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29 fevereiro, 2016

Nas últimas semanas, li certas coisas na internet que me incomodaram e surgiu, então, a vontade de dar vida a este post. Senta aqui, vamos falar sobre lugar de fala no feminismo. E, não, não quero discutir sobre os feministos, esquerdo-machos, enfim, os homens que querem roubar nosso protagonismo (minha luta não é para agradá-los, como contei aqui). Deixa isso para depois. Quero conversar sobre as próprias mulheres, que diversas vezes se intitulam feministas, mas têm dificuldade de entender o tal do “local de fala”.

Lugar de Fala - Feminismo - Gordofobia, racismo, transfobia, homofobia

Lembram do vídeo da Clarice em que ela fazia a sua versão Survivor? Muita gente gostou, mas muita gente criticou. Eu, particularmente, pendi para a segunda opção. Por quê? Bom, foi preciso uma mulher branca para que o discurso já abordado pelas negras ganhasse atenção. Não é justo. É o velho feminismo branco, doce e sutil ganhando visibilidade, enquanto mulheres negras são silenciadas a todo tempo, como fala esse texto do site Geledés.

 

Eu afirmo isto porque li mulheres negras falando sobre o assunto. E daí surge a primeira ideia de lugar de fala. Se um comentário incomodou uma mulher negra, é porque tem algo errado. Se uma mulher negra vê como apropriação cultural uma branca usar turbante, é porque é. Se negras se incomodaram com o vídeo da Clarice, é porque precisamos realmente problematizá-lo. É a vivência delas. Nunca é exagero.

 

Por que eu sou feminista? Clica aqui para descobrir!

 

O mesmo vale para gordofobia, homofobia ou qualquer forma de opressão. Ao invés de questionar, dê voz para essas mulheres, para esse grupo. Não faça um texto falando sobre como é difícil ser gorda na sociedade, se você não é gorda. Não queira ser o porta voz da militância contra a transfobia, se você não é trans. Não use uma camiseta contra o racismo, se você é branco.

 

Então, eu não posso ser contra a homofobia por que não sou gay? Não, não. Voltemos duas casas. Você pode ser contra, ir nos protestos, compartilhar imagens no facebook que apoiem a causa, descontruir os seus amigos e se descontruir diariamente, inclusive. Mas, por exemplo, quantas vezes vimos historiadores brancos falando sobre racismo e pessoas magras questionando a gordofobia nos grandes portais ou blogs pequenos? A lógica está invertida. Quem tem propriedade para falar sobre esse tipo de assunto, é quem vive na pele a opressão.

Lugar de Fala - Feminismo - Gordofobia, racismo, transfobia, homofobia

Usando o meu exemplo. Eu sou mulher, branca, classe média, feminista, magra e bissexual. Isso significa que eu tenho “direito” de falar sobre as formas de machismo que me atingem e homofobia. Por outro lado, eu nunca fui excluída de uma entrevista de emprego por causa do meu cabelo, nunca tive pessoas me questionando pelo bairro onde moro, nunca escutei comentários gordofóbicos na rua. Logo, não tenho voz para falar de racismo, feminismo negro, gordofobia, opressão e exploração de classe.

 

Para entender, é só responder as perguntas: você sofre racismo, gordofobia, preconceito de classe, homofobia ou transfobia? A resposta foi não? Então, você não deve (e não pode!) falar sobre esses assuntos como se tivesse total entendimento, como se fizesse parte do seu cotidiano, como se você de fato compreendesse o que é passar por essas opressões. Porque, não, você e eu não entendemos.

Lugar de Fala - Feminismo - Gordofobia, racismo, transfobia, homofobia

O que fazer então? Largar a militância? Abafar esses assuntos? Não, não! Voltemos outras duas casas. O que você deve (e, nesse caso, pode) fazer é apoiar o oprimido quando ele falar que o opressor está errado, por exemplo. Viu uma discussão no facebook em que uma mulher gorda está sofrendo ataques? Concorde com o que ela falar. Ela vive isso, ela está certa. Independentemente de ela acabar sendo grossa ou causar uma briga maior, ela está certa. Ela está tendo uma reação àquilo que lhe causou incomodo. Você deve entender, apoiar e mandar força. Simples assim.

