lembra de uma das frases do cigano que amaldiçoou Billy: nada de quites, homem branco da cidade. Nunca. Não é à toa que o sinal da justiça é uma balança.

 

Você passa o livro inteiro angustiado para descobrir o que está na próxima página e, no final, se vê questionando a sua própria vida. Talvez, a da sociedade em um todo. Stephen King e a arte de tornar livros de terror em um grande questionamento. Será que estamos sendo justos?

 

“Quando você se vê sendo apagado quilo por quilo, como uma complexa equação sendo apagada do quadro-negro linha por linha e cálculo por cálculo, isso produz algo em seu senso de realidade. Sua própria realidade pessoal, a realidade em geral.” (Pág. 193)

 

Ok, prometo que a próxima resenha não será do Stephen King! Ah, gente, mas o cara é tão bom… Quem aí também ama? Ou leu A Maldição? Ou viu o filme? Me contem nos comentários!

 

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6 Fevereiro, 2017

Ok, eu acho que esse blog só vai ter resenhas do Stephen King, mas, gente, como não gostar dos livros dessa pessoa? Deixando (um pouco) o fangirling de lado, vamos conversar sobre Joyland, livro que me acompanhou durante meus ataques de medo nos voos de ida e volta para Santa Catarina. Admito que o que me atraiu de primeira foi a capa, uma moça ruiva com uma câmera na mão e um parque em chamas. Quero!

RESENHA JOYLAND STEPHEN KING 2

Se o livro condiz com a capa instigante? Não tanto quanto eu imaginava. Até porque ainda não entendi qual é a do incêndio. Mas, ainda assim, é um livro bom, que me envolveu de um jeito bem diferente em comparação aos outros do SK. Tem dúvidas? Bom, eu chorei no final. Pois é, um livro do Stephen King me arrancou lágrimas. Isso porque Joyland é mais do que um livro de suspense, ele fala sobre amadurecimento, perdas, amizade e a “invencibilidade” da juventude, tudo em um clima tão nostálgico que vai te deixar melancólica depois de fechá-lo pela última vez. 

 

Joyland não vai te deixar roendo as unhas, com frio na espinha ou dormindo de luz acesa por uma semana. Você não sabe ao certo se está lendo uma ficção policial, uma história de terror ou um romance qualquer. Ok, qualquer não. Um romance do Stephen King. Tanto que meu pai me perguntou sobre o que era o livro quando estava na página 100 e eu simplesmente não sabia responder. Isso me incomodou um pouco no começo, porque eu estava esperando um quê de suspense, talvez algumas mortes e reviravoltas chocantes. Só que isso não acontece. 

 

Profunda, divertida. Intenso e cativante. Emocionante e imensamente atraente. É isso o que nos diz a capa e contracapa. E é isso que Joyland, de fato, é. Se você é fã do Stephen King, vai devorar as páginas esperando alguma surpresa. Que não vem. Não em grande estilo. Quem sabe, essa seja a graça. Não é sobre ficar ansioso e com medo, mas sobre se apegar aos personagens e desvendar aos poucos, em passos lentos, o traço sobrenatural da história, enquanto as experiências do personagem principal vão nos rendendo bons diálogos e aprendizados.

 

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