11 julho, 2017

Talvez eu devesse fazer um especial de férias aqui no Entre Anas, porque eu ainda tenho mais algumas ideias de posts sobre o assunto. Acho que é a empolgação de poder acordar algumas horas mais tarde, principalmente nesse frio.

 

Na semana passada, eu listei 25 eventos gratuitos que vão rolar em São Paulo no mês de julho para você não poder falar no fim das férias que não aproveitou nada, só ficou em casa. Mas como enfrentar a rua todos os dias também é para quem tem muito (muito) pique, está tudo bem em ir intercalando entre um bom filme e sair de casa.

 

Para te ajudar a não perder mais tempo escolhendo o filme do que de fato assistindo, fiz uma listinha com uma seleção de títulos por dia até o fim das férias. Serão 11 de cada gênero: terror/suspense, drama, comédia e romance. Todos eu assisti e gostei. Vou colocar estrelinhas do lado para indicar quais eu prefiro, certo? E aí para ver a sinopse é só clicar nelas!

 

Calma, vamos organizar ainda melhor. Se você quer romance, procura pela carinha apaixonada. Se quer drama, pela chorando. Suspense/Terror, assustada. Comédia, rindo.

FILMES PARA VER NO NETFLIX ATÉ O FIM DAS FÉRIAS (1)

Na ordem: Tão Forte, Tão Perto; Para Sempre Alice; Sorte no Amor

 

11/07

😍 Romance: Um Homem de Sorte ★★★ 

😢 Drama: Para Sempre Alice ★★★★★

 

12/07 

😯 Terror/suspense: Antes De Dormir ★★★★ (tem resenha do livro aqui!)

😆 Comédia: Amor a Toda Prova ★★★

 

13/07 

😍 Romance: Juntos Pelo Acaso ★★★

😢 Drama: Lion ★★★★★

 

14/07 

😯 Terror/suspense: Uma Noite de Crime: Anarquia ★★★★★

😆 Comédia: A Proposta ★★★

 

15/07 

😍 Romance: A Última Música ★★★★

😢 Drama: Tão Forte, Tão Perto ★★★★★

 

16/07 

😯 Terror/suspense: O Exorcismo de Emily Rose ★★★★★ (para mais filmes de terror, clica aqui!)

😆 Comédia: Paixão de Aluguel ★★★★★

 

17/07 

😍 Romance: Os Agentes do Destino ★★★

😢 Drama: Marcados pela Guerra ★★★★★ 

 

18/07 

😯 Terror/suspense: A Pele Que Habito ★★★★

😆 Comédia: Sorte no Amor ★★★★

 

19/07 

😍 Romance: Lembranças ★★★★

😢 Drama: A Girl Like Her ★★★

 

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FILMES PARA VER NO NETFLIX ATÉ O FIM DAS FÉRIAS (1)

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8 março, 2017

Mais um livro do Stephen King, Luana? Acho que eu vou mudar o nome da categoria “Na Estante” para “Eu amo o SK”. Juro que, em breve, volto para falar sobre a série Eu, Tu e Ela do Netflix e a minha experiência ao ler Heir em inglês, A Herdeira da série A Seleção. Por enquanto, vamos nos ater ao meu autor favorito mesmo, lhes apresento, então, A Maldição do Cigano ou só A Maldição.

a maldição do cigano

Este foi um livro que ganhei há uns bons anos de presente em um amigo secreto. Fiz uma lista de livros e entre eles estava “qualquer livro do Stephen King (sem ser os que já tenho)”. Não especifiquei porque, né, esse é um dos autores que tenho quase certeza que irei gostar lendo qualquer coisa. Dito e feito.

 

A história é a seguinte: Billy Halleck é um advogado de 113 quilos, com uma esposa fumante e uma filha chamada Linda (amo esse nome!). Sua vida, bem-sucedida, se transforma após atropelar uma cigana. Não porque ele é preso. Não, não. Seu amigo é o juiz e Billy sai ileso do crime. Só que, como a sinopse do livro conta, se a justiça da cidade é falha, a dos ciganos será certeira.

 

Na hora em que Billy sai do tribunal, um velho cigano toca o seu rosto e diz as palavras “mais magro”. Puff. O homem começa a perder peso inexplicavelmente. De 113 para 85, 78, 71… Explicações racionais não são o suficiente e Billy sai atrás de respostas, buscando a sua própria forma de justiça.