 

Outro exemplo: pretende fazer um texto sobre racismo e é branco? A primeira coisa a se fazer é não começar a escrever. Convide um negro para fazer isso por você. Porque ele sabe o que é racismo, você não. Ele tem vivência, você não. Quando você e eu, brancos, falamos sobre racismo, estamos silenciando uma classe que já é oprimida. Da mesma maneira, se você quer entender melhor sofre gordofobia, não vá conversar com feministas magras, procure relatos de mulheres que passam por isso diariamente. Também não procure mulheres gordas que emagreceram, porque a partir do momento em que se deixa de ser oprimida, independente do seu passado, você passa a fazer parte de um grupo privilegiado.

 

Um outro caso: está em uma roda de amigos e, de repente, alguém solta um comentário homofóbico. O que fazer? Levantar a problematização ou ficar quieto já que não é o seu lugar de fala? Se pergunte: tem algum gay no lugar? A resposta foi sim? Fique quieto. Deixe ele se pronunciar. A resposta foi não? Então, chegou a hora de reproduzir o discurso que você aprendeu sobre homofobia.

 

O opressor jamais pode ditar o que é certo na luta do oprimido. Como diz esse texto incrível do site Larica, quando o oprimido fala, o opressor fica quieto. Não é mais do que a nossa obrigação não ser gordofóbica, homofóbica, transfóbica ou racista. E também não é mais que a nossa obrigação respeitar a vivência de quem passa por isso, as suas reações negativas, se descontruir e entender o seu lugar de fala.

 

Não seja a pessoa que fala que é exagero, que assim não chegaremos a lugar nenhum, que temos que nos unir ou que uma coisa não exclui a outra. Reconheça os seus privilégios. Reconheça o seu lugar de fala. Porque é, assim, que vamos começar a realmente mudar alguma coisa. Lembre-se que feminismo é para doer, para levar tapa na cara! Não se acomode. Compartilhe comigo a sua opinião sobre o assunto nos comentários e, por favor, minas, qualquer erro que eu tenha cometido nesse texto, me digam também para que eu possa consertar! Ah, não quero ser uma fiscal da militância alheia ok? Esse é só um dos tópicos dentro do feminismo que me custou muito a compreender, por isso achei justo compartilhar.

 

Créditos ilustração: Stellar Leuna

 

❤️ Vamos conversar mais sobre feminismo? ❤️

 

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Não queremos flores, queremos direitos

Homem no meu feminismo? Não, obrigada

 

Vamos espalhar o feminismo e amor por aí ♥

Instagram l Facebook l Twitter l Pinterest l Youtube


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Lembram do vídeo da Clarice em que ela fazia a sua versão Survivor? Muita gente gostou, mas muita gente criticou. Eu, particularmente, pendi para a segunda opção. Por quê? Bom, foi preciso uma mulher branca para que o discurso já abordado pelas negras ganhasse atenção. Não é justo. É o velho feminismo branco, doce e sutil ganhando visibilidade, enquanto mulheres negras são silenciadas a todo tempo, como fala esse texto do site Geledés.

 

Eu afirmo isto porque li mulheres negras falando sobre o assunto. E daí surge a primeira ideia de lugar de fala. Se um comentário incomodou uma mulher negra, é porque tem algo errado. Se uma mulher negra vê como apropriação cultural uma branca usar turbante, é porque é. Se negras se incomodaram com o vídeo da Clarice, é porque precisamos realmente problematizá-lo. É a vivência delas. Nunca é exagero.

 

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O mesmo vale para gordofobia, homofobia ou qualquer forma de opressão. Ao invés de questionar, dê voz para essas mulheres, para esse grupo. Não faça um texto falando sobre como é difícil ser gorda na sociedade, se você não é gorda. Não queira ser o porta voz da militância contra a transfobia, se você não é trans. Não use uma camiseta contra o racismo, se você é branco.

 

Então, eu não posso ser contra a homofobia por que não sou gay? Não, não. Voltemos duas casas. Você pode ser contra, ir nos protestos, compartilhar imagens no facebook que apoiem a causa, descontruir os seus amigos e se descontruir diariamente, inclusive. Mas, por exemplo, quantas vezes vimos historiadores brancos falando sobre racismo e pessoas magras questionando a gordofobia nos grandes portais ou blogs pequenos? A lógica está invertida. Quem tem propriedade para falar sobre esse tipo de assunto, é quem vive na pele a opressão.

Lugar de Fala - Feminismo - Gordofobia, racismo, transfobia, homofobia

Usando o meu exemplo. Eu sou mulher, branca, classe média, feminista, magra e bissexual. Isso significa que eu tenho “direito” de falar sobre as formas de machismo que me atingem e homofobia. Por outro lado, eu nunca fui excluída de uma entrevista de emprego por causa do meu cabelo, nunca tive pessoas me questionando pelo bairro onde moro, nunca escutei comentários gordofóbicos na rua. Logo, não tenho voz para falar de racismo, feminismo negro, gordofobia, opressão e exploração de classe.

 

Para entender, é só responder as perguntas: você sofre racismo, gordofobia, preconceito de classe, homofobia ou transfobia? A resposta foi não? Então, você não deve (e não pode!) falar sobre esses assuntos como se tivesse total entendimento, como se fizesse parte do seu cotidiano, como se você de fato compreendesse o que é passar por essas opressões. Porque, não, você e eu não entendemos.

Lugar de Fala - Feminismo - Gordofobia, racismo, transfobia, homofobia

O que fazer então? Largar a militância? Abafar esses assuntos? Não, não! Voltemos outras duas casas. O que você deve (e, nesse caso, pode) fazer é apoiar o oprimido quando ele falar que o opressor está errado, por exemplo. Viu uma discussão no facebook em que uma mulher gorda está sofrendo ataques? Concorde com o que ela falar. Ela vive isso, ela está certa. Independentemente de ela acabar sendo grossa ou causar uma briga maior, ela está certa. Ela está tendo uma reação àquilo que lhe causou incomodo. Você deve entender, apoiar e mandar força. Simples assim.

 

Outro exemplo: pretende fazer um texto sobre racismo e é branco? A primeira coisa a se fazer é não começar a escrever. Convide um negro para fazer isso por você. Porque ele sabe o que é racismo, você não. Ele tem vivência, você não. Quando você e eu, brancos, falamos sobre racismo, estamos silenciando uma classe que já é oprimida. Da mesma maneira, se você quer entender melhor sofre gordofobia, não vá conversar com feministas magras, procure relatos de mulheres que passam por isso diariamente. Também não procure mulheres gordas que emagreceram, porque a partir do momento em que se deixa de ser oprimida, independente do seu passado, você passa a fazer parte de um grupo privilegiado.

 

Um outro caso: está em uma roda de amigos e, de repente, alguém solta um comentário homofóbico. O que fazer? Levantar a problematização ou ficar quieto já que não é o seu lugar de fala? Se pergunte: tem algum gay no lugar? A resposta foi sim? Fique quieto. Deixe ele se pronunciar. A resposta foi não? Então, chegou a hora de reproduzir o discurso que você aprendeu sobre homofobia.

 

O opressor jamais pode ditar o que é certo na luta do oprimido. Como diz esse texto incrível do site Larica, quando o oprimido fala, o opressor fica quieto. Não é mais do que a nossa obrigação não ser gordofóbica, homofóbica, transfóbica ou racista. E também não é mais que a nossa obrigação respeitar a vivência de quem passa por isso, as suas reações negativas, se descontruir e entender o seu lugar de fala.

 

Não seja a pessoa que fala que é exagero, que assim não chegaremos a lugar nenhum, que temos que nos unir ou que uma coisa não exclui a outra. Reconheça os seus privilégios. Reconheça o seu lugar de fala. Porque é, assim, que vamos começar a realmente mudar alguma coisa. Lembre-se que feminismo é para doer, para levar tapa na cara! Não se acomode. Compartilhe comigo a sua opinião sobre o assunto nos comentários e, por favor, minas, qualquer erro que eu tenha cometido nesse texto, me digam também para que eu possa consertar! Ah, não quero ser uma fiscal da militância alheia ok? Esse é só um dos tópicos dentro do feminismo que me custou muito a compreender, por isso achei justo compartilhar.

 

Créditos ilustração: Stellar Leuna

 

❤️ Vamos conversar mais sobre feminismo? ❤️

 

 ❤️ Outros posts que você pode gostar ❤️

 

➳ Elogie mais

➳ 5 expressões preconceituosas usadas no dia a dia

O problema da frase “tenho mais amigos homens”

Como fazer a diferença (e não ser um babaca)

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Não queremos flores, queremos direitos

Homem no meu feminismo? Não, obrigada

 

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14 Comentários em “Vamos conversar sobre lugar de fala”


marcelo

Meu nome não é Ana mas eu entrei aqui. Abraços.