 

“Sabe qual é a moral da história William? Certos caras, muitos caras, não acreditam no que estão vendo, principalmente se isso for contra a maneira como querem comer, beber, pensar ou acreditar. Eu não acredito em Deus, mas se o visse acreditaria. Não andaria por aí dizendo: “Bem, isso foi um grande efeito especial.” A definição de um imbecil é um cara que não acredita no que vê. Pode escrever o que eu digo.” (Página 198)

 

Não se engane pela minha sinopse mais ou menos. Stephen King conseguiu explorar a fundo por meios dos personagens sentimentos humanos como raiva, vingança e egoísmo. Até um pouco parecido com Joyland (tem resenha aqui!), mas essas 216 páginas têm, realmente, bem mais suspense e tensão.

 

O autor mostra como somos capazes de colocar a sujeira embaixo do tapete para nos livrar da própria culpa e como cada um tem sua própria forma de justiça, seja ela olho por olho, a indiferença ou os extremos. Sem falar na exclusão dos ciganos, que aparece para mostrar nossa tendência a excluir tudo o que é diferente, que coloca em dúvida nossos hábitos ou estilo de vida. 

a maldição do cigano RESENHA SETEPHEN KING

A leitura é bem fácil, dá para ler no metrô – esse é meu termômetro. O narrador é em terceira pessoa, permitindo que você analise o que acontece em diferentes perspectivas. Mesmo assim, não há detalhes em excesso, mas o suficiente para que você se veja intrigado. Só pelo título dos capítulos você se vê ansioso e extremamente curioso para saber o que irá acontecer em seguida. Tipo How To Get Away With Murder versão obra literária.

 

E se livros bons são livros com finais bons, esse merece uma salva de palmas. É surpreendente. Não há outra palavra para descrevê-lo. Não deixou nada a desejar. Com as últimas linhas, você se pergunta se a justiça foi realmente feita e lembra de uma das frases do cigano que amaldiçoou Billy: nada de quites, homem branco da cidade. Nunca. Não é à toa que o sinal da justiça é uma balança.

 

Você passa o livro inteiro angustiado para descobrir o que está na próxima página e, no final, se vê questionando a sua própria vida. Talvez, a da sociedade em um todo. Stephen King e a arte de tornar livros de terror em um grande questionamento. Será que estamos sendo justos?

 

“Quando você se vê sendo apagado quilo por quilo, como uma complexa equação sendo apagada do quadro-negro linha por linha e cálculo por cálculo, isso produz algo em seu senso de realidade. Sua própria realidade pessoal, a realidade em geral.” (Pág. 193)

 

Ok, prometo que a próxima resenha não será do Stephen King! Ah, gente, mas o cara é tão bom… Quem aí também ama? Ou leu A Maldição? Ou viu o filme? Me contem nos comentários!

 

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6 fevereiro, 2017

Ok, eu acho que esse blog só vai ter resenhas do Stephen King, mas, gente, como não gostar dos livros dessa pessoa? Deixando (um pouco) o fangirling de lado, vamos conversar sobre Joyland, livro que me acompanhou durante meus ataques de medo nos voos de ida e volta para Santa Catarina. Admito que o que me atraiu de primeira foi a capa, uma moça ruiva com uma câmera na mão e um parque em chamas. Quero!

RESENHA JOYLAND STEPHEN KING 2

Se o livro condiz com a capa instigante? Não tanto quanto eu imaginava. Até porque ainda não entendi qual é a do incêndio. Mas, ainda assim, é um livro bom, que me envolveu de um jeito bem diferente em comparação aos outros do SK. Tem dúvidas? Bom, eu chorei no final. Pois é, um livro do Stephen King me arrancou lágrimas. Isso porque Joyland é mais do que um livro de suspense, ele fala sobre amadurecimento, perdas, amizade e a “invencibilidade” da juventude, tudo em um clima tão nostálgico que vai te deixar melancólica depois de fechá-lo pela última vez. 

 

Joyland não vai te deixar roendo as unhas, com frio na espinha ou dormindo de luz acesa por uma semana. Você não sabe ao certo se está lendo uma ficção policial, uma história de terror ou um romance qualquer. Ok, qualquer não. Um romance do Stephen King. Tanto que meu pai me perguntou sobre o que era o livro quando estava na página 100 e eu simplesmente não sabia responder. Isso me incomodou um pouco no começo, porque eu estava esperando um quê de suspense, talvez algumas mortes e reviravoltas chocantes. Só que isso não acontece. 

 

Profunda, divertida. Intenso e cativante. Emocionante e imensamente atraente. É isso o que nos diz a capa e contracapa. E é isso que Joyland, de fato, é. Se você é fã do Stephen King, vai devorar as páginas esperando alguma surpresa. Que não vem. Não em grande estilo. Quem sabe, essa seja a graça. Não é sobre ficar ansioso e com medo, mas sobre se apegar aos personagens e desvendar aos poucos, em passos lentos, o traço sobrenatural da história, enquanto as experiências do personagem principal vão nos rendendo bons diálogos e aprendizados.

 

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