Luana

Não precisa ser Ana para entrar aqui! :)
O meu é Luana, não Ana também haha

Rafaela Arnoldi

MARAVILHOSA, apenas! <3

Luana

♥♥♥

Eri

Luana, gostei bastante do teu texto. Mas não concordo com o “se você não sofre, não escreva”. Como estudante de jornalismo acredito na multipluralidade de vozes e escrever me move. Acho que não há problema desde que não nos tomemos como donos da verdade ou portadores de um axioma. Na condição de branco, acho que isso não invalidade minha escrita sobre racismo e acredito que o fato de eu escrever não impede que eu apoie textos de pessoas negras. Não falo de asneiras, como “o racismo não existe”, “mimimi”, mas de reflexões sérias e pertinentes. Não sei se entendes meu ponto. Ainda, enquanto defensor doto Humanos, sinto-me na obrigação de trazer a problemática à tona.

Luana

Olá, Eric! Também sou estudante de jornalismo e entendo os seus pontos. No entanto, ainda assim, você não concorda que seria melhor chamar um negro para falar sobre racismo ou, então entrevistá-lo e construir todo o texto com a vivência DELE? Ou chamar historiadores NEGROS e buscar histórias e opiniões de pessoas NEGRAS que realmente sofram racismo? A gente pode falar sim, mas jamais roubar o protagonismo! Grande beijo

Luana Souza

você sempre escrevendo textos incríveis! *-* PARABÉNS!
beijos :*
http://memorialices.blogspot.com.br/

Luana

Lindona ♥ Obrigada!

Por que feminista? l Entre Anas

[…] vou me submeter a abusos porque cresci escutando que sou frágil. Não vou ser humilhada porque me falaram que não sou capaz. Não vou desistir de mim, me encaixar em caixinhas, não falar palavrão porque […]

Victoria Emily

Então quer dizer que se alguém tem a opinião sobre tal assunto essa pessoa não pode interferir de jeito nenhum? Li em vários lugares e vários comentários isso. Se você é homem não interfira se mantenha longe! Ah por favor. Isso de lugar de fala anda tornando muita gente segregadora e se achando superior sim! Então quê dizer que eu era gorda e emagreci, fui oprimida sofri muito com isso e uma pessoa gorda diz algo sobre tal que eu não concordo não posso entrar em um debate que estarei sendo um monstro? Não posso falar minha opinião porque o que eu sofri não conta,não vale, foi anulado?
Tem apenas que dizer que fulaninho é um super herói, ainda que eu tenha experiência e queira crescer e acrescentar com um debate saudável do assunto.
Talvez esse lugar de fala não seja uma fantasia tão linda assim.

Entretanto, li todo o texto! E ainda que eu não concorde de todo, ele esta maravilhoso! Parabéns

6 blogs feministas para entender e começar no movimento l Entre Anas

[…]   Que tal falarmos, agora, sobre lugar de fala?  […]

Ana Maria

O texto me parece lógico mas muito dogmático. Por conta de tantas opressões as minorias parecem querer revidar com opressão. Tudo certo e tudo errado. Se eu não posso falar, me sentirei reprimida no meu direito de expressar o que penso. Afinal, eu não preciso queimar a mão para saber que doi. Em algum outro lugar, já experimentei a dor da queimadura. Pode ser que o,outro fale melhor do que eu. Mas se ambos concordamos que dói, ambos podemos falar da dor que nos é comum. A minha fala não retira do outro o direito de falar. Muita patrulha para nada. Somos gente. O que nos une é maior do que aquilo que algumas pessoas pensam que nos separa. Enfim. Vc escreve muito bem, mas é muito classista. O que é uma pena, Lu. Meu nome é Ana. Um abraço, Luana.

Paulo

Discordo totalmente do seu texto!
Questões sociais dizem respeito a toda sociedade, e afetam toda sociedade. O racismo afeta negros e brancos, logo, os brancos tem direito de opinar. Machismo afeta mulheres e homens, todos podem opinar. Homofobia os heterossexuais podem opinar também, pois afeta eles também.
Qualquer movimento social, seja negro, feminista, ou outro, deveria ser um movimento inclusivo, aberto ao dialogo, ao contraditório, e não exclusivo e excludente. Agindo assim, se fechando numa bolha só vai agravar a situação de exclusão. Os conservadores já fazem bem isso, não querem dialogo, mas eles são apoiados pelo sistema, o que não ocorre com os oprimidos.
Não concordo que um branco falar sobre racismo é silenciar os negros. Concordo que a experiencia dos negros deve ser reconhecida, valorizada, eles devem ser ouvidos em primeiro lugar. Mas não é algo que diz respeito apenas a eles. Se deve rebater os argumentos, não o argumentador. Então os movimentos devem sobreviver ao contraditório, não se fechar em uma bolha. Avaliar a experiencia do argumentador deve vir após a avaliação do argumento em si.

Luana

Machismo afeta homem? Homofobia afeta hétero? Parei aí.


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